terça-feira, 21 de novembro de 2017

XAMEGUINHO, SANTANA E FORRÓ

XAMEGUINHO, SANTANA E FORRÓ
Clerisvaldo B. Chagas, 22 de novembro de 2017
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.786

FORROZEIRO XAMEGUINHO. Foto: (Clerisvaldo B. Chagas).
Engavetada algumas composições de forró pé de serra com letras caprichadas, resolvi tirar algumas dúvidas e procurei o famoso cantor alagoano em Maceió. Recomendado pelo colega da música Valdo Santana, fui bater à porta de Xameguinho, ocasião em que fui bem recebido e passamos a trocar ideias. O conhecido forrozeiro confessou-me ser filho da zona rural de Atalaia, onde começou a mexer com música valendo-se ainda de sanfona rudimentar. Com persistência e talento conseguiu galgar os degraus da carreira até chegar à posição onde se encontra, sem ameaças de concorrência. Falou-me um pouco sobre o mundo musical, elogiou a voz de Valdo Santana e, saiu raspando bem das qualidades de Zé de Almeida, Benício Guimarães, Manoel Messias, inclusive das brincadeiras na chácara do Lira, em Santana do Ipanema.
Foi aí, meu amigo, que saí mostrando para o homem as minhas letras de Coco, rojão, baião, vaquejada... E enquanto lia passava a solfejar as musicas que vieram antes à minha cabeça. Todas as letras foram aprovadas, inclusive, os solfejos das melodias. Conversa vai, conversa vem, fui tentando compreender o mundo musical comparando-o à Literatura. Voltei satisfeito com a avalição de Xameguinho. Entendi perfeitamente outro viés. Caso eu queira gravar um disco de forró pé de serra, estão prontas as letras e as pistas das melodias. Xameguinho pode me entregar o disco completamente finalizado, com todo o trabalho de sua equipe, inclusive com sua própria voz. Uma vez de posse do meu próprio disco, posso oferecê-lo prontinho, prontinho ao cantor que eu quiser ou jogá-lo no mercado mesmo assim.
Ah, compadre, ia esquecendo. É preciso dispor de certa quantia para encomendar o troço. Ninguém faz nada de graça e, na área musical, há muito venho percebendo muito sede pelos “peixes”. Ainda estou pensando, amiga, se vale à pena.
Voltando ao Xameguinho, está escrito na sanfona dele mesmo o Xameguinho com “X”. E por enquanto, vamos escutando o forró alheio, esse que a gente pode ligar e desligar no momento que quiser.




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segunda-feira, 20 de novembro de 2017

PELAS RUAS DE MACEIÓ

PELAS RUAS DE MACEIÓ
Clerisvaldo B. Chagas, 21 de novembro de 2017
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.785

Pelas ruas de Maceió. Foto: (Clerisvaldo B. Chagas).
Final de semana em Maceió, dia primaveril agradável e nublado, nos anima a uma incursão pelo Comércio. Vamos aproveitando a obrigação para cair na devoção e dá uma espiada geral no “Paraíso das Águas”. Apesar da beleza da manhã, as nuvens fechadas vão tampando o calor no chamado Efeito Estufa. E lá vamos nós misturados ao trânsito intenso, à multidão tal formigueiro imparável de loja em loja. Ruas cheias de gente e casas comerciais lotadas, não encontramos a crise que o povo fala. E se o povo fala, mas o dinheiro não. Lojas decoradas para o Natal, a figura do Papai Noel em evidência, caixas danados recebendo células novas e passando troco. Ladainhas de todos os tipos de ambulantes e propagandistas de dinheiro fácil.
A criatividade vestida de palhaço aguardava clientes numa esquina. O deficiente toma conta da rua na mendicância com um ganzá estranho. Um barulho das seiscentas pestes, sem regras, sem ética, sem decibéis. Mulheres discutem os atrasos dos ônibus. A dandoca de sombrinha conta as últimas aventuras do pastor da sua igreja. Um camarada mente que só a bexiga para vender balas doces. O negrão amassa a negrona no fundo da barraca e, nós vamos procurando o melhor ângulo da fotografia. “Valha-me Deus, mulezinha, perdi uma nota de cinquenta, a senhora não viu?”. Aproveitamos para procurar pequeno objeto, mas dizem que só se encontra essas coisas na casa do chinês. E agora não é somente uma casa de chinês, eles tomam conta do comércio de bugigangas na capital. Não senhor. Não adiante pedir desconto em nada. Chinês tem palavra de inglês, não negocia, impõe.
Bem, de qualquer maneira, já consegui resolver duas coisas importantes da missão Maceió. Agora é deixar tanta balbúrdia recolher a atividade de rua e bater em retirada. Amanhã estaremos em audiência com famoso cantor e compositor. Uma atividade paralela dos escritos, desconhecida para nós, mas quem sabe! A vida sempre nos indica novos caminhos... Fui.

 


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domingo, 19 de novembro de 2017

CONSCIÊNCIA NEGRA

CONSCIÊNCIA NEGRA

Clerisvaldo B. Chagas, 15 de novembro de 2017

Escritor Símbolo de Sertão Alagoano

Crônica 1.784

 

Hoje é o Dia da Consciência Negra. Ele foi instituído no dia 9 de janeiro de 2013 pelo projeto Lei n.0 10.639, mas somente em 2011 a lei foi sancionada (Lei 12.519/2011) pela presidente Dilma Rousseff. O dia é comemorado em todo o território nacional e foi escolhido por ter sido o dia da morte do líder negro Zumbi que lutou contra a escravidão no Brasil. Esta celebração relembra a importância de refletir sobre a posição dos negros na sociedade. Os inúmeros eventos sobre o tema espalhados pelo País, são importantes para a reflexão dos dias atuais nessa marcha inexorável para o porvir. Esse é um período de diversas atividades e projetos realizados nas escolas para comemorar a luta dos afrodescendentes.

Desde 1532 começou a entrar negros escravos no Brasil, até que aconteceu a lei Eusébio de Queiroz, em 1850, que proibia o tráfico negreiro. Mesmo com a abolição formal da escravidão, em 13 de maio de 1888, essa busca pela verdadeira independência e igualdade, jamais cessou. A Consciência Negra reflete sobre a discriminação e as conquistas na sociedade, no mercado de trabalho. Sendo feriado em alguns estados e ponto facultativo em outros, o que importa é a discussão em diversas entidades, em praça pública, em lugares especiais que levem a humanidade inteira a refletir sobre a igualdade, direito de todos no Planeta.

Em Alagoas a grande concentração dos festejos, acontece no município de União dos Palmares, a 72 km da capital, Maceió. O cimo da serra da Barriga que outrora abrigou o Quilombo dos Palmares e seus combates contra os brancos recebe pessoas do País inteiro e representantes de diversas partes do mundo. Nessa ocasião, muitas escolas levam os seus alunos para passeio e pesquisa sobre os episódios que aconteceram na serra e suas imediações. A data enche de orgulho o peito do alagoano e a vaidade de ter tido um líder no naipe de Zumbi.

                                                                                               

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 










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quinta-feira, 16 de novembro de 2017

VIVENDO NO EGITO

VIVENDO NO EGITO
Clerisvaldo B. Chagas, 16 de novembro de 2017
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.783
EGITO. Imagem: (Cultura Mix).
As últimas reportagens da Rede Globo de Televisão sobre o rio Nilo, faz lembrar as velhas aulas sobe o antigo Egito e suas relações com a morte. Os egípcios eram politeístas e consideravam vários deuses, embora três fossem os mais populares: Osíris (deus da vida após a morte); Ísis (sua irmã e esposa) e Hórus, o filho de ambos. Os deuses egípcios apresentavam-se de forma humana. Com forma animal e com forma humana e animal. O mais temido dos deuses era Amon-Rá criador do universo.
Segundo a crença egípcia, toda pessoa, ao morrer, iria para o Tribunal de Osíris. Caso fosse absolvida, a alma poderia voltar para o corpo. Isso fez com que surgisse o processo da mumificação. Após embalsado o corpo, a múmia iria para o sarcófago e para a urna funerária e daí para o túmulo. Conforme o poder aquisitivo da família do morto, muitas coisas poderiam ser deixadas no túmulo como joias, armas e alimentos.
Em 1922, o arqueólogo inglês Howard Carter, encontrou intacto o túmulo de Tutancâmon. Foi um espanto para o mundo da época quando o pesquisador fez a divulgação do que foi encontrado. Havia mais de cinco mil peças como cadeiras, carros, armas, barcos, armários, poltronas, colares, estátuas, aparelhos de mesa.

Isso faz refletir sobre a religião antiga naquela área, mas também mostra os costumes do cotidiano na remota civilização. As discussões religiosas e o fanatismo extremista não dão sossego ao planeta e continuam vivos como nunca. Quem quiser pode até pensar em dezenas de deuses que regem o mundo e até milhões deles como mentores particulares de cada pessoa. E se o Egito imaginava seus deuses de forma humana, em forma humana e animal e de forma animal, talvez até fossem mais felizes de que nós. É que a humanidade parece duvidar qual o Deus Único e Verdadeiro e se ele existe de verdade; mas os demônios em forma de gente estão aparecendo na televisão e nas notícias do nosso dia a dia, praticando as coisas mais absurdos neste mundo entre a civilização e a barbárie. 

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quarta-feira, 15 de novembro de 2017

ONTEM FOI FERIADO

ONTEM FOI FERIADO
Clerisvaldo B. Chagas, 16 de novembro de 2017
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1781

DEODORO
Tendo tudo a ver com o feriado de ontem, Marechal Deodoro da Fonseca nasceu na hoje cidade de Alagoas – que leva o seu nome – no dia 5 de agosto de 1827. Estudou em escola militar desde os 16 anos. Aos 21, em 1848, partiu com as tropas rumo a Pernambuco para combater a Revolução Praieira. Participou também de outros conflitos durante o Império, como a brigada expedicionária ao rio da Prata, o cerco de Montevidéu e da Guerra do Paraguai. O Marechal ingressou na política oficialmente, em 1885 quando dirigiu a província do Rio Grande do Sul. Em 1887 assumiu a presidência do Clube Militar, até 1889. Chefiou o setor antiescravagista do Exército. E com o título de Marechal Deodoro proclamou a república brasileira no dia 15 de novembro de 1889, assumindo a chefia do governo provisório.
E para não ficar devendo sobre o segundo presidente alagoano, Floriano Peixoto, vejamos:
“Floriano Vieira Peixoto foi um militar e político brasileiro. Primeiro vice-presidente e segundo presidente do Brasil, presidiu o Brasil de 23 de novembro de 1891 a 15 de novembro de 1894, no período da República Velha. Foi denominado ’Marechal de Ferro’ e ‘Consolidador da República’. Nascido em Ipioca, distrito da cidade de Maceió, numa família pobre de recursos, mas ilustre e ativa na política: seu avô materno, Inácio Accioli de Vasconcellos, foi revolucionário em 1817. Foi criado pelo padrinho e tio, coronel José Vieira de Araújo Peixoto. Floriano Vieira Peixoto foi matriculado numa escola primária em Maceió e aos dezesseis anos foi para o Rio de Janeiro, matriculado no Colégio São Pedro de Alcântara. Assentado praça em 1857, ingressou na Escola Militar em 1861. Em 1863 recebeu a patente de primeiro-tenente, seguindo sua carreira militar. Floriano era formado em Ciências Físicas e Matemáticas. Floriano ocupava posições inferiores no exército até a Guerra do Paraguai, quando chegou ao posto de tenente-coronel. Ingressou na política como presidente da província de Mato Grosso, passando alguns anos como ajudante-geral do exército”.
O Marechal de Ferro foi o segundo presidente do Brasil.















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terça-feira, 14 de novembro de 2017

QUANDO A PESQUISA AJUDA


QUANDO A PESQUISA AJUDA
Clerisvaldo B. Chagas, 16 de novembro de 2017
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.782

TERREMOTO. Foto: (Thomas Peter).
Muitas vezes a ciência surpreende o homem nos diversos segmentos do saber. São coisas que contraria a lógica da maioria das pessoas que olham apenas para um lado. Quando todos querem matar a cobra, o escorpião, o sapo... Outros procuram salvá-los e até cria-los para estudar os venenos e salvar vidas. A Natureza também aparece com vulcões considerados inimigos. Mas, a ciência vai lá e encontra meios de – através deles – produzir energia elétrica. E assim é com o Sol, com as marés, nas pesquisas em favor da humanidade.
Os terremotos, apesar dos avanços da Geologia e da Geodésica ainda são de difíceis previsões, mas a cooperação entre chineses de diferentes ideologias, trás um olhar novo sobre os velhos problemas que fazem medo ao mundo. “Alguns terremotos geram anomalias eletromagnéticas antes de ocorrer”. É aí que entra um estudo de cooperação entre China e Taiwan em relação a um satélite de detecção dessas ondas eletromagnéticas. E essa cooperação entre os dois tradicionais “bicudos” poderá lançar o tal satélite de poder preventivo para o próximo ano. Caso dê certo, esta ação será um dos grandes feitos do homem em defesa da vida contra as surpresas naturais vindas do interior da Terra. Para a humanidade, principalmente das áreas situadas sobre divisórias de placas tectônicas, pouco importa de onde venha o benefício. E se a China vive às arengas com Taiwan, seu sangue, nem interessa.
Agora, de fato o projeto era secreto até o mundo todo ficar sabendo. E secreto por quê? Porque os satélites podem ter um importante uso militar, localizando radar inimigo ou centros de lançamento de mísseis. Bem que tem a ver com os foguetes que os próprios chineses inventaram e nós os usamos para espocar nas festas e os militares para jogar bombas.
Mas, que adianta ficarmos pensando nos malefícios futuros da invenção? Deixe que venha o satélite com o aviso como um grito de gente, segundo meu Sertão: “Corra, rebanho de peste que o terremoto vai chegar!”





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segunda-feira, 13 de novembro de 2017

AS COBRAS DE MARAGOGI


AS COBRAS DE MARAGOGI
Clerisvaldo B. Chagas, 14 de novembro de 2017
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.780

MARAGOGI. Foto: (Agência Alagoas).
Quando existe alguma alteração na natureza, a atenção de especialistas é fundamental para esclarecer. Além do conhecimento da área o perito age mesmo como qualquer investigador de polícia. E se cada profissão não tivesse desafio, qual a graça de exercê-la? É o caso do avanço do mar no litoral alagoano, motivo que leva vários agentes às investigações como geólogos, oceanógrafos e vários outros cientistas. Mas o caso do aparecimento de cobras cascavéis no município de Maragogi pode ser até que tenha alguma causa natural, mas a primeira vista nos parece a mais razoável as denúncias de criadouro na área. Como podem surgir de repente cobras picando o povo sem se saber de onde elas vieram?
O bioma de Maragogi não é o favorito de cascavéis, que agem no semiárido. Ações humanas acabaram com quase toda a flora e, essa coisa de mistério, parece nem ser tão misteriosa assim. Se no local de denúncia de criadouro e soltura clandestina ou acidental nada foi encontrado, não quer dizer tudo. As cobrinhas, coitadas, não caíram do céu e nem vieram com a ressaca do mar. Ainda bem que estão por ali o Instituto do Meio Ambiente do Estado de Alagoas (IMA/AL), Secretaria de Saúde (Sesau), Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). É muita gente procurando ver o que pode fazer.
Para nós, o caso é de polícia. O mais provável é que alguém em trânsito tenha feito à soltura ou por acidente ou pelo medo de ser pego por órgãos ambientais. Mas as denúncias que fizeram de criadouro na região têm muito sentido e tempo suficiente para qualquer um se livrar de todas as provas. Cobra não fala, cobra pica. Vamos aguardar o desenrolar da coisa que pode trazer o inesperado como causa. Entretanto, para nós, as pistas maiores estão nas denúncias. Onde há fumaça, diz o povo, há fogo. O diabo é quem vai dialogar com serpente, mas como se livrar do ditado: “De onde menos se espera sai à cobra”? Longe de ofídios, Zé, que isso não combina com as belezas de Maragogi.







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domingo, 12 de novembro de 2017

PARA ONDE VAI SANTANA?


PARA ONDE VAI SANTANA?
Clerisvaldo B. Chagas, 13 de novembro de 2017
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.779

BR-316 no Bairro Camoxinga. Foto: (Clerisvaldo B. Chagas).
 Quando meu amigo arapiraquense – depois de visitar alguns lugares de Santana – perguntou-me sobre o plano de expansão da cidade, eu não soube responder. Ele não me falou, mas sendo uma pessoa ligada à indústria, tive a impressão de que pretendia investir em lugares promissores. Como a cidade ainda hoje cresce seguindo trilhas de carro de boi e vereda de bode preferi não arriscar em terreno desconhecido. Isso é coisa para a burocracia administrativa longe até do planejamento de moradia do cidadão comum. Pretendo morar em outro lugar, mas qual seria o lugar? Sem nenhuma perspectiva vamos na “oitiva”, como diziam os mais velhos.
A região norte puxa para o sítio Barroso, formando o novo lugar apelidado Quilombo. Indo para a região sul, vamos encontrar a saída para Olha d’Água das Flores que vai aos poucos tomando feição do futuro quarto comércio de Santana. (O primeiro é o centro e o prolongamento que ora se estende até a UNEAL. O segundo é o do Bairro Camoxinga. O terceiro é o do início do Bairro Domingos Acácio). Quer dizer, as saídas Leste e Sul de Santana do Ipanema, no momento, são as duas regiões que têm as melhores perspectivas para comércio e serviços. A região oeste toda parece que não vai adiante. Fora isto, o miolo da periferia, mais perto, vai sendo lentamente ocupado por loteamento residencial.

Mas se a saída Santana – Maceió (zona leste) está vivendo melhores dias para investimentos; e a saída Santana – Olho d’Água das Flores (zona sul) também desperta para comércio, onde faríamos o nosso polo industrial? Com certeza teria todas as vantagens à zona oeste, logo após as últimas casas do perímetro urbano. A principal dela seria a BR-316, mas outras, como o relevo se sobressaem como escolha para isso.  Sim, sabemos perfeitamente que tem uma cabeça de burro enterrada contra a indústria em Santana, mas um dia ela será desenterrada, porque nem cabeça de burro nem dono de cabeça de burro dura eternamente.
Dentro da parte física e social mostrei ao amigo as regiões da minha cidade, até porque planejamento se faz também com Geógrafo, Urbanista e Cartógrafo, mas... Onde? O futuro dirá.




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quinta-feira, 9 de novembro de 2017

O BALAIO E A MINISTRA



O BALAIO E A MINISTRA
Clerisvaldo B. Chagas, 10 de novembro de 2017
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.778

BALAIO. Foto: (Arqueologia).
No Brasil da escravidão houve muitos movimentos libertários dos negros africanos, em todas as regiões onde havia escravos. Tanto aconteciam as fugas para formações de quilombos, quanto revoltas para libertação. Um desses inúmeros movimentos pela liberdade preta aconteceu no Maranhão, penetrou na história e nos livros didáticos do País com o título de Balaiada. Foi em 1838 que aconteceu essa revolta do povo contra os grandes proprietários de terras rurais. Agiram contra a exploração que aqueles senhores exerciam sobre os escravizados vaqueiros, artesãos e trabalhadores livres do Maranhão. A liderança do movimento era composta por três pessoas: o vaqueiro Raimundo Gomes, o artesão Manuel Francisco dos Anjos (o que fazia balaios) e o negro Cosme, que organizava fugas dos escravizados da região.
Muitas coisas aconteceram durante cerca de três anos de luta. Durante as refregas os rebeldes chegaram a tomar a cidade de Caxias. Ali formaram um governo provisório, facilitaram a fuga de escravizados e a formação de um quilombo. Como o movimento carecia de maior organização, não teve fôlego o suficiente para continuar e começou a enfraquecer. A Balaiada foi definitivamente derrotada em 1841. A sua denominação vem do apelido e da profissão de Manuel Francisco dos Anjos, “O Balaio”, porque ele confeccionava balaios verticais de palhas ou cipós para transporte de algodão e outros produtos. Ferido por acidente por seus próprios companheiros, o Balaio terminou morrendo de gangrena.
Diante de tantas lutas, não somente contra a escravidão, mas também de outros tipos de explorações nos campos e nas cidades, até parece que toda consciência foi perdida. Foi assim que o ridículo estourou nos noticiários brasileiros e nas Redes Sociais, onde piadas e mais piadas se amontoam. Uma declaração infeliz de uma ministra que acha que deve receber sessenta mil reais se não seu trabalho fica caracterizado como trabalho escravo, fez tremer em suas respectivas tumbas Raimundo Gomes, o Cara Preta; Manuel Francisco dos Anjos, o Balaio; e o negro Cosme, líderes da Balaiada, em 1838.
É esse tipo de gente que, como autoridade desequilibrada faz parte da cúpula do Brasil.
Que falta faz Zumbi dos Palmares!













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quarta-feira, 8 de novembro de 2017

ANTIGO E BOM EXEMPLO




ANTIGO E BOM EXEMPLO
Clerisvaldo B. Chagas, 9 de novembro de 2017
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.777

PARQUE DA TIJUCA
O homem vai modificando as paisagens naturais do planeta por necessidade ou por espírito destrutivo. Mas também, em meio a essa loucura de destruição semeada em todos os recantos do Globo, surgem exemplos de superação que merecem registros. Um deles aconteceu há muito no Rio de Janeiro, quando o café começou a ser plantado em grande quantidade pelos arredores da Urbe, em 1760. Esse plantio era favorecido pelo clima quente e chuvoso e solos férteis. Logo essas plantações iniciaram à ocupação dos morros cariocas, em detrimento à floresta tropical, bela e exuberante. Já no século XIX, o café se tornou a principal atividade econômica do Brasil, coisa que exigia cada vez mais a expansão de terras e desmatamento da Mata Atlântica.
Com a extinção da floresta, logo surgiram às consequências.  Vários córregos que tinham origem nas matas, secaram, dificultando o abastecimento na cidade do Rio de Janeiro que crescia rapidamente. Foi aí que teve início um ousado plano de reflorestamento em 1861. Foram desapropriadas várias fazendas para o plantio de árvores nativas e até espécies exóticas, cujos cálculos vão a mais de 100 mil mudas, criando-se assim a floresta da Tijuca. Com essa reação consciente na segunda metade do século XIX, a floresta foi reconstituída e seus mananciais recuperados. É de se imaginar o esforço desprendido para a realização total do projeto, levando-se em conta os recursos tecnológicos da época.
“Já em 1961, cem anos depois do início do reflorestamento, a floresta da Tijuca foi transformada em parque nacional, juntamente com outras áreas adjacentes de mata preservadas”. Paisagens famosas no mundo inteiro estão no Parque Nacional da Tijuca, entre elas o Corcovado, onde se encontram a estátua do Cristo Redentor e a Pedra da Gávea. É uma das principais atrações turísticas do Rio de Janeiro, recebendo por ano, cerca de dois milhões de visitantes.
A floresta exerce importante papel na conservação de espécies da flora e da fauna e de oxigenação para a “Cidade Maravilhosa”.

Pense num exemplo!

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terça-feira, 7 de novembro de 2017

PALMEIRA DOS ÍNDIOS: BONS VENTOS


PALMEIRA DOS ÍNDIOS: BONS VENTOS
Clerisvaldo B. Chagas, 8 de novembro de 2017
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.776

ARNON DE MELLO INAUGURA ASFALTO. Foto: (Pedro Farias).
Passamos dos sessenta e um anos de inauguração da primeira rodovia asfaltada de Alagoas. Foi em janeiro de 1956 a entrega da rodovia ligando Maceió rumo ao Sertão. Perto dos limites do Sertão, ainda na zona agrestina, Palmeira dos Índios recebeu a dádiva da cobertura asfáltica no governo Arnon de Mello, no apagar das luzes do seu mandato. O grande feito viário representou o início do modernismo do transporte terrestre em Alagoas. Apesar de o asfalto – nessa época, importado – chegar apenas próximo aos limites do Sertão, toda essa área também foi beneficiada. Mesmo desde os confins do semiárido até Palmeira dos índios, ainda rodando em poeira, atoleiros e catabios, não deixava de ser um progresso enorme com a outra metade da viagem no bem bom até à capital alagoana.
Agora Palmeira volta à evidência com um projeto de duplicação de rodovia em mais de 2 km em trecho urbano. Além da duplicação para melhorar a mobilidade e evitar acidentes, ainda trás no projeto à jardinagem que vai embelezar o trecho, permitindo um visual novo que a bem chamada “Princesa do Agreste” verdadeiramente merece. É pena que essa duplicação não seja estendida até o entroncamento de Arapiraca, bem perto da cidade de Tanque d’Arca e Maribondo, mas as conquista são feitas paulatinamente. Palmeira dos Índios, cidade intelectualizada, cheia de bons escritores, excelentes escolas, dinâmico comércio e clima agradável, marca mais um tento em sua trajetória.
 Além de coisas e mais coisas, por aqui, em nosso sertão velho de guerra, Santana do Ipanema estar precisando de embelezamento, assim como o, então, prefeito, Henaldo Bulhões fez com a “Rainha do Sertão”, em sua época administrativa. As palmeiras imperiais da Rua Doutor Otávio Cabral, quase todas morreram pela insensibilidade do governo passado. Bem que a nova gestão poderia estendê-las até o início da área urbana (Batalhão de Policia), e ali levantando belo portal de alvenaria à semelhança de cidades rio-grandenses. Estas sugestões valem para as outras duas entradas de Santana.

Isto faz lembrar o saudoso professor Marques Aguiar, quando repetia: “as cidades deveriam ser governadas por filósofos e defendidas por guerreiros”. 

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segunda-feira, 6 de novembro de 2017

MATA GRANDE O QUE ESPERA?


MATA GRANDE O QUE ESPERA?
Clerisvaldo B. Chagas, 7 de novembro de 2017
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.775

MATA GRANDE. Foto: (Divulgação).
Nestes tempos tão favoráveis ao Turismo em suas variadas modalidades, Alagoa viva uma fase extraordinária. Nas temporadas os hotéis ficam superlotados e fora das temporadas estão sempre cheios. O estado é hoje um dos principais destinos do País e algumas vezes, apontou como o primeiro do Nordeste. Agora que a região foi descoberta pelos brasileiros, italianos e até argentinos, o Nordeste se firma como polo consolidado nesse tipo de economia. A novela da Globo rodada no São Francisco, deu o empurrão que faltava na luta de Piranhas e Penedo, principalmente, para mostrar ao Brasil as belezas sanfranciscanas. Somente a minha cidade não move uma palha para se beneficiar do turismo.
Mas o nosso destaque de hoje se volta para o potencial de Mata Grande, município tão distante da capital e que agora vai ganhando outro acesso através do asfalto pela BR-316. Situada na região serrana sertaneja, seus vales e montanhas oferecem pontos encantadores durante as quatro estações do ano. Além de passar muito tempo com a serra da Santa Cruz como ponto culminante do estado, agora o atrativo é a serra da Onça, descoberto como o lugar mais alto de Alagoas. Além disso, seus antigos engenhos rapadureiros, sua posição entre montanhas e as histórias de Lampião que estão contidas em nosso livro Lampião em Alagoas, credenciam para um futuro sucesso no turismo nacional.

Dizem que a região de Piranhas – com a hidrelétrica de Xingó, o cânion do São Francisco e o lugar do outro lado, onde mataram Lampião – já ultrapassou o litoral de Alagoas com as costas dos corais. A região mostra-se ao mundo e o dinheiro corre solto gerando empregos no interior. Enquanto Pão de Açúcar e Santana do Ipanema dormem na rede da indiferença turística, o baixo São Francisco deslancha. E Mata Grande, com tanto potencial, próxima do Complexo Hidrelétrico de Paulo Afonso e dos cânions, não pode espiar de soslaio para o turismo. Tem que beijá-lo e abraçá-lo para revelar ao Brasil tudo o que tem direito.

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domingo, 5 de novembro de 2017

REVIVENDO O GRUPO E A HISTÓRIA


REVIVENDO O GRUPO E A HISTÓRIA
Clerisvaldo B. Chagas, 6 de novembro de 2017
 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.774

Grupo  Escolar Padre Francisco Correia, em torno de 1954. Foto: (Domínio Público.
Revendo uma peça do nosso patrimônio arquitetônico, vamos contemplando a foto antiga que às vezes emudece quem a contempla, por alguns segundos. A fotografia acima representa a arquitetura original do edifício Grupo Escolar Padre Francisco Correia. Construído como a primeira escola grande do município, veio para Santana do Ipanema ministrar aulas do, então, Curso Primário que correspondia da primeira à quarta série. O Grupo foi edificado na gestão do prefeito interventor Joaquim Ferreira da Silva com ajuda do governo estadual. Joaquim foi o mesmo que construiu o prédio do atual Ginásio Santana. (Detalhes incríveis no livro “O Boi, a Bota e Batina; história completa de Santana do Ipanema”). O Grupo foi inaugurado em fevereiro de 1938 e juntamente com a Igrejinha/monumento de Senhora Assunção, Escola Cenecista e Tênis Clube Santanense, representam o grande quarteto histórico numa única quadra, na cidade de Santana.
Analisando a foto acima, temos um grupo já terrivelmente desgastado, em torno de 1954. A parede amarelada de tinta velha está pichada, provavelmente, por propaganda eleitoral. O altíssimo poste para luz elétrica motriz é de madeira de lei. À frente da escola, um pé de fícus e, o entorno do prédio cercado por balaústres também de alvenaria. Nesta época o recreio era feito no pátio de terra, o mesmo que está cercado com o balaústre. Era servido nesta hora, o chamado leite que era uma espécie de mingau nutritivo e enjoativo que o aluno às vezes bebia, às vezes jogava fora, na areia do pátio.
O balaústre da foto ainda representa o cercado original. Uma das diversões bem perigosas, doida, doida mesmo, era correr por cima do balaústre, pulando de um em um, numa velocidade de quem corria no chão limpo. Isso era coisa para poucos e não podemos afirmar com certeza se constavam nessa peripécia os nomes de Jorge de Leuzínger e do sapateiro Claudio Canelão. Fui testemunha de tudo que disse na década de 50 quando Maria de Lourdes Monteiro era a minha professora predileta e dona Prisciliana Farias, guardiã, tocava a sineta na entrada, no recreio e na saída. O balaústre foi acabando sem manutenção até que foi todo demolido. A escola passou longo tempo sem proteção, até chegar à murada decente atual.
 Preciso de uma palestra para ministrar naquela escola, pois tenho muitas e muitas coisas para dizer. Por hoje, tá bom.













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quinta-feira, 2 de novembro de 2017

GALOPANDO NA HISTÓRIA SANTANENSE


GALOPANDO NA HISTÓRIA SANTANENSE
Clerisvaldo B. Chagas, 3 de novembro de 2017
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.773

PONTE DA BARRAGEM. Foto: (Alagoas Na Net).
Para dirimir dúvidas sobre os títulos diversos recebidos pelo município sertanejo de Santana do Ipanema, passo a responder aos que me indagaram. E de fato para quem não sabe é muito complicado se for apenas examinar documentos de grafias diferentes. Podemos afirmar, no entanto, que o município santanense recebeu quatro títulos com os mesmos significados, mudando apenas a grafia, de acordo com a própria forma de escrever da época. No princípio era toda a região banhada pelo rio formador que se chamava “Ribeira do Panema”.  Ribeira no sertão nordestino é arcaica, ainda em uso e que significa rio. Panema é palavra indígena Ipanema, mais fácil de ser pronunciada sem a letra “I”.
A partir de 1787 quando o padre Francisco José Correia de Albuquerque construiu a capela no, então, arraial em terras do fazendeiro Martinho Rodrigues Gaia e ali colocou a imagem da avó do Cristo, o lugar que era parte de Ribeira do Panema, passou a ser chamado: “Sant’Anna da Ribeira do Panema”. Essa denominação perdurou até o Arraial ser elevado a povoado/freguesia (território dominado pela Igreja) em 1836. Enquanto povoado/freguesia, escrevia-se o nome assim: Sant’Anna do Panema”. Quer dizer, saiu apenas os nomes: “da Ribeira”.
Somente quando o povoado/freguesia foi elevado à vila, em 1875, utilizamos o nome “Ipanema”, retiramos um dos “N” de Anna e passamos a escrever: “Sant’Ana do Ipanema”. 
Esta denominação arrastou-se de vila até a elevação à cidade, em 1921quando finalmente foi retirado o apóstrofo e confirmado o restante, ficando definitivamente: “Santana do Ipanema”.  
Podemos encontrar em alguns documentos como na revista O Cruzeiro, em reportagem sobre Santana, em 1940, escrito como no tempo de povoado/freguesia, erroneamente.

Esperamos ter correspondido ao que nos foi indagado e que nos parece ter faltado apenas o significado da palavra Ipanema ou Panema, coisa que o santanense aprende logo cedo: água ruim, salobra (quando extraída das cacimbas do leito do rio).

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quarta-feira, 1 de novembro de 2017

O PARQUE NACIONAL DOS VEADEIROS


O PARQUE NACIONAL DOS VEADEIROS
Clerisvaldo B. Chagas, 2 de novembro de 2017
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.772
Jardim de Maytréia e Morro da Baleia.  Foto: (Divulgação).

Nesses tempos em que se fala tanto na Mídia sobre o incêndio acontecido na Chapada dos Veadeiros, vem à mente o velho mestre Alberto Nepomuceno Agra, meu saudoso e querido professor de Geografia. A chapada hoje é um parque chamado Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, com proteção integral à natureza. Está localizado na região centro-oeste do estado de Goiás. Abrange uma área de cerrado de altitude sendo que 60% ficam em Cavalcante e os demais 40% em Alto Paraíso de Goiás. Este parque foi criado pelo então presidente da república, Juscelino Kubitschek em 11 de janeiro de 1961. Já em 2001 foi incluído na lista do Patrimônio Mundial pela UNESCO e, atualmente, está a cargo do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Sua denominação vem de uma fazenda chamada de Fazenda dos Veadeiros, estabelecida ali em torno de 1750, para atividades como a pecuária e o cultivo do trigo e do café. E para recordarmos o que em Geografia e Geologia chamamos “chapada”, é uma forma de relevo montanhoso em que ocorrem extensões de solos elevadas e planas, vales profundos, cachoeiras e rios caudalosos. Geralmente estão a mais de 500 metros de altura e suas extremidades são abruptas. Pela sua forma a chapada também é chamada de mesa ou meseta. A região atrai muitas pessoas dedicadas ao misticismo, pois além de tantas belezas naturais, a abundância de aflorações de quartzo é tida como centro de concentração de energia.
A organização no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros procura também proteger 17 espécies de flora e 32 espécies de fauna ameaçadas de extinção, como o lobo-guará, a onça-pintada e o pato-mergulhão. Também visa proteger 466 nascentes na região, que é conhecida como “a caixa d’água” do Planalto Central, com influência em bacias hisdrográficas como a Amazônica e a do São Francisco.
Mas se todo esse esforço para preservar a natureza demorou anos e anos a fio, o fogo destrói em poucas horas toda a conquista do homem. E quando o fogo é feito de forma proposital e criminosa, talvez não existam palavras para descrever a covardia.








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terça-feira, 31 de outubro de 2017

OS GRITOS DE SOCORRO DO SANTO



OS GRITOS DE SOCORRO DO SANTO
Clerisvaldo B. Chagas, 1 de novembro de 2017
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.771

RIO SÃO FRANCISCO. Foto: (Cultura Mix).
Não é de agora que os rios brasileiros vêm pedindo socorro desesperadamente. Alguns devidos aos problemas globais que afetam os climas do Globo, outros nacionais provocados pelo próprio homem e ainda os regionais que vão se revelando da nascente à foz. E quando o socorro chega em forma de dinheiro para saneamento de cidades, quase sempre se perde no meio da corrupção enraizada e fulminante esfaqueadora do País. Continuamos sofrendo uma goleada de derrotas em tentar salvar a Natureza, cujos resultados estão à mostra em todas as Cinco Grandes Regiões Brasileiras. Os que tentam abrandar os castigos humanos se defrontam com dois perigosos e implacáveis inimigos: a ignorância e a corrupção que jamais erguem para a verdade a bandeira branca do Tá Bom.
Está aí o exemplo com o rio Ipanema recebendo outro rio de fezes todos os dias, todas as horas, sem o mínimo do olhar de cima. O resultado é a situação caótica em que se encontra o seu grande coletor, o rio São Francisco, recebendo as imundícies próprias e de afluentes poderosos, além da coleira imposta pela baixa vazão. É assim que o mar invade o rio penetrando pela sua desembocadura, outrora  cheia de abundância para a população ribeirinha. A água salgada vai penetrando cada vez mais forte rio acima causando prejuízo na economia local, arrasando povoados, destruindo plantações, salgando a corrente e contaminando o subsolo com as cacimbas da sobrevivência.
Agora mais essa denúncia sobre o povoado Potengy, no município de Piaçabuçu, onde os médicos dizem que uma população de cerca de 900 habitantes, vai ficando hipertensa devido ao sal da água consumida. Enquanto a salinidade tem um limite tolerável de meio grama por litro, a água contaminada pelo mar se apresenta com 27.
E quando o povo diz que “o cão está solto” é de se ficar imaginando se é o cão cachorro, o cão dos infernos ou o cão filho de Adão e Eva.








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segunda-feira, 30 de outubro de 2017

SURGE EM SANTANA EMPRESA DE PALESTRAS

SURGE EM SANTANA EMPRESA DE PALESTRAS
Clerisvaldo B. Chagas, 31 de outubro de 2017
Escritor Símbolo de Santana do Ipanema
Crônica 1.770

MONTES DE SANTANA. Foto: (Clerisvaldo B. Chagas).
Surgiu em Santana do Ipanema à empresa Focus Binarius Palestras para atender o Sertão, o estado de Alagoas e em outro qualquer estado da União. Focus Binarius Palestras é formada por uma equipe idônea, tendo à frente o professor Clerisvaldo Braga das Chagas, escritor e especialista em Geo-História, o professor Marcello Fausto, a professora Maria Vilma Lima e Maria Inês Lima Carvalho com igual formação. Inicialmente a Focus Binarius estar oferecendo palestras sobre a Geografia e a História de Santana do Ipanema para multiplicadores da nossa Geo-História e para outros interessados. No primeiro momento, estamos nos dirigindo a professores dos cursos Fundamental, Médio e Superior e a alunos, notadamente, do Nono Ano em diante. Estamos abertos também para outros segmentos como o Comércio a Indústria, Serviços e órgãos culturais.
Em breve, a Focus Binarius (Fogo Duplo) estará divulgando lista de palestras com temas variados como: Padre Cícero, Frei Damião, O Mundo Encantado do Repente Nordestino, Cordel, Lampião em Alagoas, Negros em Santana, O Romance e Sua Urdidura, A Crônica, juntamente com as citadas A Gênese de Santana do Ipanema, a Geo-História de Santana do Ipanema, a História Iconográfica de Santana e O Rio Ipanema. Neste presente momento, para os dois últimos temas, a Focus Binarius oferece ao contratante, três opções: Palestra de uma hora e meia com perguntas e respostas; seminário de 12 horas (três turnos); e aula viva com turnê pelo centro da cidade e periferia (20 horas - cinco turnos).
A Focus Binarius Palestras estreou a sua fase profissional no sábado passado na União Sertaneja de Escritores, com o tema “A Gênese de Santana do Ipanema”, com a presença de escritores de três estados nordestinos. Logo, logo teremos uma palestra sobre o Padre Cícero, provavelmente no Bairro Camoxinga ou Lajeiro Grande. Cachês e outros assuntos virão após os primeiros contatos com os clientes, cuja agenda para as palestras terá um espaço mínimo de 15 dias e pela ordem.




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domingo, 29 de outubro de 2017

ACONTECEU NA AVENIDA

ACONTECEU NA AVENIDA
Clerisvaldo B. Chagas, 30 de outubro de 2017
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.769

Perto do Centro Comercial de Santana do Ipanema, foi aberta há muito, a Avenida Nossa Senhora de Fátima e inaugurada (ninguém sabe disso), pelo cidadão chamado Luís Fumeiro, o mesmo que fundou o time do Ipiranga, o bloco dos cangaceiros e a Avenida Pancrácio Rocha. Quando falamos em inauguração, queremos dizer que foi ele o construtor das primeiras casas de ambas as avenidas. A Nossa Senhora de Fátima, recebeu de Luís Fumeiro (entrevista no “Boi, a Bota e a Batina, História Completa de Santana do Ipanema”) as cinco primeiras casas da sua formação. E nesta mesma via foi construído um prédio especial com três compartimentos para receber a Empresa de Força e Luz, com força motriz. Depois que o prédio ficou ocioso, foi ocupado pelo Tribunal do Júri e depois pela atual Câmara de Vereadores.
Pois foi, então, no espaço da Câmara de Vereadores Tácio Chagas Duarte – cujo nome não consta na fachada do edifício – que aconteceu no sábado passado o lançamento do livro Antologia, pelas organizadoras Kélvia Vital e Lícia Maciel, através da União Sertaneja de Escritores. Com a elite de escritores dos sertões, alagoano, sergipano e baiano, presentes, o evento teve início às nove horas e se prolongou durante toda o tarde, cheio de atrações tão coruscantes tal qual o Astro Rei que brilhava nos céus da terra de Senhora Santa Ana. Foi um prazer enorme em estar representando o nosso torrão com a palestra “A Gênese de Santana do Ipanema”, no que se refere ao aspecto habitacional e sua expansão.
Em vista de compromissos assumidos anteriormente, não tive o prazer de conviver com tantos intelectuais durante o turno vespertino, mas bastou à manhã para constatar a organização, a grandeza dentro da simplicidade, o encontro da nata literária de dezenas de escritores e convidados ilustres que até as próprias letras foram ofuscadas. O que dizer diante de tão magnífica efeméride, se não parabenizar, encorajar e esquentar as mãos de tantos aplausos às duas jovens Kélvia Vital e Lícia Maciel? Agradecemos em público pela oportunidade da apresentação na orelha do livro “Antologia”, pelo espaço da crônica no compêndio: O Carro de Zé Limeira e pela palestra ministrada no início dos trabalhos.
Vida longa às fruteiras e aos frutos.



                                                        

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quinta-feira, 26 de outubro de 2017

AMANHÃ NA CÂMARA

AMANHÃ NA CÂMARA
Clerisvaldo B. Chagas, 27 de outubro de 2017
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.767

União Sertaneja de Escritores
Grande expectativa aguarda o lançamento da Antologia, livro produzido pelas bravas defensoras da Literatura em terras santanenses, Kélvia Vital e Lícia Maciel. O gesto de grandeza e amor às letras em caçar talentos e lançá-los no mercado, seria mais para o papel de Instituições especializadas. Está aí o mérito das duas protagonistas em não aguardar o que não vem. Elas mesmas resolveram fazer acontecer, iniciando com êxito esse movimento que por certo faz mais forte a União Sertaneja de Escritores. Depois do primeiro encontro “poesia na mesa”, ficou evidente o sucesso e o caminho dessa nova fase que estar acontecendo em terras de Senhora Santa Ana.
Fico por demais agradecido em participar desse movimento a convite da cepa componente. Fazendo parte da Antologia, tanto com uma página literária: O Carro de Zé Limeira – crônica considerada peça histórica – quanto pela apresentação na orelha do livro, ainda continuo grato pela oportunidade de apresentar a minha terra amanhã (sábado 28) na Câmara de Vereadores Tácio Chagas Duarte, em palestra  matutina. É sangue novo que tenta revolver a terra fértil com esse movimento da prosa e da poesia.
Amanhã estaremos também experimentando algo novo, um dia completo dedicado à Cultura, coisa que não estamos habituados. É uma jornada longa para testar o fôlego literário dos presentes, mas salutar e festivo para o nosso sertão alagoano. E, compartimentando o evento, iremos falar de uma fração da longa história santanense (1771-2017) no que se refere à formação física da nossa cidade com seus blocos habitacionais e suas expansões. É um capítulo inédito do livro “O Boi, a Bota e Batina, História Completa de Santana do Ipanema”.

Aguardamos a todos para esse encontro com as Letras na Rua Nossa Senhora de Fátima.

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quarta-feira, 25 de outubro de 2017

O SOBRADO DO MEIO DA RUA

O SOBRADO DO MEIO DA RUA
Clerisvaldo B. Chagas, 26 de outubro de 2017
                                     Escritor Símbolo do Sertão Alagoano                                    
Crônica 1.767

O chamado pelo povo, “sobrado do meio da rua”, em Santana do Ipanema, Alagoas, era muito elegante na sua arquitetura. Construído no tempo de vila para fins comerciais, funcionava com três lojas no térreo e um salão total que ocupava o primeiro andar. Nos anos sessenta, as três lojas eram ocupadas da seguinte maneira: Na cabeça mais baixa, o comerciante José Constantino e depois Manoel Constantino, negociando com armarinho. No meio, Arquimedes, com vendas de autopeças e, na cabeça mais alta, Abílio Pereira de Melo negociando com armarinho. A casa de José Constantino era chamada “A Triunfante”. A de Abílio Pereira, “Casa Atrativa”. As três lojas do sobrado tinham as portas voltadas para a Praça Manoel Rodrigues da Rocha, como fundos, estando sempre fechadas. Nos fundos do “sobrado do meio da rua”, acontecia nas festas da padroeira à soltura de balões e as armações da onda e do curre. O curre era o carrossel, a onda, mais rústica, era uma tábua grande e redonda segura por vergalhões num mastro central e que rodava perigosamente com dezenas de pessoas sentadas. Um sanfoneiro tocava perto do mastro central à luz de um candeeiro. Os foguetes eram soltos no Beco São Sebastião.
No primeiro andar do sobrado, funcionou de acordo com a época, colégio, teatro, cinema e até o Tribunal do Júri. Era grande atração os debates que aconteciam entre advogados e promotores durante os julgamentos. Ninguém queria perder a contenda entre o advogado Aderval Tenório e o promotor Dr. Fernando. Combates de estremecer o prédio.
Entre a parte considerada da frente e o prédio vizinho denominado “prédio do meio da rua”, formava-se o espaço onde funcionava a feira do fumo, aos sábados. As tardes carnavalescas também eram realizadas neste mesmo espaço quando uma orquestra tocava para todos. Ao mesmo tempo em que estava havendo a folia entre os dois casarões, estava também havendo Carnaval para jovens e crianças no salão do Tênis Clube Santanense. A Casa “Rainha do Norte”, loja de tecidos do empresário Tibúrcio Soares, ficava ao fundo e vendia tudo para Carnaval: confete, máscaras, lança-perfume e tudo o mais.
Primeiro foi demolido o prédio do meio da rua, depois o sobrado do meio da rua teve o mesmo destino. O vazio, antes ocupado pelos dois edifícios, fez um amplo silêncio de perda e de morte na tradição santanense.




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terça-feira, 24 de outubro de 2017

OS SEGREDOS DE SANTANA DO IPANEMA


OS SEGREDOS DE SANTANA DO IPANEMA
Clerisvaldo B. Chagas, 25 de outubro de 2017
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.766

RAVINA NO JOÃO GOMES.  Foto: (Clerisvaldo B. Chagas).
Vez em quando vamos revelando os segredos da Geografia e da História de Santana do Ipanema. Eles estão no CPF do município, “Ipanema um Rio Macho”; na identidade municipal, “230, Monumento Iconográfico aos 230 anos de Santana do Ipanema”; e no seu DNA, “O Boi, a Bota e a Batina, História Completa de Santana do Ipanema”. Vamos revelar hoje um acidente geográfico que os professores não conhecem e nunca foram lá. Trata-se da “ravina” do riacho João Gomes, localizada a três km do centro da cidade, na Al-130. A ravina muitas vezes confunde-se com os nomes: canyon ou cânion ou canhão, vala, ribanceira, riba, voçoroca, desfiladeiro, abismo.
A ravina é formada pelo fluxo de água doce em rios intermitentes, sobre determinado tipo de terreno. O riacho João Gomes, tem percurso pequeno, nasce, escorre e tem a sua foz ou barra no rio Ipanema, tudo dentro do próprio município. Ao cortar a AL-130, forma sua ravina pequena, profunda e bela, escondida dos passantes. Contemplar a ravina de cima da ponte estreita é um perigo, iminente e real devido ao tráfego intenso da AL. Por outro lado, a vegetação exuberante das margens, impede a visão. Existem árvores com mais de vinte metros margeando.  A ravina está situada em área de reserva e o riacho deve ter levado milhares de anos para escavá-la na rocha viva e deixá-la como hoje é vista com cerca de 15 ou 20 metros de altura por 10 a 12 de largura. Caminhar pelo fundo do canhão dá um prazer imenso para os pesquisadores. Infelizmente os nossos professores da área, não são estimulados para as pesquisas de campo.

O riacho Camoxinga também forma uma ravina perto da foz, no local denominado Ponte do Urubu. Entretanto, é uma ravina escavada em terreno plano e arenoso, inclusive nas próprias areias trazidas através de milhares de anos pelo riacho e acumuladas em toda a área da Ponte do Urubu. Já está em nosso livro “Repensando a Geografia de Alagoas”. Esta semana estaremos oferecendo palestra, seminário e aulas vivas, sobre a nossa história e geografia para escolas, empresas e a quem se interessar, em termos profissionais. Trata-se da equipe FOCUS BINARIUS. Caso haja interesse, enviar email: (clerisvaldodaschagas@gmail.com).

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