segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

MARAVILHA, ZÉ


MARAVILHA, ZÉ
Clerisvaldo B. Chagas, 27 de dezembro de 2016
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.611

Foto: (Agência Alagoas). 
Uma empresa de fruticultura irrigada será instalada em Alagoas com previsão de gerar mil empregos diretos. Esta parece ser mais uma crônica seriada de boas notícias para o estado. A empresa já é muito famosa e produzirá melão, melancia, mamão, banana, aspargo, entre outras, segundo divulgação da Agência Alagoas.
Trata-se da principal empresa produtora de frutas irrigadas do Nordeste com sede em Mossoró, no Rio Grande do Norte que instalará unidade no município de Delmiro Gouveia, Alto Sertão de Alagoas. A empresa pertence ao senhor Luiz Roberto Barcelos, maior produtor de melão do mundo que foi atraído pelas condições oferecidas de incentivos pelo governo estadual.
Além dos mil empregos diretos, o negócio vai aquecer o comércio da região e trazer tecnologia que será implantada no Sertão e Semiárido, afirmou autoridade representativa. Com a implantação da fábrica surgirão oportunidades aos pequenos produtores que irão comercializar seus produtos também para outros países.
A mesma autoridade diz ainda que “a meta governamental é desenvolver com políticas públicas do setor, o semiárido com sustentabilidade econômica, social e ambiental”.
Ora, com várias empresas estrangeiras e brasileiras querendo investir na região do Canal, o Sertão alagoano poderá se transformar em uma nova Petrolina, ou melhor, na terra de Canaã onde corria leite e mel. Caprinocultura, vinhedos, fruticultura e mais e mais e mais, com ajuda de Deus, dos homens e do rio São Francisco, até os santos vão querer armar redes nas quixabeiras, juremas e baraúnas da região. Xô! Xô! Arautos do pessimismo, pois, visões de futuro, responsabilidade nas críticas e nos elogios, não fazem mal a ninguém.
Nesse caso, amigo Zé, as perspectivas são as melhores possíveis para o próximo ano. A economia alagoana poderá iniciar o 2017 com as botas gigantes Sete-Léguas.




 



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segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

BATALHA BATALHANDO

BATALHA BATALHANDO
                                       Clerisvaldo B. Chagas, 19 de dezembro de 2016
                                 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
                                 Crônica 1.610

CARAVANA DE EQUIPAMENTOS. Foto: (Ascom/Seagri -  Divulgação).
Lembro-me perfeitamente quando há trinta anos, chegávamos à cidade de Batalha, a pé, descendo pelo rio Ipanema. Paramos na CAMIL, telefonamos para casa, de orelhão, e fomos descansar e beber em baixo da ponte daquele rio, para continuarmos a jornada até o município de Belo Monte. Essa pesquisa deu origem ao livro “Ipanema um Rio Macho”. Tempos depois a CAMIL passou a ser CAMILA, fechou e quase recentemente reabriu.
Vejamos a notícia da Agência Alagoas de 17.02: “Distribuídos em seis carretas, foram entregues no final da tarde desta sexta-feira (16), equipamentos como uma unidade de produção de leite, uma fábrica de leite condensado e doce de leite, além de uma máquina industrial para empacotadora de leite em pó, uma transformadora de bandejas”.
O material veio para a Cooperativa de Produção Leiteira de Alagoas (CPLA), com sede em Batalha, como novos equipamentos para a reabertura da antiga fábrica CAMILA. Com investimentos de R$ 20 milhões, o parque industrial vai gerar 300 empregos diretos no semiárido, em destaque na Bacia Leiteira, fortalecendo assim a cadeia produtiva do leite. O Parque Industrial que irá funcionar a partir de 2017, teve investimento do governo federal e governo estadual.
“A CPLA, além de absorver mão de obra da Bacia Leiteira do Estado, também vai ter capacidade para consumir, inicialmente, 200 mil litros de leite por dia”.
“Com essa nova estrutural de produção, a CPLA terá um dos maiores parques industriais do Nordeste na produção de produtos derivados do leite”, afirmou um político alagoano”.
Fonte: (Agência Alagoas – 17.12.2016). Adaptado.

O município de Batalha está localizado no Médio Sertão Alagoano e, juntamente com seus vizinhos Jacaré dos Homens e Major Isidoro, lidera na questão de leite entre os membros da Bacia.
Sem dúvida alguma, notícias iguais a esta são as que deixam o povo alagoano contente pelo emprego e renda que se ampliarão pelo solo sertanejo.




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domingo, 18 de dezembro de 2016

UM DOMINGO DE CÉU



UM DOMINGO DE CÉU
Clerisvaldo B. Chagas, 20 de dezembro de 2016
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.609

LAGOA MUNDAÚ EM FERNÃO VELHO. Foto (Clerisvaldo).
Convidei o Pai dos pais e a Mãe das Mães para irmos juntos ao lazer da pesquisa geográfica, ontem, domingo 19. Surpresa foi o dia bem movimentado para um final de semana, mas tudo justificado pelo Natal que vem aí. Entrando pelo Bairro Cambona e seguindo pelo Mutange, subimos até a Chã da Jaqueira de onde começamos a apreciar o cenário paradisíaco da laguna Mundaú, a mais importante do estado. E lá à frente encontramos a ladeira que dá acesso ao antigo distrito de Fernão Velho, sem desgrudar os olhos da magnífica depressão. De fato, como dizia um internauta, o declive não permite estacionar o veículo. Já deslizando pela Mata Atlântica em área de reserva, logo chegamos à comunidade pesqueira procurada.
Não havia mais o ancoradouro no centro que era tão amplo e bonito. A desordem fez com que todos os acessos à laguna fossem obstruídos pelas casas dos moradores mais pobres. Obstruir o acesso à lagoa que alimenta mais de quinze mil pessoas é como se fizesse o mesmo com a praia, um bem de todos com chegada garantida. Outra decepção foi encontrar só as paredes da antiga fábrica de tecidos Carmem que muito empregava e, faz parte da história econômica de Alagoas. Quebrou, fechou e ficou abandonada, sem aproveitamento nenhum como museu, hospital, escola e tantas outras utilidades para àquela gente.
Fizemos amizade com um senhor que nos deu acesso à laguna, pesquisamos, entrevistamos, fomos à Mata Atlântica, pois o distrito fica imprensado entre as águas temperadas e as encostas para o Tabuleiro cobertas pela vegetação, preservada por lei.
Acontece que dois pontos importantíssimos para a Geografia de Alagoas que procurávamos, ficaram para outra visita dentro de poucos dias. Lá vai, amigos, andarmos de barco até esses lugares  jamais mostrados em livros sobre o assunto. Aliás, tem vários pontos da Geografia que serão mostrados em nosso trabalho como fotos e narrações inéditas. Deixando a região, fomos para os mangues de Marechal Deodoro e praias em Maceió como as do Sobral, Avenida da Paz, Pajuçara, Jatiúca e Cruz das Almas. Na agenda: vegetação, turismo, indústria, restinga e arrecife.
Fotos de pesquisas que às vezes postamos, não são as que irão para o livro “Repensando a Geografia de Alagoas”.
E como pesquisar a ciência geográfica é prazer, diversão e felicidade, o domingo foi mais doce do que o mel de uruçu.
                                                                   




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sábado, 17 de dezembro de 2016

HOSPEDAGENS DA MODA

HOSPEDAGENS DA MODA
Clerisvaldo B. Chagas, 17 de dezembro de 2016
Escritor Símbolo do Sertão de Alagoas
Crônica 1.608

PRESÍDIO SANTA LUZIA. Foto: (divulgação, Jorge Santos).
Criticar nos erros, aplaudir nos acertos. Não apenas acertar porque é dever, mas acertar porque a boa vontade torna a obra mais leve, meritória e abençoada.
Sem nenhum compromisso com grupos e interesses, visando somente cooperar um pouquinho através das letras pela melhoria do mundo, é que giramos a luneta global. E foi assim que nos deparamos com a notícia sobre construção de presídio em Alagoas.
O problema da falta de presídios no Brasil é geral. E para exemplificar, Pernambuco, nosso vizinho, está com sete mil vagas e a lotação está em 32.000, segundo a fonte. Alagoas conta com 3 mil vagas para pouco mais de cinco mil presos. É duro ainda, mas “dos males o menor”, afirma o povo.
Em 2016, o estado inaugurou dois presídios, sendo um militar e um feminino. Nesse sentido novas providências estão sendo tomadas como outro equipamento de segurança que será inaugurado com capacidade para 700 vagas. O anúncio foi feito ontem (sexta-feira, dia 16), durante passagem de comando do 590 Batalhão de Infantaria Motorizado. Outra importante informação é que nos próximos dias, ainda em 2016, serão oferecidas 150 novas vagas no Presídio Baldomero Cavalcante.
A desumanidade nos presídios brasileiros é motivo de críticas pelo mundo todo, não só pela superlotação, mas pela situação de inferno mostrada em inúmeras oportunidades. É de se dizer, que a inauguração de uma obra física deve levar em conta a manutenção. Não é somente o presídio, a cadeia, a delegacia, mas um número exorbitante de escolas parece esquecido nas cinco regiões brasileiras.
Enquanto a preocupação dos gestores for somente de confeccionar bolsos franciscanos, brevemente a guerra civil brasileira será entre presidiários e seus aliados políticos contra o resto do país.
Mas deixando a ironia de lado, o governo estadual, acertou mais essa. Que venham outras decisões em favor do povo sofrido e sem esperanças.

Fonte: (JornalExtra/Agência Alagoas. 17.12.2016). Adaptado.










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sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

MAIS UM ORGULHO NACIONAL

.MAIS UM ORGULHO NACIONAL
Clerisvaldo B. Chagas, 16 de dezembro de 2016
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.607

KC-390. Foto: (G1. Divulgação).
Outra grande notícia que envaidece o brasileiro e ainda na área militar. As primeiras foram o submarino atômico, a construção de navios de guerra em  território nacional, os caças, submarinos convencionais e o satélite nosso. Agora é anunciado o maior avião militar fabricado no país e em fase de testes.
Trata-se do cargueiro KC-390 de 87 toneladas que pode alcançar 870 km/h e levar 80 soldados. “Foram sete anos de estudo em parceria com Argentina, Portugal e República Tcheca para desenvolver o protótipo. Quando ele chegar ao mercado concorrerá com o Hércules C-130 fabricado nos Estados Unidos”. Veja o que disse o piloto de testes Márcio Brisola Jordão: “A sensação é maravilhosa. Além de a gente ficar orgulhosa de estar voando no avião mais pesado, maior, com maior capacidade, já produzido no Brasil, a gente fica orgulhosa de ver como o avião é fácil, agradável, gostoso de voar, apesar do tamanho”.
Ainda o piloto: “Além de busca e salvamento, reabastecimento em voo, pouso em pistas não preparadas ou semipreparadas, pouso na Antártida. É um avião fantástico, com uma gama variadíssima de missões”.
Para ganhar certificação a ser vendido, faltam mais dois anos de testes, mas a FAB já comprou 28 aeronaves que devem ficar prontas em 2018.
Segundo a Embraer, os pedidos no mundo poderão chegar até 500 aeronaves. Já pensou na economia ao comprar aviões aqui e não nos Estados Unidos e ainda o dinheiro das vendas para o exterior?!
“Vamos buscar uma fração importante desse mercado que é bastante bem distribuído no mundo. Cerca de 80 países repartem essa demanda. É a marca brasileira para o mundo inteiro, com certeza”, frase do diretor do programa KC-390, Paulo Gastão.
Continuam as boas notícias em todas as áreas como Medicina, Astronomia e Robótica que se diluem nos meios dos alarmes sobre corrupção e violência. Os jornais endoidam e colocam as besteiras do dia a dia policial – e  que  antes ficavam na última página – em  manchetes da primeira. Mas, nem tudo está perdido. “Fé em Deus e pé na tábua”, diz o caboclo nordestino.
Fonte: G1. (divulgação – 16.12.2016). Adaptado.




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terça-feira, 13 de dezembro de 2016

CHEGOU A MALVADA

CHEGOU A MALVADA
Clerisvaldo B. Chagas, 14 de dezembro de 2016
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.606
ILUSTRAÇÃO: (G1globo.com).
Em nosso sertão é costume se dizer que “quando o diabo não vem, manda o secretário”. E nesse caso é a irmã dele, a secretária chamada “SECA”, assustadora como Dinossauro e peituda igual ao Hulk.
As autoridades estão alertando para um período de seca braba (elas têm a classificação das secas) que já teve início. O inverno de 2016 em Alagoas choveu apenas 40% da média esperada e esse verão promete grave seca nos próximos meses. Isso quer dizer que a travessia até o inverno – que terá início em abril – vai pertencer somente ao gavião-acauã. Os efeitos da malvada já vêm atingindo com mais rigor o Alto Sertão, o Sertão do São Francisco, partes do Agreste e Zona da Mata. E se isso ainda é pouco, estar fazendo medo uma seca abrangente para 86% do estado e considerada alarmante.
Mais de 70% dos municípios já estão vivendo uma situação grave ou excepcional. E diante das questões analisadas, a próxima estação chuvosa poderá ser mais regular, todavia, com déficit hídrico muito elevado, o inverno de 2017 não será a solução. Até mesmo na Zona da Mata, municípios como União dos Palmares e Mar Vermelho sofrem com o problema. Em União, um dos dois rios perenes mais importantes de Alagoas (exceto o São Francisco) o Mundaú, está praticamente seco. No Agreste, Palmeira dos Índios tem abastecimento d’água difícil.

(...) Acauã
Teu canto é penoso e faz medo
Te cala acauã
Que é pra chuva voltar cedo
Que é pra chuva volta cedo.

Toda noite no sertão
Canta o joão corta-pau
A coruja, mãe-da-lua
A peitica e o bacurau
Na alegria do inverno
Canta sapo, jia e rã
Mas na tristeza da seca
Só se ouve o acauã
Só se ouve o acuã (...).
(Zé Dantas – Luiz Gonzaga).

Sem água não existe lavoura nem pasto, deixando, principalmente, o homem do campo em quase desespero. As plantas querem água, os rebanhos água e comida. Caminhões-pipas salvam gente, mas não o total do criatório que precisa de muita comida entre pasto e ração. Ninguém aguenta a despesa com os animais que vão definhando e deixando uma trilha de cangaços pelos caminhos, malhadas e estradões.
Quando chega um inverno regular após o pranto, o camponês recomeça do zero, combalido, doente, espiando esperançoso a floração dos mandacarus.






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segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

SE VOCÊ ACREDITA...

SE VOCÊ ACREDITA...
Clerisvaldo B. Chagas, 13 de dezembro de 2016
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.605

FOTO (DIVULGAÇÃO)
Vem aí a Banda Larga montada no satélite brasileiro feito na França e já entregue ao Brasil. O bicho pesa quase seis toneladas, comprado pela Telebrás. Isso vem de um convênio em que o Brasil investiu mais de 2 bilhões para também ter direito ao aprendizado e transferência de tecnologia. Mais de cinquenta especialistas brasileiros acompanharam o projeto de perto e estão prontos para operar o satélite.
Transferir tecnologia é o grande negócio de hoje. Isso quer dizer que os franceses ensinaram o pulo do gato e futuramente o Brasil poderá fabricar seus próprios satélites, assim como está recebendo a tecnologia dos caças (aviões de guerra). Ambas as coisas são de grupos fechados do mundo.
O satélite será transportado para a Guiana Francesa vizinha norte do Brasil, podendo ser lançado no dia 21 de março do próximo ano, entrando em operação no segundo semestre.
Totalmente controlado pelo Brasil, o satélite assegurará a nossa soberania. É que 30% da capacidade serão destinadas às forças armadas, atuando como aliado na vigilância das fronteiras e do espaço aéreo. O satélite levará a Internet, Banda Larga, a todo o Brasil.
O bichão de seis toneladas ficará a uma distância de 36 mil quilômetros da superfície da Terra. Cobrirá todo o território nacional e o Oceano Atlântico. Tudo isso permitirá a Internet às escolas, hospitais e a todos os brasileiros nos mais remotos lugares do País.
O Brasil, dessa maneira, conquistou o seu próprio satélite. Trata-se do SGDC – Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas, construído pela Francesa Thales Alenia Space, em parceria com o Brasil. A entrega aconteceu em Cannes, no sul da França.
Fonte: G1. – (1 de dezembro, 2016). Adaptado.

As grandes notícias positivas brasileiras terminam em eclipses nos constantes escândalos políticos e não sendo acompanhadas por verdadeiros patriotas que se orgulham da terra de nascimento.
Caso tudo isso aconteça, as pesquisas terão suas portas escancaradas para estudantes, cientistas e curiosos em geral.
Um dia as águas fétidas das cacimbas serão substituídas por águas novas e transparentes. Quem sobreviver verá.





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domingo, 11 de dezembro de 2016

OS VÂNDALOS

OS VÂNDALOS
Clerisvaldo B. Chagas, 11/12 de dezembro de 2016
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.604

Praça do Centenário. Foto: (Clerisvaldo).
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Os benefícios do espaço público são sempre demorados tanto nos litorais quanto nos interiores. As demoras são tantas que o homem, solitariamente, não consegue trazê-los. É por isso que os indivíduos vão se associando para que as reivindicações, os apelos, os gritos, cheguem mais fortes aos ouvidos das autoridades. No geral, aqui no Brasil, a resposta de quem manda é mesquinha, evasiva... Fugidia ou a célebre frase: “Estar faltando verba”.
Os motivos das chamadas “faltam verbas” são bastantes conhecidos e não enganam mais a ninguém. Contudo, com demora, má vontade e lentidão uma obra termina atendendo a coletividade. No caso, temos como exemplo uma praça que vem com alguns arranjos, bancos, enfeites, jardins... Monumentos.
Foto: (Clerisvaldo).
Hoje em dia os descansos do transeunte, o lazer dos moradores próximos, ficam comprometidos com a falta de segurança. Tempos depois os espertos vão catando o que tem de valor histórico e até de algum dinheiro como placas, estátuas de metais, tanto de bichos quanto de gente. Ninguém dá notícia de nada e os monumentos históricos desaparecem. Quando não, chega outra casta de vândalos, mais ignorantes ainda. Sem noção de nada, picham e mutilam tudo que encontram no logradouro público.
Trazendo o problema para a capital de Alagoas, muitas coisas importantes da arte desapareceram das praças. Das estátuas que ficaram poucas estão perfeitas como foram implantadas. E para não sair citando da relação, vamos exemplificar em fotos, apenas a Praça do Centenário, no Bairro nobre do Farol, em área privilegiada.
Pesquisando sobre a representação indígena para a Geografia de Alagoas, encontramos o mapa do estado, na praça, pichado ou mal pintado de cal, coisa que faz pena. Os dois índios que ladeiam o mapa de Alagoas, completamente pichados e mutilados.
Como é difícil fazer cultura no Brasil! Enquanto os vândalos da política comem o dinheiro público lá em cima, os vândalos do povo mutilam aqui em baixo. É desestimulante.



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quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

O MERGULHO DA MARINHA

O MERGULHO DA MARINHA
Clerisvaldo B. Chagas, 9 de dezembro de 2016
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.603

Foto: (naval,com,br).
Abrindo alas para anotações sobre a Marinha Brasileira aos que gostam do assunto:
A década de 90 marcou uma realização nacional: a construção e incorporação do primeiro submarino totalmente construído no Brasil, pelo AMRJ, o submarino “TAMOIO” (S31). O submarino Tamoio, tendo como primeiro Comandante o Capitão-de-Fragata Flávio de Morais Leme, foi incorporado em 12 de dezembro de 1994.
Foi nessa década que se consolidou a capacitação brasileira na construção de submarinos.
Seguindo-se ao Tamoio, em 16 de dezembro de 1996, o segundo submarino construído no País, o “TIMBIRA” (S32), foi incorporado sob o comando do capitão-de-Fragata José Carlos Juaçaba Teixeira.
O terceiro submarino brasileiro da mesma classe, o “TAPAJÓ” (S33), também totalmente construído pelo AMRJ, foi entregue à Esquadra brasileira em 21 de dezembro de 1999, tendo como primeiro Comandante o Capitão-de-Fragata Júlio César da Costa Fonseca.

O futuro e a Realização de um Sonho – o Século XXI

Consolidados os conhecimentos e a capacidade para a construção de submarinos, a Marinha decidiu incrementar o seu Programa de Reaparelhamento com a construção de um quinto submarino. A Força de Submarinos, neste início do século XXI, viu nascer o Submarino “TIKUNA” (S34).
O “TIKUNA” não é um submarino da classe “TUPI”. Apesar da grande semelhança na aparência externa, são consideráveis as diferenças entre eles, constituindo uma nova classe. Incorporando novidades tecnológicas em diversos sistemas, notadamente na geração de energia, no sistema de direção de tiro e nos sensores, o “TIKUNA” sela a independência da nossa tecnologia na área de projeto e de construção de submarinos.
Saltos mais altos estão planejados para este século XXI. A continuação da construção de submarinos convencionais no Brasil e a construção de um submarino de propulsão nuclear, cujas barreiras tecnológicas estão sendo vencidas, restando vencer as orçamentárias.
Fonte: (naval.com.br). Adaptado.




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domingo, 4 de dezembro de 2016

VIVA ALAGOAS!

VIVA ALAGOAS!
Clerisvaldo B. Chagas, 5 de dezembro de 2016
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.602
PENEDO. Ilustração (associadosdoturismo,com).
Estão de parabéns os idealistas que se movimentaram para o retorno do Festival de Cinema de Penedo. Aliás, Penedo foi o primeiro núcleo fundado em Alagoas e grande mentor do povoamento no Baixo São Francisco e em todo o Sertão alagoano. Merece muito respeito e consideração àquele que ainda hoje é o líder ribeirinho desde Piranhas à foz do Velho Chico. Terra de intelectuais, Penedo é de uma limpeza urbana que não se encontra igual dentro do estado. Além disso, soube preservar seus monumentos históricos e ampliar sua história, mesmo entrando numa fase difícil após a ponte de Porto Real de Colégio. Caindo seus movimentos comerciais das balsas que faziam o trabalho das pontes, Penedo perseverou apostando ainda no turismo cultural e de lazer que bem sabe proporcionar.
Retornando com seu festival de cinema que atrai o Brasil inteiro e o projeta no mundo, o município conta com mais essa significativa vitória. É bom ainda frisar o momento em que Alagoas está vivenciando em relação ao Turismo, sendo o primeiro destino
para o Nordeste e um dos primeiros do País, dizem artigos de jornais.  Além disso, foi noticiado também que Penedo vai ganhar a ponte Penedo – Propriá, tão sonhada durante décadas.
Apesar da invasão do mar que empurra as águas do São Francisco, já sem forças, não faltam atrações para quem procura pesquisar e fazer turismo. Lazer, Igrejas, conventos, passeio e banhos no rio, visitas à foz do Velho Chico, dunas e lagoas, culinária regional e outras atrações na cidade e municípios circunvizinhos, coroam os achados de quem procura.
É preciso de uma vez por todas rasgar a venda que impede dirigentes de ultrapassarem o umbigo. Afirmamos outras vezes: boas administrações seguidas poderão fazer novamente de Alagoas o “Filé do Nordeste”. Potencial tem.  




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sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

ANIVERSÁRIO - ENTRANDO NO CLUBE

ANIVERSÁRIO - ENTRANDO NO CLUBE
Clerisvaldo B. Chagas, 2 de dezembro de 2016
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.601

     Graças ao proprietário do Site SantanaOxente, onde começamos a nossa trajetória de crônicas pela Internet, chegamos ao trabalho 1.601. Foi uma dura jornada comentando todas as áreas do Saber, iniciadas com o convite do Waltinho. O site noticioso SantanaOxente, de Santana do Ipanema, continua sendo fiel e publicando nossas crônicas no compartimento BLOGS, embora precise clicar em cima do indicativo várias vezes, mas todos os escritos aparecem.
     A primeira crônica, após as 1.600 publicadas, coincide com o dia 2 de dezembro que marca a nossa entrada no clube dos SETENTÕES. E por ter tido as graças de Deus de ingressar no clube, chega à lembrança anedota já publicada. Não nos custa repeti-la para reflexão septuagenária:
     Um sujeito empertigado vestido de branco com chapéu de explorador, alugou uma canoa para atravessar um rio largo, profundo e perigoso. No momento estava tudo tranquilo e o veículo deslizava com suavidade sob as remadas do canoeiro, pobre, simples e trabalhador. O homem de branco, estampando empáfia, indagou ao profissional do remo: "O amigo sabe falar inglês?". O canoeiro respondeu: "Não, senhor". O explorador disse: "Ah! Não sabe! Perdeu 1/5 da sua vida. Mas francês o amigo fala..." Novamente o pobre homem respondeu negativamente: "Não senhor, não sei falar francês". O pernóstico desdenhou: "Nesse caso, perdeu 2/5 da sua vida. Mas tenho certeza que o cidadão pelo menos fala corretamente o espanhol". Quase sem paciência o homem simples afirmou pela terceira vez: "Não senhor, não sei falar estrangeiro". O homem de branco, então, colocou as mãos nos quadris e disse; "Bem, dessa maneira o amigo já perdeu 3/5 da sua vida". A canoa estava no meio do rio, quando de repente um vento súbito e forte fez rodopiar o frágil veículo. Como o vento insistia, o canoeiro indagou ao passageiro apavorado: "O senhor sabe nadar?" E diante da resposta negativa, o vento aumentou o rugido separando canoeiro, canoa e explorador. O canoeiro não viu mais nada e desceu nadando na correnteza. Ao chegar à margem, perscrutou e mais uma vez nada pode identificar nas águas agitadas. Nesse momento exclamou: “Coitado, perdeu a vida toda!”.
Diante de tantos percalços, coisas inéditas, sujas ou dificultosas da vida, lembram-me que foram importantes as orientações dos meus pais, da minha religião cristã e das primeiras escolas frequentadas.  
Entro no CLUBE DOS SETENTA sem "inglês", "francês" ou "espanhol", mas entrego a SENHA correta ao porteiro: EU APRENDI A “NADAR”.
     



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