quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

VANDALISMO POLÍTICO



VANDALISMO POLÍTICO
Clerisvaldo B. Chagas, 27 de fevereiro de 2015
Crônica Nº 1.376

Agonia popular nos trens. Foto (Reprodução Band).
Quem teve oportunidade de ontem à noitinha assistir os programas “Brasil Urgente”, comandado por José Luiz Datena (Band) e “Cidade Alerta”, com o apresentador Marcelo Rezende (Record) ficou estarrecido com o que ouviu e viu. O caso dos trens e os passageiros desarvorados foi motivo para críticas pesadíssimas em cima dos políticos, por parte dos dois apresentadores de televisão em canais diferentes. Muitos nomes de “ladrões” e até de “vandalismo político” foram pronunciados.
É o que sempre tenho dito que os políticos estão implorando uma ditadura militar em que o congresso seria fechado, e toda classe política presa, perseguida e muitos correriam para se refugiar no estrangeiro, à semelhança de 1964.
Estão zombando de tudo e de todos inclusive da Justiça. Do jeito que vai, o povo pegará em armas ou às forças militares darão um basta na canalhice que estar afundando o Brasil.
Vejamos apenas três exemplos. Em Alagoas, depois do exorcismo forçado, a Assembleia volta a contratar como nunca, desmoralizando o povo e a Justiça.
Na Câmara Federal, mais uma imoralidade protegida por lei, quando se resolve aprovar passagem para mulher acompanhar marido com super salário, por aí a fora, com o dinheiro do povo. A fortuna ganha pelos deputados e mais as mordomias não saciaram a sede de um saque oficial, quando lembramos que a maioria do povo ganha menos de um salário mínimo. Uma afronta à população, ao povo e a democracia. Uma tapa bem dada na cara de cada um dos brasileiros.
Em outro local, um juiz toma os bens de um milionário e passa a utilizá-los. Ação comparável a de um policial que toma a droga do bandido e vai usá-la. 
Quem conhece a história do Brasil, sabe que inúmeras revoltas aconteceram. Eu não sei onde está a paciência das forças armadas que ainda continuam apenas observando a farra dos políticos. Sou contra ditadura, qualquer que seja ela, e o povo também, mas os políticos não deixam de implorá-las aos militares com seus atos insanos, tresloucados, doidos, insaciáveis de fazenda particular com atitudes de coronelismo nordestino coletivo.
O que os dois apresentadores de televisão disseram, clamaram, berraram em defesa do povo, não pode ficar sem resposta.


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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

A ESPERANÇA NO CAMPO




A ESPERANÇA NO CAMPO
Clerisvaldo B. Chagas, 26 de fevereiro de 2015
Crônica nº 1.375

CARLOS MOLION. Foto: (Paulo Rios/Arquivo).
Voltamos a falar sobre a prata de casa, o “velho” internacional Luiz Carlos Molion. Com o título “Molion não é Mole”, aqui mesmo abordamos o assunto sobre aquecimento global. Na época, ressaltando a opinião do nosso cientista, contrária às teorias apresentadas no mundo. Feliz de um estado, município ou país que sabe valorizar os seus respeitáveis filhos. Na maioria das vezes, deixa-se de ser profeta na terra em que nasceu. Quem tem valor é esquecido, propositadamente, mas não faltam troféus a vagabundos.
O homem do campo, principalmente, volta a sentir alguma esperança de um inverno normal em Alagoas. Alguém já disse que o agropecuarista do sertão, está sempre começando numa vida inteira. A afirmação não deixa de ser verdade, tendo como exemplo os três últimos anos de estiagem prolongada. A conquista dos bons invernos foi diluída com a seca e o que resta agora é acreditar em Deus e no Molion que teremos inverno normal a partir de maio. É o camponês recomeçando a luta pela vida e pelos bens perdidos.
Várias áreas do sertão foram atingidas pelas chuvas dos últimos dias, com variações enormes na pluviosidade. Em alguns lugares foi mesmo para encher barreiros e até barragens e, em outros, apenas para baixar o calor que estava demais. Deve ter sido um prolongamento sim, das trovoadas de janeiro, mas como disse Molion, não serve para o plantio. Mesmo com a terra molhada, a falta de chuvas até chegar as de maio, não habilita o desenvolvimento das plantas, isto é, plantar agora é perder o plantio.
Mas a pecuária e a agricultura não vivem somente de chuva. É preciso orientação técnica o tempo todo e não deixar o homem da roça ao sabor apenas das variações climáticas. Houve tempo de abandono geral no campo. Aliás, o nosso estado é rico em abandono de inúmeros setores o que nos levou aos índices vergonhosos constantemente divulgados pela mídia. Mas, como diz a propagando, “anime-se que o ano apenas estar começando”. Ai de nós se não renovarmos a esperança e a fé no coração.
Nem tudo é o governo, mas o governo é quase tudo. Sendo bom, quatro anos passam ligeiros, sendo péssimo, o quadriênio é uma eternidade.
Pelo menos, através dos nossos olhos diários nos quadrantes de Alagoas, a coisa estar mudando. Aguardemos.








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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

VENEZUELA, O GOLPE DO MOTORISTA



VENEZUELA, O GOLPE DO MOTORISTA
Clerisvaldo B. Chagas, 25 de fevereiro de 2015
Crônica Nº 1.374

Maduro: o ditadorzinho que o Brasil não quer ver.
O silêncio do Brasil sobre o que se passa na vizinha Venezuela parece uma grande covardia contra o povo daquele país. O silêncio, uma tática equivocada de ignorar para agradar a linha ditatorial de Chávez, faz com o Brasil perca o respeito internacional ficando em cima do muro, como costuma se dizer. É completamente diferente do caso Indonésia quando esse país matou um brasileiro e ameaça matar o outro e, no momento fala em não comprar nossos aviões. Pela insensibilidade daquele governo, o Brasil deveria suspender qualquer tipo de relação com ele até que o atual dirigente fosse substituído. “Quem se abaixa demais o c. aparece”, dizem os filósofos populares.
Nada temos contra os motoristas, mas o senhor Maduro deveria estar dirigindo seu ônibuzinho, ao invés de estar ocupando o cargo de dirigente de um país. A força das armas, entretanto e um poder judiciário apêndice do executivo, medroso, frouxo, venal, fazem com que se chegue a uma situação tal que a Venezuela caminha a passos largos tanto para o caos quanto para uma guerra civil e uma terra de ninguém.
Nicolás Maduro é outro medroso da democracia e parece apavorado e doido nas suas decisões truculentas como cão danado solto nas ruas.
O Itamaraty parece ter perdido os dentes e a caneta. Refugiado na caverna fica aguardando a passagem da chuva, como se tivesse praticando um ato heroico em passar o zíper na boca banquela.
Ele sabe que a situação econômica da Venezuela é de ruína, com uma inflação sem freio e a maior do hemisfério Sul, com desabastecimento total e com recessão. A crise naquele país está corroendo até mesmo as conquistas sociais do chavismo, nos primeiros anos.
Cansei de falar que as fantasias do ditador Chávez não dariam certo. Não foi diferente quando veio um pior do que ele.
Na verdade, lugar de maduro é no chão. É só questão de tempo.



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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

OLHO d'ÁGUA



  OLHO d’ÁGUA
Clerisvaldo B. Chagas, 24 de fevereiro de 2015
Crônica Nº 1.373

Foto: (nascente do Tietê - Wikipédia).
Nessa escassez de água e sua busca pelos arredores das grandes metrópoles, é que se vê o valor da preservação ambiental. É de dá pena contemplar geólogos subindo colinas e serras em busca de riachos, antes desvalorizados, procurando socorro para matar a sede de populações preocupadas. E quando nos debruçamos no mapa do Nordeste marcamos inúmeras localidades que levam o nome de Olho d’Água.
Olho d’água que também significa nascente tem concentração em locais onde se verifica o aparecimento de uma fonte.
Trazendo o caso hídrico para Alagoas, temos várias cidades com alguma denominação referente à água, a começar do título do próprio estado. Depois, Olho d’Água das Flores, Olho d’Água do Casado, Olho d’Água Grande, Água Branca, Cacimbinhas, Dois Riachos, Minador do Negrão, Lagoa da Canoa, Poço das Trincheiras e Tanque d’Arca. Mesmo assim as fontes que não tiveram cuidado nenhum foram desaparecendo restando somente à denominação oficial de cada município. A segunda metade do século XX foi pródiga em desmatamento que assassinou centenas e centenas de fontes, do litoral ao sertão. Terra sem árvore e mais o pisoteio do gado nas nascentes, resultou no que conhecemos hoje, deserto, falta d’água e desespero.
Com o mesmo sentido de água em abundância, podemos particularizar locais do município de Santana do Ipanema, no sertão, que também ficaram apenas com os nomes em seus sítios rurais. Com a denominação “olho d’água”, temos: da Areia, do Amaro, Grande, Morto, Velho e Olhodaguinha. Com o termo “lagoa”, que não deixa de ser um olho d’água, com seu lençol freático, apontamos: Lagoa do Algodão, Bonita, de Dentro, do Garrote, do João Gomes, do Junco, do Mijo, dos Morais, do Pedro, Redonda, Torta e da Volta.
Ainda bem que uma onda verde de recuperação dos mananciais vem agindo ultimamente e os fazendeiros vão se conscientizando atrás do prejuízo. Os aramados estão retirando o gado das nascentes e o replantio de árvores nativas já estão dando resultado, inclusive com fiscalização e multas para os que são notificados e não agem.
Os quinze dias em que Santana passou sem água da CASAL, ultimamente, poderia ter sido salva pelas cacimbas do rio Ipanema que fez essa cidade crescer. Mas, abandonado e recebendo toneladas de fezes dos esgotos da cidade e com milhões de reais enterrados num saneamento que nunca funcionou e nunca levou ninguém à cadeia, perguntam-se onde estão os culpados e a LEI.






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domingo, 22 de fevereiro de 2015

ESCOLA DE SAMBA



ESCOLA DE SAMBA
Clerisvaldo B. Chagas, 23 de fevereiro de2015
Crônica Nº 1.372

Foto. G1 (Salgueiro - 2015).
“Escola de Samba é um tipo de agremiação de cunho popular que se caracteriza pelo canto e dança do samba, quase sempre com intuito competitivo. Sendo um tipo de associação originária da cidade do Rio de Janeiro, as escolas de samba se apresentam em espetáculos públicos, em forma de cortejo, onde representam um enredo, ao som de um samba-enredo, acompanhado por uma bateria; seus componentes ─ que podem ser algumas centenas ou até milhares ─ usam fantasias alusivas ao tema proposto, sendo que a maioria destes desfila a pé e uma minoria desfila sobre ‘carros’, onde também são colocadas esculturas de papel machê, além de outros adereços”.
“(...) o desfile de cada escola de samba é um trabalho considerado comunitário. Muito além de um grupo musical, as escolas frequentemente tornaram-se associações de bairros que cobrem a problemática social das comunidades que elas representam (tais como recursos educacionais e de cuidados médicos)”.
Lá no sertão de Alagoas, em Santana do Ipanema, houve tempo, na quarta metade do século XX, de tentativa de pelo menos uma escola de samba. Era uma coisa modesta, mas muito animada, de organização particular e empresarial quando o dinheiro corria com fartura na mão de poucos. Sua resistência não demorou tanto, pois o empreendimento é coisa mesmo para São Paulo e Rio de Janeiro. Movimento carnavalesco no interior que vive apenas da agropecuária, não tem como passar de alguns blocos que muitas vezes não contam nem com ajuda de prefeituras.
O Carnaval que vem desabando há décadas, no interior não tem condições de se erguer, vivendo hoje apenas com alguma zoada propaganda. Cada vez mais os três dias vão virando apenas desculpa para não se frequentar o trabalho.
Em Santana do Ipanema, mesmo, o que restou da tentativa de escola de samba, foi uma foto em preto e branco do passista Carlo de Filemon, em página do livro “Fruta de Palma”, do escritor Oscar Silva, e nada mais.


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