quarta-feira, 30 de abril de 2014

AGRIPA TRANSPARENTE ENCERRA O MÊS



AGRIPA TRANSPARENTE ENCERRA O MÊS
Clerisvaldo B. Chagas, 1º de maio de 2014
Crônica Nº 1.179

SÍMBOLO DA AGRIPA
Diante de uma chuva fina e continuada, a Associação Guardiões do Rio Ipanema – AGRIPA realizou a sua última sessão do mês de abril, na segunda-feira (28) em sua sede provisória, Escola Professora Helena Braga das Chagas, no Bairro São José.
Lida a Ata da sessão anterior e o Expediente, o presidente Sérgio Soares Campos, pôs à mesa a Ordem do Dia. Entre outros itens foram preenchidas as vacâncias relativas ao Conselho Fiscal, complementando assim o quadro desejado para outros passos importantes. Ficou acertado também que a AGRIPA distribuirá cinco mil panfletos (ganhos) com apelos aos cidadãos e cidadãs santanenses sobre as ações em favor do meio ambiente. Assim, duas empresas importantes, como essa, juntam-se aos guardiões por melhor qualidade de vida no município e no resgate do rio Ipanema e seus afluentes. Foi apresentada, discutida e aprovada a iniciativa em enviar convites através de ofícios pessoais aos Vereadores, a Secretária da Saúde, da Ação Social, do Meio Ambiente, Gerência da CASAL e representante da OAB. Cópia poderá ser divulgada pela Imprensa como garantia dos trabalhos propostos. O dia 21 de maio (quarta-feira) seria o dia desse encontro com os representantes do povo para traçar estratégias e comprometimento em salvar o trecho urbano do rio Ipanema. Está em pauta: lixo comercial, entulhos, lixo residencial, pocilgas, fossas do hospital antigo e o atual, esgotos e fossas residenciais, cercas de arame no leito e nas margens avançadas do rio e riachos, extração de areia, entulhos, garagens, casas de prestação de serviço e residências debaixo de ponte do rio Ipanema e foz do Camoxinga, lava a jato, construções avançadas. A elaboração de leis ambientais do município será cobrada.
 A AGRIPA quer dividir responsabilidades em parceria.
A AGRIPA também está funcionando como centro de informações, sobre o rio Ipanema, como prevíamos. Escolas têm procurados os guardiões com frequência, para passeios, palestras, informações, pesquisas sobre o rio Ipanema, inclusive sobre sua economia, caso de alunos de curso superior.
Foi ainda durante a sessão, designado o novo guardião Jessé Alexandre de Barros, como representante da AGRIPA, para acompanhar as palestras sobre resíduos sólidos, da Secretaria de Recursos Hídricos do estado, a convite daquela pasta.
Após a Palavra a Bem da AGRIPA (vários assunto abordados) quando o guardião Ariselmo Melo falou do êxito da sua missão no rio Ipanema com os alunos da Escola Cenecista Santana, chegou o Tempo de Estudos, ocupado pelo vice-presidente Clerisvaldo Braga das Chagas.
Em não havendo mais nada a tratar, o Orador Ariselmo Melo fez uma avaliação dos trabalhos e o presidente encerrou a sessão.

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terça-feira, 29 de abril de 2014

EMBOLADA: TURISMO NO SERTÃO



EMBOLADA: TURISMO NO SERTÃO
Clerisvaldo B. Chagas, 29 de abril de 2014
 Crônica Nº 1.178

Por que não trazem o turismo para o sertão? O embolador acha que é porque os mandões desprezam o interior:

Quero ver
Quero ver                  (Estribilho)
O turismo no sertão

O turismo no sertão
Visto pelo palacete
É pobreza no cacete
Muito rato no porão
Vaca puxando cambão
Fome matando inocente
Doença no pé do pente
Indústria de picolé
Velho tomando rapé
Menino faltando dente

Quero ver
Quero ver
O turismo no sertão

O grande não põe beleza
Só ver estrada de barro
Criança, choro, catarro
Dengue, maleita, fraqueza
Cachorrada, safadeza
Fedor de pai de chiqueiro
Piniqueira, maloqueiro
Calça remendada e bicho
Catingueira e carrapicho
Assaltante e maconheiro

Quero ver
Quero ver
O turismo no sertão

O mandão diz que não pode
Ter turismo no sertão
Fala mal da região
Que água é mijo de bode
Seu teatro é o pagode
Trem de ferro é o jumento
Tocar pife é um talento
Fivela de cinto é nó
Cidadão é arigó
Tamborete é um assento










Quero ver
Quero ver
O turismo no sertão

Elogio se entrega
Como a doença do rato
O filé mais caro é fato
Onde a fateira trafega
O fiado da bodega
É chamado prestação
Xumbrego é fazer sabão
Sem juízo é azoado
Gay não passa de viado
Sujeito frouxo é cabrão

Quero ver
Quero ver
O turismo no sertão

Pra que turismo em sertão?
Pensa assim o manda chuva
No sertão só tem saúva
Seca, miséria e ladrão
Calango, camaleão
Velhinha da boca funda
Cará, piaba, candunda
Cachorro que morde o rabo
Raposa e cavalo brabo
Urtiga que coça a bunda

Quero ver
Quero ver
O turismo no sertão

Sertão só tem embolada
Muito horror e desembesto
Só se vota de cabresto
Só se mata de emboscada
Piparote é malacada
Urubu é azulão
Talo de jaca é bambão
Troca de tapa é lundu
Mulher feia é jaburu
Pra que turismo em sertão?

Quero ver
Quero ver
O turismo no sertão         FIM













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RESPOSTA BENIGNA A MACHADO RIBEIRA DO PANEMA, ROMANCE



RESPOSTA BENIGNA A MACHADO
RIBEIRA DO PANEMA, ROMANCE
Clerisvaldo B. Chagas, 29 de abril de 2014
Crônica Nº 1.177

Clerisvaldo lança seu primeiro romance em Pão de Açúcar, AL.
Há 37 anos, o escritor Luiz B. Tôrres escreveu a respeito do romance Ribeira do Panema, do escritor iniciante Clerisvaldo B. Chagas:
“Os vários aspectos da vida nordestina, principalmente aqueles vividos pela população interiorana, formam um celeiro inesgotável de material para romancistas e, sobretudo, de subsídios inestimáveis para estudiosos de sociologia. Embora muito já se tenha escrito a respeito, há lacunas a serem preenchidas. Muita coisa resta por se escrever ainda.
Se é verdade que um Graciliano Ramos, um José Lins do Rego, ou mesmo José Américo de Almeida, luminares da literatura nacional, publicaram vários livros sobre o assunto, isto, porém, não impede que outros possam fazê-lo. Não se pode encerrar a vida sertaneja entre as capas de cinco ou seis livros apenas. Está sobrando material ainda. Material inédito, capaz de encher muitos e muitos volumes, sem dúvida alguma. Aqueles escritores não esgotaram a fonte, ela está praticamente virgem e jorrando aos borbotões.
Não está saturada a temática sertaneja. Dizer o contrário, é desconhecer a visão panorâmica de uma região que abriga cerca de trinta milhões de brasileiros. Uma cidade, um povoado, ou um lugarejo, podem ter pontos coincidentes, mas cada um possui uma particularidade inconfundível, com histórias próprias e facetas distintas.
Capa de Adeilson Dantas.
Clerisvaldo Braga das Chagas, santanense de 29 anos, terceiroanista de Estudos sociais, está estreando como romance RIBEIRA DIO PANEMA. Como Agente de Coleta do IBGE, profissão que o obriga a comunicar-se com as pessoas e a inteirar-se de situações, armazenou boas estórias e tipos humanos que agora os enfeixou num romance de grande estilo. Basta dizer que o li, do começo ao fim, sem largá-lo, fascinado pelo enredo atraente e empolgado pela fidelidade com que abordou aspectos sociais do sertão.
Há de tudo no seu livro: política, sexo, folclore, sangue, desmandos e traições. Há doçura e maldade. É agressivo e romântico. Quando cheguei à última página, fiquei lamentando que o livro não se prolongasse mais. É muito bom, por isso. É preferível se deixar o leitor na ansiedade de desejar ler mais, do que se escrever demais.
Clerisvaldo Braga das Chagas atrairá muitos leitores para o seu romance de estreia. Santana do Ipanema e o estado de Alagoas serão revolucionados. Muita gente irá pretender identificar, através de suas páginas, um ex-prefeito, um político, um coronel, um grandola enfim, personagens muito bem diluídos na urdidura, do romance. Será motivo de assunto para os encontros nos bares, conversas de calçadas e também da porta da igreja. É gostoso, porque a carapuça irá ajustar-se à cabeça de muita gente. Não há mal nenhum nisto. A vida dos homens públicos pertence à história. Seus atos refletem-se na vida inteira de uma comunidade.
Da próxima vez que eu visitar Santana do Ipanema, procurarei conhecer os lugares citados por Clerisvaldo. Será um roteiro turístico que gostarei de palmilhar, sob o embalo das coisas gostosas que ele escreveu: a casa da amante do prefeito Maximino, a Rua do sebo, o Poço dos Homens e os demais recantos apresentados na ribeira do Panema. Sentar-me-ei nas areias do ‘Rio Manhoso’, sem água, no verão, mas ‘arrotando valentia’ e aliciando todos os ‘riachos para o seu cordão’, durante o inverno.
RIBEIRA DO PANEMA é um livro fadado ao sucesso, e seu autor iniciou muito bem sua carreira literária”.
Luiz B. Tôrres.





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segunda-feira, 28 de abril de 2014

JESUS E RAFAEL PARAIBANO



JESUS E RAFAEL PARAIBANO
Clerisvaldo B. Chagas, 28 de abril de 2014
Crônica Nº 1.176


“Jesus, tendo entrado em Cafarnaum, chegou-se a ele um centurião, fazendo-lhe esta súplica, e dizendo: ‘Senhor, o meu criado jaz em casa doente de uma paralisia, e padece muito com ela’. Respondeu-lhe então Jesus? ‘Eu irei e o curarei’. E respondendo, o centurião, disse: ‘Senhor, eu não sou digno de que entres na minha casa, porém, manda-o só com a tua palavra, e o meu criado será salvo. Pois também eu sou homem sujeito a outro, que tenho soldados às minhas ordens, e digo a um: Vai acolá e ele vai, e a outro: Vem cá e ele vem, e ao meu servo: Faze isto e ele o faz’
RAFAEL PARAIBANO DA COSTA.
E Jesus, ouvindo-o assim falar, admirou-se, e disse para os que o seguiam: ‘Em verdade vos afirmo que não achei tamanha fé em Israel’. (...) E então disse Jesus ao centurião: ‘Vai e faça-se-te segundo creste’. E naquela mesma hora ficou são o criado”.
 Dois mil anos depois, eu estava na casa do poeta-repentista e curador, Rafael Paraibano da Costa em Santana do Ipanema, Alagoas, quando surgiu um vaqueiro. Era um domingo pela manhã, quando o vaqueiro após bater à porta do poeta, disse ter vindo do município alagoano de Senador Rui Palmeira. A mando do seu patrão fazendeiro, viera pedir para que Rafael fosse até aquele município para curar uma vaca, a melhor do rebanho do fazendeiro. O animal estava caído, nem se levantava e nem queria comer a alguns poucos dias. Acontece que Rafael Paraibano, alegou que tinha compromisso naquela manhã e não poderia viajar. O vaqueiro quase fica desesperado com a resposta do curador.
Entretanto, para acalmá-lo, o famoso repentista, com os poderes que Jesus havia transmitido para seus discípulos e a outras pessoas escolhidas por gerações, precedeu como o mestre na cura do centurião romano. A diferença foi apenas na transferência da fé. O vaqueiro não pediu como o centurião havia pedido, para que ele curasse de longe, em não puder ir ao local da vítima. Mas o poeta repentista disse-lhe: “Vá e diga ao seu patrão que eu vou fazer uma cura daqui mesmo e ele não perderá a sua rês”.
O vaqueiro retornou a Senador Rui Palmeira e o curador dirigiu-se até o pequeno quintal de casa e ali iniciou a cura com riscos na terra e orações no ar.
Poucos dias após, Rafael Paraibano da Costa, recebeu um recado do fazendeiro que a vaca havia se levantado, balançado a cabeça e se dirigido à cocheira onde comeu quase sem parar. Isso, precisamente na mesma hora em que o curador iniciara a cura.
Fui testemunha de várias outras passagens, diante do que o meu sogro fazia. O poeta era um iluminado. Algo me fez lembrar hoje de JESUS E RAFAEL PARAIBANO



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