domingo, 31 de março de 2013

O CÉU É PERTO



O CÉU É PERTO
Clerisvaldo B. Chagas, 1º de abril de 2013.
Crônica Nº 991

COREIA DO NORTE. Fonte: (tenhodito.com)
Passada a Semana Santa, tudo volta à rotina nesse mundo velho. Nem mesmo os dias maiores da cristandade atraíram os que nada respeitam e os que em nada acreditam. Assaltos, drogas, assassinatos, roubos, tiroteios e até ameaça nuclear procuram cobrir à presença simbólica de Jesus. Para onde caminha a humanidade? Se os dias de meditação acontecem somente para os mesmos, onde estão os outros. Onde está a catequese? Por que não foi atingida para a reflexão e o amor a outra ponta da corda? Pelas notícias diárias do mundo tem-se a impressão de que os terráqueos continuam selvagens e, as orações de milhões de pessoas pela paz global, ainda estão fraca diante do desequilíbrio humano. Às vezes somos como almas penadas, multidões deslocando-se nas sombras sem noção do início, sem rumo e sem objetivos. A Economia parece ter atingido os píncaros da vontade, quando as nações e o homem perguntam hoje como indagaram ao Mestre: “O que haveremos de comer e vestir amanhã?” A prevalência do espírito sobre o “ter” atropela e exclui o “ser”.
Numa importantíssima hora para a renovação da Igreja Católica, consequentemente de outras religiões, a esperança de paz, de melhores dias, é espremida pelas declarações do mau augúrio da Coreia do Norte. Um exemplo claro de que o mundo continua desigual vivendo o século XXI numa parte e a Idade Média ou Antiga em outras. E a Coreia vai se perdendo na fome, no atraso, na ignorância sem acompanhar a evolução do mundo com os mesmos arroubos de aldeia. Espíritos belicistas, atrasados e idiotas não dependem de maneira alguma da evolução do planeta. Sempre que encontram uma oportunidade de sacrificar milhões de enganados, não perdem tempo diante da plenitude dos loucos que têm ideias fixas. No Sertão sempre se fala: “Futucar o cão com vara curta”. Uma ou duas bombinhas muitas vezes mais poderosas do que a lançada sobre o Japão, poderiam fazer calar para sempre a Coreia do Norte. Mas ela, cega de ódio, nada enxerga além das bravatas bestas do seu ditador. Por que os Estados Unidos iriam querer guerra prolongada contra si? Infeliz mundo norte-coreano.
Do ditador filho do outro ditador, não sobraria nem a roupa para se vestir Judas na Semana Santa. Voltando ao Sertão: tem gente que acha que o “CÉU É PERTO”.

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quarta-feira, 27 de março de 2013

VOLTAREMOS NA SEGUNDA

VOLTAREMOS NA SEGUNDA
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terça-feira, 26 de março de 2013

SELEÇÃO



SELEÇÃO
Clerisvaldo B. Chagas, 26 de março de 2013
Crônica Nº 990

Os últimos resultados da seleção canarinho poderiam dar samba. Ou um samba humorístico ou um lamento de muita dor, como faziam os grandes compositores. Estávamos num costume de vitórias sucessivas que nos deixou viciados. De melhor do mundo passamos a lugares indesejáveis no planeta bola. Damos croques nos pequenos, arengamos com os médios e apanhamos dos grandes. Agora se danou! Parece não existir esperanças para nós. Nem Mano, nem Felipão e nem Parreira. Perdemos o favoritismo e caímos na vala comum da sorte, naquele refrão do povo de “que seja o que Deus quiser”. Não se pode dizer que os homens são pernas de pau. Ali estão de fato os melhores jogadores do Brasil. Herdamos, entretanto, o vício de quando éramos sozinhos. Um monte de homens jogando num tal pega na rua é o que parece atualmente a seleção. Um amontoado sem tática, sem entrosamento, sem novidade nenhuma que possa nos garantir alguma coisa além de sofridos e irritantes empates. Isso faz com que o torcedor continue desconfiado e perca aquela euforia dos bons tempos. Nem se presta mais atenção aos jogos com preferência pela pipoca, à cerveja e as conversas paralelas das fofocas diárias.
Muitos já estão prevendo o fracasso brasileiro na copa do mundo. Gastos enormes e muitas palavras de exibimento, para um período de seriedade que não existe da nossa parte. Do jeito que está à coisa nada conseguiremos, nem mesmo para a copa das confederações. O bezerro estar atolado com uma longa corda no pescoço, mas não quer sair do atoleiro. Antes, nas situações difíceis da seleção ainda aparecia ao longe alguma luz que dizia nem tudo estar perdido, mas agora nem sequer um lampejo de lanterna. Como dissemos no início, só a sorte poderá classificar o Brasil em alguma coisa. E sorte é coisa doida, não existe lógica, não tem preferência, bate à porta de qualquer um. Como dizem na brincadeira que Deus é brasileiro, pode até ser que de repente o Criador dos Mundos envie reforço de peso para o Brasil, porém, no momento, somente nuvens negras predominam sobre o verde e amarelo. E se o campeão for a Argentina, onde enfiaremos à cabeça? Torcer pelo Brasil a gente torce, mas pela bagaceira apresentada: Ê meu fio...! Talvez seja melhor se desligar da SELEÇÃO.

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domingo, 24 de março de 2013

ADALBERON



ADALBERON
Clerisvaldo B. Chagas, 25 de março de 2013.
Crônica Nº 989

SATUBA - AL
Quando adolescente ouvi pela primeira vez o nome “Adalberon”. Fiquei encantado com aquele nome tão bonito que para mim era como se fosse uma denominação mágica. Seu simples pronunciamento trazia força reluzente. O Adalberon que eu conheci, se não me engano, era filho do mais famoso retelhador de Santana do Ipanema, conhecido como “Seu Tô”. Depois, Adalberon, rapaz que jogava bola conosco nas areias do rio seco, tornou-se soldado de polícia e parece que não é mais vivo, não sei. Mais tarde, iniciando em leituras mais pesadas, descobri outra pessoa que se chamava Adalberon. Tratava-se do escritor romancista palmeirense, Adalberon Cavalcanti Lins que escreveu “Curral Novo”, “Sidrônio”, “Caminhos Incertos” (que continuavam o primeiro) “O Tigre dos Palmares” e outros mais. Um Adalberon soldado de polícia e um Adalberon escritor. O primeiro ficou na minha mente com apenas uma lembrança da hoje Rua São Paulo e adjacências. O Adalberon escritor, com o romance Curral Novo, foi tudo na minha vida literária. O livro que me trouxe o orgulho de ser sertanejo; o maior incentivador para meus romances e, além disso, a força pessoal do autor afirmando o meu trabalho como um dos futuros maiores romancistas do Brasil. Nunca tive uma aproximação maior com o escritor de Palmeira que, na aparência física, parecia seco como Graciliano. Mas Adalberon tinha uma poesia dura na prosa e era impiedoso com seus personagens, quer dizer, muito cru com eles todos. Toda a minha influência de escritor vem de Adalberon, porém a poesia das minhas prosas é doce e não costumo ser cruel com minhas crias.
O radiante nome Adalberon, foi ficando encardido, manchado, preto, quando um prefeito de Satuba, cidadezinha da Grande Maceió, mandou assassinar um professor. Ao denunciar desvio de verbas, o professor foi sequestrado e queimado dentro do carro, numa barbaridade sem fim. A população alagoana aguardou muito, mas, finalmente a justiça chegou montada em tartaruga, porém, fincou 34 anos de cadeia nas costas do atual ex-prefeito de Satuba.
Nesses caminhos certos e tortuosos, qual será o quarto ADALBERON?

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sábado, 23 de março de 2013

CIDADE SORRISO



CIDADE SORRISO
Clerisvaldo B. Chagas, 22/23 de março de 2013.
Crônica N º 988

MACEIÓ, CIDADE SORRISO. Foto: (Wikipédia)
Durante a semana, amigo velho, formaram-se nuvens de chuva grossa em Maceió, mas mudaram o rumo. O calor sufocante de alguns dias só conseguiu aquela chuva tipo casamento-de-raposa ou arenga-de-mulher, como diria Dadá, a companheira de Corisco. Mesmo assim, esse sertanejo alegrou-se vendo da varanda a água caindo do céu, o chiado diferente dos automóveis no asfalto. Como todo bom sertanejo tem a chuva como parâmetro, chega o silencioso desejo de soprar as nuvens. Soprar forte com as bochechas no limite para empurrar os nimbos ao Sertão; lugar onde à seca braba engole um boi a cada minuto. Grita a ambulância doidamente, cortando a chuva, passando os carros, jurando o tempo. E ali pertinho o marzão! O marzão de ricos fazendeiros e agiotas da minha terra, Zé Quirino e Né de Júlio que em diálogo almejavam aquele mar de leite e outro de água para acrescentar ao primeiro e vender à população. É chegado o início de outono, meses favoráveis à umidade das terras semiáridas, mas o tempo anda meio doido, compadre, dizem que amalucado pelo homem.
E vamos para aquele sacrifício de resolver coisas em repartições públicas. Chateação sem fim a qual nunca me acostumei. A burocracia brasileira e a centralização irritariam até o Papa, se andasse por aqui. E ainda falam dos russos! Cessa à chuvarada. O taxista é mudo que só jumento carregado, mas o próximo tem a língua solta e procura corda para falar mal do trânsito. Diz que o trem urbano não irar resolver coisa alguma e sai citando sua tese de escoamento de veículos. “É verdade”, vou carimbando suas palavras para não passar por mal-educado, nem gerar polêmica. O homem quer retirar 90% dos semáforos da Fernandes Lima para torná-la via rápida apenas com passarelas. Depois diz que é evangélico e não quer perder a reunião da noite. Aplica umas cacetadas nos prestadores de serviços que não querem trabalhar à noite. Apesar de querer um trânsito rápido, seu encontro com Jesus deve mesmo limitar-se a sua igreja. E o danado vai telefonando para alguém passar ferro no seu terno. Celular em foco com o dono dirigindo, pode? É o fim da tarde na capital quando o homem mostra a conta e diz: tem desconto. Anoitece na CIDADE SORRISO.

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quinta-feira, 21 de março de 2013

CRÔNICA NOVA NO SÁBADO

POR PROBLEMA TÉCNICO A CRÔNICA DE HOJE VIRÁ AMANHÃ
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BRASIL - BOLíVIA



BRASIL ─ BOLÍVIA
Clerisvaldo B. Chagas, 21 de março de 2013.
Crônica Nº 987

SINAL DE PROGRESSO. Foto (as máquinas pesadas.com).
Após o advento do asfalto Arapiraca ─ Palmeira dos Índios, via Igaci, o fluxo de veículos passou a ser impressionante, notadamente de caminhões e carretas. Cortando caminho Sudeste ─ Arapiraca ─ Recife, faz medo até rodar em carro pequeno por aquele trecho repleto de curvas. Na região de Santana do Ipanema detectamos no início, certo movimento de caminhões-baú, Alguma coisa estava acontecendo. Era a expansão comercial e de prestação de serviços na “Rainha do Sertão”. O movimento tornou-se depois espetáculo para observadores do progresso. Com a nova expansão do comércio, prestações de serviços e agora com a própria dilatação dos bairros, já detectamos o início de acentuado movimento de caminhões e carretas (antes não havia) que consolidam Santana como “Capital do Sertão” alagoano. O grande problema santanense no momento é o trânsito onde cada um faz o que quer. São milhares de veículos rodando pela cidade necessitada de estacionamentos, novos becos, novas pontes, calçadão, semáforos, alargamentos de trechos e orientação. Para piorar, comerciantes particularizam espaço das ruas para estacionamentos próprios (absurdo!). Grandes mercados instalam-se na cidade sem exigência nenhuma da prefeitura por estacionamento, formando fileiras de veículos pelas ruas já infernizadas.
Muito mais de mil motos circulam na cidade, inúmeras como o cão mandou. Irresponsáveis e menores sem noção de nada circulam como loucos em cima do monte de ferro. Em matéria de trânsito, Santana virou terra de ninguém. Além disso, carros de som, sem critérios algum, ambulantes, perturbadores da ordem pública, vão estourando os tímpanos da população. Inventaram agora exibimento de academia nas calçadas aumentando o estresse populacional com um som alto da boba serena! A Ponte Padre Bulhões mesmo tem um ponto desses. Autoridades, nada! Ninguém aparece para dar um basta no caos das ruas da cidade polo. Ou o prefeito que está iniciando sua administração dirige com punhos de ferro a herança maldita ou Santana do Ipanema transformar-se-á em fronteira BRASIL─ BOLÍVIA.

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