quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

OS COQUEIROS

OS COQUEIROS
Clerisvaldo B. Chagas, 1º fevereiro de 2013.
Crônica Nº 958

Ilustração de coqueiro (Wikipédia).
    Faz bastante tempo que o artista plástico Roberval Ribeiro, hoje empresário, elaborou um quadro interessante. O artista inspirou-se numa paisagem que havia às margens do riacho Camoxinga. Havia ali uma fileira de três ou cinco coqueiros finos, altíssimos e maltratados. Estavam no amplo terreno que fazia fundos do casarão do Padre, depois cônego José Bulhões. Esse local já foi matadouro municipal ao ar livre, margeado à distância por casas de prostituição. Ribeiro retratou a paisagem natural em tela miúda, ocasião em que na hora do acabamento a tinta embolou em certa região do quadro, deixando o pintor aborrecido. Não havia como consertar. Quando eu esperava que Roberval fizesse o que os escritores fazem quando não se agradam do texto escrito por eles - lixeira - o homem fez diferente. Adicionou o seu quadro à coleção de vendas. Vi imediatamente que a tela da pintura defeituosa se tornaria histórica e nem sei porque não a  adquiri. Foi feita uma exposição por Roberval Ribeiro em Santana do Ipanema (homem que produziu histórias em quadrinhos e expôs em várias partes do Brasil e do estrangeiro os seus trabalhos), noite em que todas as telas foram vendidas, inclusive, àquela.
    As sucessivas administrações municipais, por isso ou por aquilo, foram deixando que o acervo histórico do município fosse sendo lapidado, corroído, extinto. A casa do padre José Bulhões, como exemplo,  personagem que marcou época em Santana, ruiu pelo abandono. O lugar retratado na tela do santanense transformou-se em paisagem urbana, quando ali na terra dos coqueiros surgiu o Bairro Artur Morais, originário da compra do terreno e doação aos pobres na gestão do prefeito Paulo Ferreira. A área enorme quintal do padre, matadouro de bovinos chamado Matança, antigo cabaré, foi totalmente preenchida em pleno centro da cidade. Como saber, então, como era antes esse local vendo o quadro tão diferente, do pintor? Por uma parte da parede inconfudível dos fundos do Mercado de Carne.
    Meu vaticínio se concretizou. Não tendo fotografias da época da paisagem natural, a tela defeituosa tornou-se relíquia para a história de Santana. Seria bom que a prefeitura, através do Departamento de Cultura, pudesse adquiri-la e a doasse ao Museu Darras Noya com o histórico merecido. Ah, sim! Você deve estar querendo saber a quem pertence hoje esse trabalho. Não sei. Mas tenho quase certeza de que a tela foi comprada na exposição pelo comerciante Benedito Pacífico, proprietário do "Biu's Bar e Restaurante", Rua Delmiro Gouveia, em Santana do Ipanema. Diretor de Cultura Fernando Valões, vamos procurar OS COQUEIROS. 
 
 
Link para essa postagem
http://clerisvaldobchagas.blogspot.com.br/2013/01/os-coqueiros.html

FRUTA DE PALMA - OSCAR


 FRUTA DE PALMA - OSCAR
Clerisvaldo B. Chagas, 31 de janeiro de 2012
Crônica Nº 957 


Sobre movimento literário, nessa época em que está sendo lançado novamente o livro de Tadeu Rocha "Delmiro Gouveia, o Pioneiro de Paulo Afonso", no aniversário da usina de Angiquinho, vamos às suas palavras, a respeito de Oscar Silva. É um santanense comentando o trabalho de outro santanense, amigos entre si, no livro "Fruta de Palma".
Trecho entre o prefácio de seis páginas do emérito Tadeu:
"Entre os 'novos' que segundo o regionalismo encorajou em Maceió estava o sertanejo Oscar Silva, cuja formação literária se fez através de ásperos caminhos, vencendo as mais terríveis barreiras econômicas, sociais e culturais que alguém possa imaginar. Menino pobre da Rua do Sebo, lá de Santana do Ipanema, o autor de "Fruta de Palma' fez muita coisa na vida para chegar a ser escritor: marceneiro, tecelão, soldado de polícia... Oscar Silva precisou lutar muito consigo mesmo e com o meio social de um rapaz pobre, a fim de reeducar-se como elemento da classe média, que ele atingiu honestamente pelos quadros do serviço público federal.
As cicatrizes das suas lutas ficaram até bem visíveis: o sertanejo outrora adepto das verdades religiosas com que a Igreja civilizou as caatingas de Santana da Ribeira do Panema andou tentando conciliar, na capital da Província, a materialização do espírito e o materialismo histórico. Coisa, aliás, bem difícil para um cristão qualquer e ainda mais para quem foi nascido e criado ao som de velhas melodias, que os nossos antepassados aprenderam dos missionários, em dois séculos e meio de civilização.
Situado o nome de Oscar Silva no atual movimento literário nordestino, muito haverá que dizer do seu primeiro livro de crônicas, onde lembra coisas e pessoas de uma terra áspera e uma gente vigorosa.. Manda, porém, a modéstia que me cale sobre 'Fruta de Palma', porque essa terra é minha e essa gente é minha gente. Recife, 27 de fevereiro de 1963".
Lembramos que esse ano, 2013, no Calendário Cultural Santanense, homenageia-se o saudoso escritor Oscar Silva. Aguardamos a lembrança da Secretaria de Cultura.

Link para essa postagem
http://clerisvaldobchagas.blogspot.com.br/2013/01/fruta-de-palma-oscar.html

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

MEU AMIGUINHO


ESCRITORES: CLERISVALDO B. CHAGAS,  PEDRO PACÍFICO, MARCELLO FAUSTO E O MESTRE DE CERIMÔNIAS PROF. RONALDO, EM NOITE DE GALA NO TÊNIS CLUBE SANTANENSE.


ESCRITOR MARCELLO FAUSTO, ROBSON (COCADA), SILVIO NASCIMENTO, ESCRITOR JOSÉ NOYA E EDVAN LIMA. "LAMPIÃO EM ALAGOAS".
 MEU AMIGUINHO
Clerisvaldo B. Chagas, 30 de janeiro de 2013.
Crônica Nº 956

Não faça isso comigo, rapaz! Você está como os humanos, quando mais se precisa o sujeito dá às costas! Eu não lhe ajeito tanto, por que você quer me deixar na mão, ora! Não basta a frescura dessa energia que baixa mais de que bunda de aviador! E essa Internet velha de bengala na mão que sai constantemente do ar! Rshhh! Estou p... da vida com você, rapaz! Eu lhe azeito mais de que eixo de carro de boi, passo flanela macia no seu lombo, limpo sempre seus olhos, isto é, seu monitor, só não faço beijar sua vidraça, mas aliso muito mais de que coxa de moça, e então! Ontem você correu da parada. Como é que fica a crônica que não foi ao ar porque o Office 13 deu tchau? Ainda bem que ele voltou reinstalado. Mas, o que pensaram os que estão acostumados com as crônicas matinais diárias? Será que você não viu que já era mais de meia-noite nessa peleja. Tá certo que você não tem culpa quando a Internet trouxe seu rastro amarelo de ausência, mas tenha cuidado rapaz. Qualquer hora dessa, quando o estresse bater mais forte, “dano-lhe” a mão no pé do ouvido que você vai ver! Digo, na base do monitor.
Agora, você fique aí quietinho que eu quero voltar ao meu trabalho. Por favor não me faça raiva, senão eu vou dizer ao povo todo quem é você. Hum... Deixe-me ver... Onde era que eu estava mesmo? Você não conhece o site santanaoxente, o  blogdomendes e o sednenmendes? E pois! Tenho compromisso com eles, cara, se eu não trabalhar certinho, a coisa não presta, embola tudo, vão gritar: “E a crônica do dia 29?”. O que é que eu vou dizer? Vou falar que foi você o culpado. Eita rapaz, um puxão de orelha bem que seria bom. Mas você, torre, também merece uns cascudos, uns croques daqueles que as professoras de outros tempos costumavam aplicar em seus alunos rebeldes. E você impressora, não pense que está fora da minha raiva não. Quero imprimir você não deixa, com esse luxo de imperador só querendo cartucho novo e original. Não suporto mais essa sua insistência de piscar o tempo inteiro e não aceitar a tinta plebeia que vendem por aí.
Graças a Deus você está mais calmo. A mesma coisa digo de mim. Tudo bem, tudo bem, terminei a minha crônica e você desta vez não me aborreceu como o fabuloso Joãozinho, menino levado de todas às piadas. Obrigado, obrigado, desculpe o mau jeito amigo, máquina não tem culpa, precisamos é de muita paciência para descascar os abacaxis da vida. Não vou lhe dá um beijo agora, mas reconheço, computador, você é mesmo MEU AMIGUINHO.




Link para essa postagem
http://clerisvaldobchagas.blogspot.com.br/2013/01/meu-amiguinho_29.html

domingo, 27 de janeiro de 2013

UM MARCO LITERÁRIO





                             UM MARCO LITERÁRIO
Clerisvaldo B. Chagas, 28 de janeiro de 2013.
A presidenta do Conselho Escolar, Maria Aparecida da Silva, entrega o título de "Escritor Símbolo de Santana do Ipanema", ao romancista, historiador, poeta e cronista Clerisvaldo B. Chagas. (Fonte: Sertão24horas).
Crônica Nº 955
  ESCRITOR SÍMBOLO DE SANTANA DO IPANEMA.
A Escola Estadual Professora Helena Braga das Chagas, fica situada no atual Bairro São José, dentro do Grande Bairro Camoxinga, em Santana do Ipanema. Construída na gestão do Dr. Isnaldo Bulhões, foi inaugurada em fevereiro de 1983 e recentemente passou por ampla reforma que a tornou mais bonita e segura. É ali naquela unidade escolar ─ que leva o nome da minha saudosa mãe e professora, onde me encontro atualmente encerrando uma longa carreira no Magistério ─ tendo iniciado no Ginásio Santana, no Bairro Monumento. Lecionei em quase todas as escolas da cidade como Ginásio, Colégio Estadual Deraldo Campos, Divino Mestre, São Cristóvão, Lions, Ormindo Barros, Sagrada Família, Prof. Aloísio Hernande Brandão e Ismael Oliveira no povoado Pedra d’Água dos Alexandres, lugar onde Maria de Jovino acompanhou o cangaceiro Pancada e, a cangaceira Aristéia partiu para se entregar, escoltada pelo cabra de Lampião, Cruzeiro. Sinto-me bem na unidade em que há respeito mútuo entre direção e demais funcionários.
Quando estamos caminhando para a nossa 18º obra literária, todas elas repletas de méritos para a “Rainha do Sertão”, eis que a elevação do nome de Santana do Ipanema no Brasil inteiro em nossos livros torna-se perceptível à direção atual que resolve nos ofertar um título. Li emocionado durante o lançamento dos livros “Lampião em Alagoas” e Negros em Santana, o CERTIFICADO DE MÉRITO LITERÁRIO, das mãos da presidenta do Conselho Escolar Maria Aparecida da Silva, colega professora daquele estabelecimento: “A Escola Estadual Professora Helena Braga das Chagas, através de seu corpo docente e discente, confere ao escritor romancista, historiador, poeta, cronista e professor deste estabelecimento Clerisvaldo B. Chagas, o título de ‘Escritor Símbolo de Santana do Ipanema’, pelas suas inúmeras peças literárias, tendo sempre Santana como centro dos seus escritos”.
Guardarei no coração essa oferta quando, tenho certeza, a Escola Helena Braga representa com ato, palavras e ações o sentimento dos ávidos leitores da nossa terra. Como escritor, lutei sozinho até há pouco, na trincheira da Cultura e nunca deixei minhas raízes. Um dia teria que ser reconhecido pelos que enxergam mais longe num estado em que a leitura ainda carece de estímulos.
Não resta dúvida que a noite de 19 de janeiro de 2013, foi uma noite de gala, brilhante como as estrelas de primeira magnitude, quando também mais dois pesquisadores estrearam no mágico mundo das letras. UM MARCO LITERÁRIO.




Link para essa postagem
http://clerisvaldobchagas.blogspot.com.br/2013/01/um-marco-literario.html

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

FOTOS DE LANÇAMENTO

PEDRO, CLERISVALDO, MARCELLO  E RESPECTIVAS ESPOSAS
PREFEITO MÁRIO SILVA E ESPOSA
FOTOS DE LANÇAMENTO

Link para essa postagem
http://clerisvaldobchagas.blogspot.com.br/2013/01/fotos-de-lancamento.html

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

OS NEGROS



OS NEGROS
Clerisvaldo B. Chagas, 24 de janeiro de 2013.
Crônica Nº 954

Divulgamos trechos do livro “Negros em Santana” que foi lançado no último dia 19 no Tênis Clube Santanense, com 52 páginas: 
“Pequeno grande livro sobre a presença do elemento negro no município de Santana do Ipanema, estado de Alagoas, desde os primórdios da sua história (1771).
Elaborado a seis mãos, ‘Negros em Santana’ vai enriquecer de conhecimentos, estudantes, pesquisadores, povo em geral e as bibliotecas do Brasil, das Alagoas e, particularmente, do município m foco.
É mais um trabalho sociológico, geográfico e histórico do insigne romancista, historiador, cronista e poeta Clerisvaldo B. Chagas, ‘Escritor Símbolo de Santana do Ipanema’, desta vez em parceria com os estreantes literários, professores e pesquisadores Marcello Fausto e Pedro Pacífico V. Neto.
Do Quilombo dos Palmares à fonte do Olho d’Água do Amaro: um diamante para o leitor”. Texto da capa de trás.
Outro trecho, página 37, diz: “Muito se tem falado sobre as torturas feitas aos negros escravos. Uma das formas, já era a própria violência em arrancar os negros do seu torrão africano e trazê-los para o desconhecido. Filas de escravos amarrados, trocados por algodão, fumo ou quinquilharia pelos seus traficantes, demonstram a tortura corporal e moral a que eram submetidos os homens africanos. A humilhação constante de ser comprado como animais, a exposição dos dentes, a exibição do corpo eram os primeiros sinais do que iria acontecer em terras distantes como o Brasil. Ainda vêm os puxões das cordas, a separação de famílias e um destino incerto, mais negro do que a própria vítima. No meio do vasto oceano, os porões dos navios cheios de prisioneiros, misturados, com pouco ar e muita imundície, onde muitos não resistiam e iam sendo jogados ao mar que servia de cemitério. A tortura moral também matava e não eram raros os que não aguentavam a longa travessia. (...) Quase sempre caiam nas mãos dos senhores desumanos que acreditavam de fato que negro não tinha alma, portanto não era ser humano. Nas fazendas, nas minas, nos garimpos, nos engenhos, castigavam-se os negros de diversas maneiras, muitas ainda nem citadas em livros escolares”.
(...) O sangue derramado também era vermelho.



Link para essa postagem
http://clerisvaldobchagas.blogspot.com.br/2013/01/os-negros.html