quinta-feira, 31 de maio de 2012

ALFHA CRUCIS

ALFHA CRUCIS
Clerisvaldo B. Chagas, 31 de maio de 2012.

 Não tem para onde correr, o estudo, atualmente, é à base de tudo. Ai daquele que ficar sem estudar. Dentro dos estudos a palavra chave é “pesquisa” em todas as áreas do conhecimento humano. Estamos marchando para a extinção do professor simples, com já foi previsto há muitos anos. A sobrevivência triunfal, atualmente, está em saber pesquisar e, quase sempre o pesquisador é um animal solitário mergulhado noite e dia no seu mister. O navio de pesquisa oceanográfica comprado pelas ações da USP e da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) diz bem da necessidade urgente de investigações no oceano. O preço de um navio desse porte, por mais caro que seja, não é nada diante dos benefícios que virão para o país. O Brasil tem que estar afinado com todas as fontes de pesquisa, no mar, no espaço, na terra, para não viver a reboque de outros países, sempre dependente de tudo e importado tudo. Esse navio, que poderia ter sido construído em nossos estaleiros, tem muitos anos de uso, comprado aos “estranjas”, mesmo sendo bem conservado e com reformas.
          As pesquisas permitem construções de navios, aviões, veículos terrestres para guerra, submarinos, remédios, cosméticos, desenvolvimento na medicina e em outras inúmeras áreas em que estamos apenas engatinhando. Triste para o aluno ainda é a grande realidade brasileira de se estudar numa universidade, onde apenas o velho giz e o quadro-negro são peças do século XXI. Veja o que se fala do navio Alfha Crucis: “O Alpha Crucis já soma 39 anos em operação. Antes de chegar ao Brasil, ele pertenceu à Noaa (agência nacional de oceanos dos EUA) e à Universidade do Havaí”. "Mas o navio está em excelentes condições. Além de ter sido extremamente bem cuidado, ele sofreu uma grande reforma antes de chegar até nós”. Quando se fala do complemento de pesquisa, veja como muda o cenário para melhor, no usufruto do nosso próprio produto: “Além do novo navio, um barco de porte menor, novinho em folha, também entrará em operação em breve. Com 27 metros, o Alpha Delphini está sendo construído em um estaleiro do Ceará e deve ficar pronto em setembro. Primeira embarcação do gênero totalmente construída no Brasil, ela custou R$ 4,75 milhões. Os recursos são da Fapesp e da USP”. (Fonte: Folha.com).
          Dizem que “quem não tem cão caça com gato”. Acontece que almejamos promoção. Chega de gato! Precisamos de centros de pesquisas para tudo e verbas para esses objetivos como prioridade. Vamos transformar o gato “Alfha Crucis” em cão Alfha Crucis, pelo menos é o imenso desejo da juventude estudiosa do Brasil e seus talentosos cientistas e pesquisadores. Brasil sem o segundo e o terceiro pum. O Brasil do seu próprio novinho, novinho, ALFHA CRUCIS.















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quarta-feira, 30 de maio de 2012

AS BARBAS DE LULA


 AS BARBAS DE LULA
Clerisvaldo B. Chagas, 31 de maio de 2012.

 Entre pecados, virtudes e tolices, o Lula, que saiu de uma situação de seca nordestina para os píncaros da política brasileira, aqui, acolá vai decepcionando. Como cada qual tem sua própria opinião, tenho comigo que o barbudo  foi o melhor presidente do meu alcance. Entretanto, como agora não é a sua vez, Inácio deveria estar em situação mais discreta possível, até mesmo para não se desgastar tanto para pretensões futuras. Conquistou o voto do povo e particularmente o meu que, decepcionado com os nomes antigos, apelei de última hora para o desconhecido e me dei bem. Suas ações voltadas para o social derrubou o próprio sociólogo mauricinho que não soube conquistar as massas. Lula entrou nos braços do povo e saiu nos braços do povo. Além de fazer um governo diferente de tudo o que já foi visto, a falta de uma nova liderança pesou muito e continua pesando na decisão popular. Não existe de fato nenhum líder no momento com capacidade de conquistar a nação. Mas, se o Lula foi o melhor governo, cometeu pecados cabeludos que foi o de passar a mão nas cabeças corruptas de muitos cabras de peia.
          O novo governo, que não possuía antes do poder carisma nenhum, foi uma nova aposta do meu precioso voto. Dilma tem se revelado digna da confiança dos brasileiros, principalmente em não alisar os safados, nem do Brasil, nem do estrangeiro, pústulas geradas pela falta de fibra dos sem força donos dos poderes anteriores. Foi preciso subir à presidência uma fêmea de sangue no olho, porque macho nenhum foi capaz de dá conta do recado. Já não quero mais o Lula de volta, perdeu meu voto para Dilma, porque não sabe ser discreto e valoroso quando a fama subiu para cabeça. Acha-se ainda o dono de tudo, continua agindo como se ainda protegesse os sacanas e pressionando à justiça como se estivesse acima do bem e do mal. O ministro Gilmar Mendes, pelo menos em Alagoas, pelo cochicho dos políticos nos julgamentos de causas políticas, ai, ai! Mesmo assim o Lula, ao invés de estar cuidando da saúde, vai se tornando cada vez mais ridículo. Mete-se em tudo e começa a enjoar muito mais do que doce repetido.
          Lula vai perdendo a simpatia pouco a pouco com as besteiras que diz e que faz. Seu tempo já passou, mas o pior é que não surge um macho sequer trazendo carisma, honestidade e confiança que possa inspirar o cidadão brasileiro para a etapa seguinte. E se o ex-presidente ainda pensa que está abafando, perde feio para a mulher que está no poder. Prefiro, no momento o topete da Dilma de que a volta das BARBAS DE LULA.










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terça-feira, 29 de maio de 2012

A CORNETA DE CORISCO




A CORNETA DE CORISCO
Clerisvaldo B. Chagas, 30 de maio de 2012.
Crônica nº 784
           Depois das apresentações de Delmiro da Cruz Gouveia, no seu automóvel preto lustroso em Alagoas, outros começaram a surgir na capital. As importantes firmas de Maceió, Aracaju, Salvador e Recife, tiveram a ideia primeira de alugar esses automóveis para seus caixeiros-viajantes. Até quatro passageiros faziam as praças do Sertão, retornando com economia e sem perda de tempo. Algumas firmas adquiriram seus próprios automóveis, logos apelidados de “baratinhas”. Uma dessas firmas foi a portuguesa Alves de Brito & Cia., importadores estabelecidos no Recife. Para chamar bem a atenção, colocaram uma buzina tipo toque de corneta que espantaria muito bem os animais das estradas poeirentas.
          Em uma das vezes em que o automóvel da firma Alves de Brito, transitava entre Santana do Ipanema e Mata Grande, Alagoas, Corisco estava acampado nas proximidades da estrada. Lá vem, lá vem a “baratinha”, chiando, chiando com seus ruídos característicos de carro novo, cortando as caatingas povoadas de xiquexiques, facheiros e mandacarus. Por coincidência, bem perto de onde o cangaceiro achava-se acampado, o motorista lascou o berro da buzina assustando mocós, preás e passarinhos que estivessem por ali. Corisco também se assustou pensando ser o toque de corneta em ataque dos “macacos”. Recuperado do susto, mandou um coiteiro sondar o ambiente. Descoberta a verdade, Corisco virou uma fera no desejo doido de pegar o motorista, pois achava que ele tinha feito aquilo de propósito. Queria capá-lo e tocar fogo no veículo vermelho para servir de lição a outros desavisados. Como algumas pessoas têm sorte na vida, um coiteiro correu a avisar o motorista que era um conhecido seu. O motorista quase morre com a surpresa e ficou apavorado sem saber o que fizesse. Estava marcado para a capação e outros prejuízos de periferia. Ainda branco de susto a vítima assinalada correu para o Recife, levando o caso para os patrões e ficou aguardando o que fazer.
          Os portugueses da Alves de Brito contrariaram as piadas contadas sobre os patrícios. Simplesmente substituíram a excomungada barata vermelha por um auto de outra marca, meteram uma buzina convencional e, pronto. O representante da firma continuou a viajar sem susto novamente pelos velhos sertões alagoanos. No resto, mandaram Corisco papocar as costas na casa da peste! Acabou-se A CORNETA DE CORISCO.
          (Adaptado de Valdemar de Souza Lima).

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segunda-feira, 28 de maio de 2012

OS BOIZINHOS DO NORDESTE




OS BOIZINHOS DO NORDESTE
Clerisvaldo B. Chagas, 29 de maio de 2012.
Crônica nº 783

 Estudando coronéis, beatos, fazendeiros, vemos que a luta contra os franceses, fez com os portugueses se estabelecessem em alguns pontos do litoral nordestino. Desses pontos os portugueses chegaram ao Pará em 1616. Segundo os estudiosos, nessa época, os interiores da Amazônia e do Nordeste, praticamente, continuavam despovoados. E quando falamos em despovoamento, claro que estamos nos referindo ao homem branco. Somente a partir de meados do século XVII é que teve início de fato a ocupação do interior nordestino motivada pela criação de gado, e da Amazônia por causa dos interesses sobre os produtos da pesca e da imensa floresta. Se falarmos sobre a pecuária nordestina do interior, pode-se dizer que recebeu a influência de duas frentes importantes, uma vinda da Bahia e outra de Pernambuco. Da Bahia as fazendas de gado chegaram ao rio São Francisco já em meados do século XVII. Nesse ponto as fazendas se bifurcaram. Umas fazendas foram para o sul, rio acima, onde alcançaram maior desenvolvimento a partir do princípio do século XVIII, quando o povoamento das minas aumentou a procura de carne. Outras seguiram atravessando o rio em direção ao norte, iniciando a ocupação do estado do Piauí, no final do século XVII. As condições encontradas nessa região foram favoráveis ao desenvolvimento pastoril. Daí as fazendas se expandiram para o Maranhão e Ceará onde alcançaram as que tinham ultrapassado a Paraíba e o Rio Grande do Norte, oriundas de Pernambuco.
           É muito interessante entendermos esse povoamento do interior nordestino pelo boi e pelo homem, para irmos situando o desenrolar da riquíssima cultura longe do mar. Mesmo assim, a expansão das fazendas de gado sempre demonstrou baixa densidade populacional, pois a atividade não exigia muita mão de obra. Nas épocas do povoamento e expansões, praticamente apenas a fazenda de gado predominava, pois até a lavoura era praticada em forma de roças para abastecer as fazendas e quando muito às aldeias, arruados e povoados que surgiam. O comércio não tinha ainda importância tão forte naquele tempo. Geralmente as fixações das fazendas aconteciam onde mandavam os grandes rios perenes como o São Francisco e o Parnaíba. Depois, houve o deslocamento para outros interiores, sempre baseado nas proximidades de água por perto como as chamadas ribeiras, afluentes periódicos dos dois maiores acima. Após, sempre que podiam, os criadores instalavam suas sedes às margens de subafluentes, mesmo sabendo das limitações dessas ribeiras.
          Nessa região conquistada pelo gado, nasceram crenças, lendas, mitos, coronéis, cangaceiros, fanáticos, beatos, jagunços, rixas de família, folclore, tradições... Pedaço de chão que virou reino de valentia, seca e miséria durante séculos. O território ainda continua produzindo estranhas, belas e inesgotáveis histórias coloridas. Tudo emparelhado com OS BOIZINHOS DO NORDESTE.


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PESCOÇO DE ASSAD




PESCOÇO DE ASSAD
          Clerisvaldo B. Chagas, 28 de maio de 2012.
Crônica nº 782

 A velha ONU que tanto se debateu com problemas do mundo, parece se engasgar com o caso Síria que permanece desafiando os grandes. Todos os aliados europeus ficaram com se fossem dependentes dos Estados Unidos, em todas as brigas em que se metiam. Em qualquer arenga surgida, aparecia o Zico das histórias em quadrinhos, para escudo dos mais simples. Dependeram tanto dele em questões de conflitos bélicos internacionais, que hoje esbarram diante das dificuldades, como a perguntar: “Onde estará o Zico?”. Zico, o maior de todos, o mais corajoso, o machão, tem que ir à frente. Mas agora o personagem central com a crise econômica em que está metido, parece mais cauteloso em enfrentar conflitos que não levam a nada e apenas corroem a sua economia. Sair do Afeganistão é uma ordem possível, mas não de uma só vez para não inflacionar ainda mais a onda de desempregados que tem em casa. Difícil está para o gigante cansado tomar as dores alheias e meter o peito nas frentes de batalhas da Síria. E os outros, que sozinhos nada fazem, ficam apenas aguardando às costas do Zico enfraquecido. O ditador da Síria, sabendo que a ONU não tem condições de invadi-la agora e puxá-lo pelo pescoço comprido, continua massacrando seus irmãos de sangue, matando as centenas e rindo por trás dos cortinados do palácio. Enquanto isso, diz a Folha:
           “Forças do regime de Bashar al Assad e os insurgentes se enfrentaram no começo da manhã em um bairro de Damasco, segundo a oposição, horas antes de o enviado especial da ONU e da Liga Árabe, Kofi Annan, viajar para a Síria”.
          “O opositor Observatório Sírio de Direitos Humanos informou que na capital e periferia aconteceram várias explosões, uma delas contra um veículo das forças da ordem que causou um número indeterminado de feridos”.
         Vai o Kofi Annan, mas ninguém confia mais em nada. Derrubaram uma porção de ditadores do Oriente Médio para o norte africano, mas a feliz ou infeliz crise do dinheiro não deixa mais boi solto se lamber. É assim que o planeta velho vai entrando cada vez mais na incerteza com a influência desse mundo à parte que é a Ásia Seca, Oriente Próximo ou Oriente Médio. O caso do Egito, ponto de equilíbrio na região, também pode ter saído de uma longa ditadura para um futuro votante, cujos candidatos são os mesmos. Mais interrogações que não podem ser respondidas de imediato. Vamos ficar agora com um olho nos juros dos bancos brasileiros e outro no “gansídeo” PESCOÇO DE ASSAD.














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quarta-feira, 23 de maio de 2012

OS TREMORES DE MINAS

OS TREMORES DE MINAS
Clerisvaldo B. Chagas, 24 de maio de 2012.
 A população urbana tem os benefícios da morada coletiva, porém, os problemas nas cidades grandes são inúmeros, pois as necessidades correm sempre à frente e os benefícios atrás. A compreensão humana ainda é pouca para a boa convivência dos mortais com a natureza. Além da ignorância que impedem melhor qualidade de vida, a ambição desmedida dos tubarões, cooperam para a degradação do meio, além das péssimas administrações públicas que se sucedem. Tantas coisas negativas acumuladas levam quase sempre à solidão e ao desespero dos que habitam na selva de concreto. É o lixo, quedas de barreiras, enchentes, atrasos de coletivos, greves, congestionamentos e tantas outras coisas que parecem eternamente sem soluções. A parte social tanto constrói como destrói partes da natureza que quase sempre reage de forma violenta como burro nervoso escoiceando pelo excesso de carga. As ações do homem, às vezes até com muito boa vontade, pode contribuir para situações futuras de desespero e dor.
           Quando a água da chuva penetra em certos tipos de solo, logo é filtrada, esbarrando no chamado “lençol freático” que não tem profundidade definida. Em alguns lugares essa água pode receber certos minerais e quando é descoberta pelo homem passa a ser chamada de “água mineral”. O homem aprendeu a retirar essa água do subsolo e vender aos habitantes como fonte de saúde. Se chover sempre, essas reservas permanecerão abastecidas. Acontece, porém, que o indivíduo impermeabiliza o solo através do asfalto. A quantidade de água retirada, milhões e milhões de litros, com fins comerciais, não é reposta mais pela filtragem de solo impermeável. Com o tempo, vão ficando espaços vazios onde havia água. O peso dos grandes edifícios e muitas outras coisas terminam pressionando as cavidades que ficaram vazias, provocando um acomodamento que pode ser intenso, abalando a superfície, causando danos de toda a natureza semelhante à terremoto. Foi o caso, tudo indica, dos abalos recentes de Minas Gerais. Esses fenômenos podem acontecer a qualquer momento onde a exploração da água mineral não possui critério, mas também pela exploração de outros tipos de minerais. A região de Maceió onde se exploram as fontes pode apresentar surpresas desagradáveis no futuro, à semelhança de Minas. O caso dos abalos de Caruaru via Rio Grande do Norte, é motivado por outro tipo de fenômeno. Fica para outra ocasião. Pelo exposto, pode ter sido esse ou não, o caso dos TREMORES DE MINAS.




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terça-feira, 22 de maio de 2012

ADIVINHE!


ADIVINHE!
Clerisvaldo B. Chagas, 23 de maio de 2012.

           A mídia costuma referir-se ao inverno nordestino como se fosse apenas um. Não é verdade. As estações das chuvas no Ceará, por exemplo, são diferentes das de Alagoas e Pernambuco. Como identificamos os períodos chuvosos como “inverno”, podemos dizer que vai iniciar o inverno no Ceará e não no Nordeste. Vai iniciar o inverno em Alagoas, Pernambuco e Sergipe (que é o mesmo inverno) não no Nordeste, e assim em diante. O período das trovoadas nesses três últimos estados, acontecem entre novembro e janeiro, formando até um dito popular que diz “trovoada de janeiro tarda mais não falta”. Bem que falta. Não tivemos trovoadas nos meses citados acima. Nesses mesmos estados, o período chuvoso acontece mais em maio, junho, julho (maior pluviosidade) e a primeira quinzena de agosto, quando o final do inverno traz bastante frio que prejudica a lavoura. E se não tivemos trovoadas para atravessar os meses secos até chegar o início de maio com as primeiras águas do inverno, pegamos essa doida seca que dizima os rebanhos. O problema já não é tanto a água da “terra”, porque agora o sertão velho cortado de estradas e asfaltos, permite ao governo enviar caminhões-pipas para todos os lugares.   Os sertanejos armazenam a água nas milhares de cisternas construídas nas comunidades pelo próprio governo. Então, o problema maior é a falta d’água que vem do céu. É a sua escassez que acaba com o pasto, matando os rebanhos de fome.
          Foi preciso passar o mês de maio todinho a seco, deixando fugir as esperanças do agropecuarista em Alagoas, Sergipe, Pernambuco e também na Bahia. Mas ontem, ontem à tarde, dia 22, chegaram às primeiras chuvas do inverno em Santana do Ipanema, Médio Sertão de Alagoas. As águas de cima vieram tímidas como se estivessem pedindo desculpas pelo atraso. Fininhas ainda, mas a tarde toda entrando pela noite. Logo se espalhou aquele friozinho tradicional da época, encurralando em casa pessoas e animais. Logo cedo da noite as ruas dos bairros ficaram desertas dando lugar à garoa e à frieza que chegava fuçando tudo. O vento brando soprava os galhos das árvores nas avenidas e um deserto de gente ligeirinho se formou. Os gatos acompanharam seus donos em procura de abrigos, deixando apenas sapos aventureiros investigando se era verdade a boa nova da chuvada.
          As chuvas irão prosseguir? Teremos um inverno, mesmo atrasado? Apesar de toda tecnologia especializada, não sabemos ainda. Vamos apelar para o dom natural de cada um. ADIVINHE!



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segunda-feira, 21 de maio de 2012

XÔ AZAR!


XÔ AZAR!
         Clerisvaldo B. Chagas, 22 de maio de 2012.

 Mais uma vez a natureza vai pregando peça no ser humano. O recente terremoto que abalou a Itália, se não foi dos maiores, mas também não foi tão mimoso assim, atingindo os seis pontos da escala Richter. Dizem que morreram sete pessoas e ficaram milhares desabrigados. A Itália, assim como outras regiões que sofrem periodicamente o fenômeno, não está preparada para tal. Aliás, ninguém está totalmente preparado contra as grandes fúrias naturais: terremotos, maremotos, furacões, tempestades de areia, secas, enchentes, nevascas... O medo está sempre em primeiro lugar, muitas vezes traumatizando as criaturas. Apesar de vulcões e terremotos serem coisas comuns na Itália, a multidão pareceu enlouquecida, mais uma vez, tentando escapar dos prédios em que estava abrigada na hora. Ninguém quer morrer soterrado e, a rua livre, ainda representa uma esperança, mesmo remota, debaixo do pânico. Foram apenas vinte segundos de tremor forte, mas vinte segundos para um terremoto significa uma eternidade diante do perigo. Região densamente povoada o nordeste italiano está situado em região não confiável, pois lá em baixo existe o limite entre duas placas tectônicas.
          As placas tectônicas vêm sendo estudadas desde 1912 pelo geógrafo alemão Alfred Wegener, estudos esses aperfeiçoados pelos geólogos americanos Harry Hess e Robert Dietz. Segundo esses grandes pesquisadores, nós vivemos em cima de blocos sólidos que parecem com peças de um quebra-cabeça. Essas peças de quebra-cabeça ou blocos são chamadas de “placas tectônicas”. Essas placas, seis grandes e outras pequenas, estão flutuando sobre uma lama muito quente. Os países estão assentados sobre essas placas. Acontece que o perigo é quando essas placas que estão sempre se balançando sobre a lama (magma), se afastam uma das outras, resvalam, batem entre si, provocando erupções vulcânicas, maremotos e terremotos. O perigo maior está sempre no país situado todo ou em parte entre uma placa e outra que é o lugar onde acontece a briga das placas. Uma região ou país situado em cima de um limite de duas placas sofre uma ameaça eterna. Graças a esses e outros cientistas maravilhosos, ficamos sabendo cada vez mais sobre os fenômenos da Natureza, porém, o duro mesmo é como se proteger dessas ameaças. 
          O Brasil não está situado no limite de nenhum desses blocos, está no centro. Mas às vezes o impacto acontecido em outro território, ainda penetra em solo brasileiro. Enquanto isso a Itália vai sendo atingida pelos terremotos imoral de Berlusconi, pelo terremoto da crise econômica e pelo terremoto das placas Tectônicas. XÔ AZAR!

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domingo, 20 de maio de 2012

TEATRO BRASILEIRO


TEATRO BRASILEIRO
Clerisvaldo B. Chagas, 21 de maio de 2012.

           Vendo a imponência do Teatro Deodoro, na praça central de Maceió, vamos lembrando os tempos da arte no século XIX. O teatro no Brasil, à semelhança da literatura, sempre contou com pouco público, sendo denominadas artes das elites. A grande maioria da população sempre pertenceu às classes populares, quando coisas como o teatro tornavam-se inalcançáveis. Nos tempos coloniais as artes cênicas iniciaram com apresentações dos jesuítas, com finalidades religiosas catequéticas. Além desses trabalhos jesuíticos, houve também representações teatrais em Minas, durante o chamado ciclo do ouro. Acompanhando o teatro do século XVIII, algumas cidades apresentavam óperas, aproveitando os edifícios para alguns espetáculos. A alavanca forte que movimentou o teatro no país, foi mesmo a vinda de D. João VI ao nosso território. Foi inaugurado no Rio de Janeiro, em 1813, o Real Teatro de São João, onde se apresentavam companhias estrangeiras de canto, balé e teatro. A partir de abril de 1827, a época ganhou também artista famoso como o ator João Caetano que se tornou destaque do teatro brasileiro durante o século XIX.
           Satirizando a sociedade do século XIX, surgiram autores como Luís Carlos Martins Pena que escrevia comédias para representações teatrais. Ficaram conhecidas algumas peças da sua autoria como Juiz de paz na roça, O caixeiro viajante, Quem casa quer casa, Irmãos das almas e outras que falavam da situação escravocrata e da oposição da cidade/campo. O teatro espalhava-se pelo Brasil, mas continuava sendo coisa de elite. Surgiu com motivos satíricos, seguindo Martins Pena, Joaquim José de França Júnior, tendo como alvo as peripécias do Império. Assim escreveu: Como se fazia um deputado, Caiu o ministério, Carnaval no Rio, e outras peças mais. Destacou-se ainda Artur de Azevedo com A Capital Federal, tornando-se assim o pai da comédia musicada brasileira.
          Mesmo, atualmente, onde se tem feito alguns esforços para levar espetáculos das pessoas cultas e ricas para a plebe, o teatro ainda não deixou de ser privilégio de poucos.  Os opulentos prédios dos antigos teatros precisam de manutenção constante. Reformas e restaurações dos velhos casarões deteriorados tornam-se verdadeiros feitos do século XXI. Vivem esses prédios entre a vida e a morte. Os espetáculos não se popularizam e os milhões para reparos são puxados pelas orelhas. Em muitos desses prédios antigos, apenas catengas espiam pelas rachaduras, balançando a cabeça em homenagem ao TEATRO BRASILEIRO.



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sexta-feira, 18 de maio de 2012

EMBOABAS E IDIOTAS


EMBOABAS E IDIOTAS
Clerisvaldo B. Chagas, 18 de maio de 2012.

 Quando vejo pessoas do Brasil discriminando brasileiros de outras regiões do nosso país, sinceramente meu compadre, deixando a educação de lado, dá vontade de entrar com a pessoa safada na madeira. Por uma parte, quem age contra os próprios compatriotas são, geralmente, filhos ou filhas de papais, verdadeiros inúteis, parasitas que não servem para nada diante da sociedade. Nem para traficantes, nem para ladrões prestam. Em casa, vivem da inutilidade, cheios de frustrações, apáticos da vida como os idiotas. Sem encontrar saída para o seu pedaço carente de psiquiatria, procura o desconto num computador à disposição da Internet para atacar suas minhocas. Bandos de idiotas outros, saem de cabeça pelada às ruas, desenhos bestas nos braços, atacando quem encontra pelo caminho. Pertencem ao mesmo zoo do primeiro. Quando vem uma ditadura militar, por exemplo, que o pau canta em cima desses bestas, os plantonistas correm logo à procura dos tais direitos humanos. Eles somente são perigosos porque podem contaminar outros idiotas e pessoas sadias inconformadas com seus problemas a resolver. É muito mais fácil colocar a culpa nos outros, uma vez que lhe falta capacidade para a vida. A lei deve ser rigorosa contra os xenófobos domésticos, dando exemplos vigorosos para que sirvam de lição a onda de zumbis.
          Isso aí em cima me faz lembrar a Guerra dos Emboabas, acontecida em Minas Gerais, 1908-09, entre bandeirantes paulistas e os de outras províncias do Brasil. Com a descoberta de ouro pelos bandeirantes paulistas, eles se julgavam com direito exclusivo sobre a exploração das minas, apelidando os que vinham de outras regiões e até mesmo do estrangeiro de emboabas. Emboaba em tupi significa “estrangeiro”. Houve vários combates entre paulistas e emboabas. O mais marcante de todos eles, porém, foi quando os “estrangeiros” chefiados por Manuel Nunes Viana, alcunhado “governador das minas”, cercaram os paulistas no lugar chamado “Capão da Traição”. Os trezentos paulistas entregaram as armas, sob promessa de que ninguém seria morto, mas todos foram massacrados após a entrega. Em 1709 o governo português interveio e, a fim de pacificar a região, separou a capitania de São Paulo e Minas Gerais da capitania do Rio de Janeiro. Pouco depois, os bandeirantes paulistas partiram em busca de ouro em Goiás e Mato Grosso, abandonando a região das Minas Gerais. Alguns deles, entretanto, retornaram a São Paulo, onde estabeleceram unidades de produção de gêneros de abastecimento para minas, integrando, dessa forma, a economia paulista à mineira. Belo exemplo, esse final.
          Portanto, o governo brasileiro tem que ter muito cuidado com os discriminadores que conduzem tochas incendiárias às mãos. Cadeia neles! Desculpem, apenas comparamos EMBOABAS E IDIOTAS.






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quinta-feira, 17 de maio de 2012

A FILOSOFIA CRISTÃ


FILOSOFIA CRISTÃ
Clerisvaldo B. Chagas, 17 de maio de 2012.

           Baseados em Marilena Chauí, vamos comparando o movimento cristão do passado e vendo as investidas da Igreja católica para não perder espaço. Achamos, porém, que o movimento católico em suas ramificações e apresentações na mídia, chegou com bastante atraso se compararmos a iniciativa de outras religiões que parecem investir pesado na mídia. Muitas iniciaram devagar através de um canal de televisão pela madrugada, e foram crescendo a ponto de encontrarmos esses movimentos dia completo e noite toda em diversos canais. O Cristianismo veio com suas raízes da religião judaica, sendo como todas as outras religiões, de cunho nacional ou de um povo particular. O que marcou a diferença para o Judaísmo e outras religiões antigas foi a ideia de Evangelização. Evangelização é espalhar a “boa nova” para o mundo inteiro a fim de converter os não cristãos e tornar-se uma religião universal.
          Para converter pessoas de outras religiões foi preciso fazer um estudo no seu modo de pensar. Muitas experiências foram feitas para que o Cristianismo pudesse ser o que é hoje. Muitas coisas foram dirigidas especialmente para os intelectuais gregos e romanos, pois esses haviam sido criados na tradição racionalista da Filosofia. Para isso foram importantes os desempenhos dos primeiros padres da Igreja, também chamados intelectuais cristãos como São Paulo, São João, Santo Ambrósio, Santo Eusébio, Santo Agostinho e outros mais. Foram eles que adaptaram as ideias filosóficas à religião cristã, fazendo surgir uma filosofia cristã.
          Pode-se dizer, porém, que o cristianismo não precisava de uma filosofia. O cristianismo era uma religião de salvação, tendo seu interesse maior na moral, na prática dos preceitos e virtudes deixadas por Jesus e não numa teoria sobre a realidade. Ainda nos valendo de Chauí, o cristianismo possuía uma ideia muito clara do que era o ser, pois Deus havia dito a Moisés: “Eu sou aquele que é, foi e será. Eu sou aquele que sou”. O interesse maior dessa nova religião estava na fé e não na razão teórica, na crença e não no conhecimento intelectual, na Revelação e não na reflexão. Finalmente, o desejo de converter chefes imperadores romanos e intelectuais gregos, acostumados à Filosofia, moveram os novos cristãos, sem dúvida alguma.
          Hoje caminhamos integrados nesse sentimento de busca e aperfeiçoamento moral e espiritual, pelo menos grande parcela da população do mundo, levando para outros também A FILOSOFIA CRISTÃ.

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terça-feira, 15 de maio de 2012

VAMOS QUEIMAR JESUS




Clerisvaldo B. Chagas, 16 de maio de 2012.

           Enquanto o Brasil vai dando muitas mordomias a bandidos, o cidadão trabalhador continua acuado ante a ineficiência dos três poderes. O grande filão da imprensa passou a ser casos de polícia e tragédias, antes reservados às ultimas páginas, específicas para quem gostava desses tipos de estampas. Atualmente a imprensa escrita adotou o sistema de putaria da Internet, levando para os lares à prostituição escancarada e crua. Cada dia mais pessoas procuram sair nas manchetes da baixaria, tentando a fama pelos caminhos mais tortuosos possíveis. A destruição dos lares não está cada vez mais ameaçada somente pela droga, mas também por essa forma de violência sem pudor que atinge a juventude quase sem alternativa, principalmente às crianças. Imprensa e site antes considerados sérios partem para a contribuição degradante que envergonha e desintegra. Mas retornando à bandidagem das armas, comunidades inteiras já não suportam mais a ousadia dos marginais em todos os lugares. Estamos chegando ao ponto crucial, em que o homem de bem, acossado por todos os lados, resolve formar seu próprio grupo de extermínio para limpar, pelo menos a área onde reside. Os linchamentos feitos pela população, no trânsito, na rua, nas cadeias, refletem bem o estado de ânimo que bate à porta do trabalhador. Ninguém aguenta mais a proliferação e impunidades de sequazes e o resultado poderá ser uma cruzada popular no país inteiro à caça de bandidos. É quando poderemos virar terra de ninguém.
          Na Bahia, mais de trezentas pessoas invadem a delegacia, quebram cadeados das grades através de picaretas, para arrastarem um criminoso ao meio da rua. Cabra novo, vinte e um anos, acusado pela morte de idoso de oitenta e dois. Ali, em plena via pública, o assassino não teve nenhuma chance quando a multidão resolveu tocar fogo no seu corpo. O povo de Tapiramutá fez justiça com as próprias mãos, mostrando que esse tipo de providência poderá ser seguido por outras cidades do país. Às benesses com os marginais, deixam uma forma perigosa de defesa para a multidão. Ou a Justiça endurece contra a bandidagem ou todos correremos o risco de uma reação popular violenta crescente. Os nervos das pessoas estão em frangalhos, principalmente nas grandes cidades onde ninguém escapa das investidas armadas. Para completar, lá na Bahia, o matador do idoso tinha o pomposo nome de Lucas Pio de Jesus. Vejam só! Lucas é fortuna, pio é pacato, piedoso e, Jesus, o amor em pessoa. Entretanto, a multidão nem quis saber, a origem do nome do inseto e, aos gritos clamava pela própria justiça: “VAMOS QUEIMAR JESUS!”.  





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ASSIM DESENCAMINHA A HUMANIDADE


ASSIM DESENCAMINHA A HUMANIDADE
Clerisvaldo B. Chagas, 15 de maio de 2012.

         Quando sentimos os primeiros sintomas de uma nova ordem mundial, berramos aqui. Acontece que os países adiantados possuem estudos profundos para o futuro através dos seus especialistas, sobre todas as áreas onde atuam o ser humano. Mesmo assim, não existe capacidade comportamental entre previsões e realidade. Os Estados Unidos, por exemplo, já previam a China como potência até o ano 2020, assim como o Brasil também chegaria lá. Mas com todas as tecnologias e inteligência não foram capazes de prever que esses acontecimentos chegariam de imediatos. Além disso, não foram capazes também de acertarem na bola de cristal que eles mesmos entrariam numa espécie de decadência financeira que chegou, continua e ninguém sabe ainda quando vai parar. O desemprego e a pobreza alastram-se pelo território do Tio Sam, baixando-lhe a soberba cerviz de derramador de sangue e de donos do mundo. De vez em quando repetimos, virando chavão, que todo império tem começo, meio e fim. É somente passar a vista na história universal para relacionar o desfile dos que galgaram os píncaros e mergulharam ao fundo.
           A velha Europa vai se debatendo entre o fogo e o espeto, deixando os banheiros de luxo e procurando as carrapateiras. Prevíamos sim a mudança radical na ordem, mas não a crise financeira, porque em se tratando de dinheiro, existe um disfarce muito grande que se inicia em qualquer família. Enquanto a quebradeira corrói por dentro, as aparências continuam, despistando os faros caninos da sociedade. Todos se perguntam no momento para onde vai a Grécia, a Espanha, a França, a Itália, a Inglaterra e mesmo a sólida Alemanha, enfim, a Europa capitalista e aliada quase incondicional dos Estados Unidos. Mas com essa convulsão social muito perigosa que imita os duros tempos da I e II Grandes Guerras, ninguém é capaz de responder ainda essa indagação. Sabemos apenas que a fervura exagerada pode explodir a panela. A sombra do passado vai rondando o continente europeu com uma boca grande e voraz. No momento, a salvação mesmo contra o caos, ainda são os BRICs, mas também perguntamos até quando os emergentes poderão soprar nessa fervura.
          Com as agitações radicais no Oriente Médio e os vacilos de alguns países da América do Sul, cujos dirigentes ganham para cabos de vassoura, entre falácias e caudilhismos, orações apressadas sobem aos céus. Sempre restam esperanças para os viventes, mas no momento, ASSIM DESECAMINHA A HUMANIDADE.


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segunda-feira, 14 de maio de 2012

A FOME, A SEDE E OS MANDACARUS


A FOME, A SEDE E OS MANDACARUS
Clerisvaldo B. Chagas, 14 de maio de 2012.

             Vamos retornando aos tempos de seca de D. Pedro II, das décadas de 1920-1930, do ano de 1970. Ninguém sabe quando será solucionada a questão da água e da comida no semiárido nordestino que permita o enfrentamento da seca com dignidade. Devido ao conforto citadino alcançado, a população urbana muitas vezes nem sabe o que está se passando no campo. Mas quem se afasta da cidade que tem água na torneira, salário à vontade, víveres à venda em todos os recantos, pode contemplar o sofrimento e o desespero de quem planta e cria. Quanto mais nos afastamos para o Alto Sertão, mais negra é a cara do drama que parece não ter fim. O Sol queima a terra e os vegetais brilhando num azul bonito e devastador. O solo vira um campo imenso de poeira sem grama que assusta a qualquer leigo em trânsito. Em inúmeros lugares o gado não tem abrigo, contra o Sol abrasador onde árvores peladas, cinzentas, agonizantes, viram garranchos. O boi emagrece, a vaca não dá mais leite e a maioria das reses trambeca de fome. Quem tem algum recurso manda buscar na Zona da Mata, o bagaço de cana (cujo preço se tornou proibitivo) numa tentativa quase inútil de salvar da fome o esquelético rebanho. Quem não tem como adquirir o bagaço, vai vertendo lágrima e registrando a tristeza, a impotência, a vergonha, de ser mais um filho enjeitado do Brasil.
           É verdade que muito já foi feito pelo Nordeste que conseguiu crescer em ritmo chinês, mas os caldeirões de gemidos em relação às longas estiagens não saíram do fogo e fervem no desumano. Cisternas, açudes, poços artesianos, barreiros fazem parte de medidas que auxiliam o sertanejo sedento, mas é preciso por em práticas soluções sérias, criativas eficientes e modernas que garantam o alimento para o povo e para o gado. Sabemos que em alguns países, o período sem pasto no campo durante três meses, nem boi nem gente morrem de fome e nem de sede. Por que não copiar as medidas de bons resultados? Enquanto isso vamos lendo um novo livro vivo dos Fabianos, das Baleias do romance de Graciliano ou das secas dos romances de Clerisvaldo. E como se diz por aqui, é de cortar coração, o drama do ausente inverno. Enquanto continuar morrendo pessoas e animais nesse Nordeste, não se pode dizer com certeza que o país está devidamente integrado. As mães da seca sabem como ninguém sobre a amargura desse último dia13. É resistir, mesmo entre A FOME, A SEDE E OS MANDACARUS.



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sexta-feira, 11 de maio de 2012

O FUTEBOL E A VIDA


O FUTEBOL E A VIDA
Clerisvaldo B. Chagas, 11 de maio de 2012.



Vascaíno de infância e sem fanatismo, vou me divertindo com os jogos da Libertadores. Todos os times do país têm a minha torcida quando jogam com um clube de fora do Brasil, inclusive o Flamengo, que procedo como se fosse com o Vasco. Muitos times brasileiros me são simpáticos desde a juventude como é o caso do Botafogo, Fluminense, Santos e outros mais modestos. Mas como gostaria de ter assistido o velho Santos de Pelé, ontem à noite. Não somente por causa do placar elástico, imposto pelo time do “peixe”, mas para encher os olhos com as jogadas de Neymar e pela arrogância do técnico adversário. Jogar na altitude, para quem não é do lugar, é como se fosse uma aberração para qualquer time do mundo, entretanto, acho correto o direito de jogos oficiais nessas regiões, pois é o mesmo direito que possuem os que moram em altitude baixas e negativas. Quando o Santos foi jogar em La Paz, uma das capitais mais altas do planeta, recebeu o desprezo e a inveja do técnico daquela agremiação adversária que dizia até que nem conhecia Neymar, na forma sarcástica de dizer.
            Interessante como certas pessoas dizem coisas que não deveriam ser ditas, principalmente no lugar errado, na hora enviesada. Esperasse o jogo da segunda partida e uma vitória em cima do Santos, aí sim, o filósofo da Bolívia até poderia ter escondido os sentimentos retrógrados e bestas traduzidos em palavras. Além do técnico, a pancadaria dos Andes que se viu em campo contra os jogadores brasileiros, mostram o não crescimento mental esportivo daquela região. Eles esqueceram completamente que a segunda partida seria no Brasil e poderiam sofrer represália. Nada disso adiantou, porém, a não ser jogar objetos em nossos jogadores, numa atitude arcaica, desrespeitosa e violenta. O técnico brasileiro, após o jogo, estava indignado assim como os nossos jogadores santistas que perderam a partida. Mas como foi dito, essa não era a despedida que poderia ter ficado por isso mesmo. O ditado que fala sobre o riso por último acompanhou o Santos, bem como o que diz sobre um dia atrás do outro e uma noite no meio, nada melhor.
          O presente dado pelo Santos ao técnico da Bolívia e aos seus seguidores, foi impressionante com seus 8 x 0 com direito a espetáculo Ganso/Neymar. Talvez agora o técnico boliviano fique conhecendo quem é Neymar, apare a língua e peça perdão a Deus... Ou ao diabo, por ter falado demais. Duas coisas caminham em paralelo: O FUTEBOL E A VIDA.











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quinta-feira, 10 de maio de 2012

OS DOZE MAIS DE LAMPIÃO


OS DOZE MAIS DE LAMPIÃO
Clerisvaldo B. Chagas, 10 de maio de 2010.

Corisco, tendo nascido em Alagoas, município serrano e fronteiriço de Água Branca com Pernambuco, gostava de frequentar o estado, após entrar no bando de Lampião. É certo que os primeiros passos profissionais de Virgolino foram nas Alagoas, também naquela área sertaneja. Mas nos tempos das grandes perseguições a partir de 1934, as andanças do chefão pelo nosso território, parecia ser obra do conhecimento de Corisco. Vimos com clareza que de 1935 em diante, o subgrupo de Corisco gostava da permanência das serras de Água Branca e Mata Grande, enquanto o subgrupo de Moreno que ascendeu à chefia após a morte de Virgínio (vulgo Moderno), dava preferência ao raso de caatinga que se espraia aos pés das montanhas acima. A volante do perverso tenente Porfírio, sediada em Santana do Ipanema, foi uma das, senão a principal, que espancou os catingueiros, fazendo com que Alagoas produzisse mais cangaceiros a partir daquelas sevícias. Assim é que entraram no bando de Lampião, principalmente pelo subgrupo de Virgínio e depois pelo de Moreno, pessoas novatas que engrossaram o bando. Do Alto Sertão de Alagoas  saíram para o cangaço os irmãos Cícero Garricha (Catingueira II) e João Garrincha, tios de Caixa de Fósforos. Sebastiana acompanhou o viúvo Moita Braba, Quitéria acompanhou Pedra Roxa. Eleonora acompanhou Serra Branca. Moça acompanhou Cirilo de Ingrácia. Marina acompanhou João Vital e, Zé Veio (Pontaria) também ingressou nas hostes do cangaço.
No geral, temos o “concurso” de títulos do cangaço lampionesco, baseado em inúmeras pesquisas:

Cangaceiro mais bonito: Juriti;
Cangaceiro mais másculo: Luiz Pedro;
Cangaceiro mais valente: Meia-noite (alagoano do Olho d’Água do Casado);
Cangaceiro mais medroso: Mané Moreno (não confundir com Moreno);
Cangaceiro mais rico: Luiz Pedro (novamente);
Cangaceiro mais vaidoso: Canário (tinha I e II);
Cangaceiro cantor voz mais bonita: Gitirana;
Cangaceiro mais estrategista: Lampião;
Cangaceiros mais perversos: Corisco, Gato e Zé Baiano;
Cangaceiro mais mulherengo: Balão;
Cangaceiras mais bonitas: Cila e Durvalina;
Cangaceira mais mal feita: (ficamos devendo).

Quem sabe, poderemos voltar depois com detalhes de OS DEZ MAIS DE LAMPIÃO.







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terça-feira, 8 de maio de 2012

ONDE ELES ESTÃO

ONDE ELES ESTÃO
Clerisvaldo B. Chagas, 9 de maio de 2012

                        Muito interessante e encantadora a reportagem que eu havia assistido na televisão, sobre a resistência de alguns profissionais do passado no Juazeiro do Norte. O tema focava mais o fotógrafo de praça que era chamado também de retratista ou lambe-lambe. Mas ainda foi abordado o xilógrafo, desenhista em madeira, tipo carimbo, para ilustrar capas de folhetos de cordel e mesmo páginas de livros famosos. Curioso o dia a dia desses profissionais que teimam na sobrevivência familiar montados no antigo. Algumas cidades do Nordeste parecem oferecer refúgio para essa resistência romântica, não encontrado esse abrigo no quase total de todas elas. Agora foi a vez de outro  canal de televisão apresentar uma curta, mas eficiente reportagem sobre outros profissionais que resistem ao tempo: o alfaiate e o técnico consertador de máquinas mecânicas como as de escrever e as de fazer contas. Chega a ser comovente a dedicação amorosa por essas profissões. Recife, Caruaru, Juazeiro do Norte vão preservando esses profissionais que possuem tantas histórias acumuladas.
                      E em nossa região, vamos também acusando outros artistas raros ou mesmo extintos que foram indispensáveis nos povoados, vilas e cidades do nosso admirado interior. A mulher que fazia bonecas de pano; a flandreleira que produzia candeeiros; o fladreleiro que mexia com bicas ou calhas de zinco para ajudar o escoamento da água nos telhados; o consertador de sombrinhas e guarda-chuvas; o amolador de facas e tesouras; o consertador de fogão e panelas; o vasculhador de casa e um profissional muito valorizado em início de inverno que era o retelhador. Pelo menos o amolador de facas foi imortalizado por Jackson do Pandeiro:

"La vém, lá vem, o amolador,
Lá vem, lá vem, o amolador...

O aço na roda apitou
E o menino gritou: é o amolador!...

Lá vem, lá vem.. (refrão)

Com seu carrinho de mão
passa o dia todo, pra ganhar o pão

Lá vem... (refrão)

Amola tesoura de mão
faca de cozinha, serrote de pão..."

                  Todas as reportagens acima foram bem dirigidas, impressionando pela nostalgia embutida na própria arte dos autores. Parabéns! é bom saber ONDE ELES ESTÃO.






































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segunda-feira, 7 de maio de 2012

CORISCO, O FILHO E PIRANHAS


CORISCO, O FILHO E PIRANHAS
Clerisvaldo B. Chagas, 8 de maio de 2012.
(2ª Parte)

           Estrada boa, agradável e bem sinalizada, deixava o passeio mais seguro. Logo chegamos ao entroncamento de Olho d’Água do Casado, mas não entramos na cidade. Deixamos à direita, que leva a Delmiro Gouveia, entramos à esquerda em busca de Piranhas. Vi de longe o bairro Xingó, passamos pelo novo bairro de Piranhas, localizado na chã, bonito e cheio de belos prédios e, descemos a escarpa do desfiladeiro avistando a cidade encantada se banhando no azul paradisíaco do Velho Chico.  O nosso anfitrião Inácio Loiola, foi indicando para visitas a casa da cultura e o museu do lugar. De palestra em palestra, de informações a informações, íamos apontando os lugares que faziam parte da história da cidade e dos episódios cangaceiros. Piranhas estava cada vez mais ornada e atraía turistas de vários municípios, como outrora atraiu, cativou e amarrou o célebre Altemar Dutra em suas ruas enluaradas.  Em breve o trenzinho estará matando saudades dos tempos áureos de Piranhas, levando e trazendo turistas numa extensão de 12 quilômetros, margeando o filé da Natureza.
          Por fim, foi marcada uma segunda viagem entre Silvio Bulhões e Inácio Loiola, para a cidade de Gararu (Sergipe), onde está localizado importante documento que interessa a Bulhões. Dando a boa nova sobre a recuperação do escritor do cangaço, Alcino, Inácio convida o Silvio para a terceira viagem a serra da Jurema, município de Água Branca (Al) local de nascimento de Corisco. Negócio fechado. Foi, então, que fomos conduzidos para um restaurante no cimo do despenhadeiro, onde a famigerada peixada se fez presente. Dali do alto é que o indivíduo tem melhor ideia do que seja o paraíso.
          A comitiva era composta pela estrela Silvio Bulhões, sua esposa dona Lourdes e familiares: Sérgia, Cristino, Karine e Zé Luiz; diretora de Cultura de Santana do Ipanema, Vera Malta; pesquisador e professor Marcello Fausto; escritor Clerisvaldo B. Chagas; deputado e pesquisador Inácio Loiola e seus três amigos também da região. Voltando satisfeito Silvio Bulhões, a comitiva vai pensando nos banhos de Gararu.
          Para completar, recebo foto e notícias de Alcino, através de E-mail do escritor Archimedes Marques. Deus levante aquele exímio escritor do cangaço. Quanto ao convite sobre o lançamento do livro “Lampião o Mata Sete”, em breve confirmarei ou não, Archimedes, a minha presença em sua honrosa festa sergipana.









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CORISCO, O FILHO E NÓS


CORISCO, O FILHO E NÓS
Clerisvaldo B. Chagas, 7 de  maio de 2012.
(1ª parte)

 No sábado passado fomos visitar o nosso amigo Silvio Bulhões, o filho de Corisco e um dos apresentadores do nosso livro “Lampião em Alagoas”. Foi aquele papo gostoso que o Silvio sempre nos proporciona. Conversar com o ex-professor de Matemática, ex-funcionário do antigo DNER e economista Silvio Bulhões, é privilégio de poucos. O homem viera de Maceió para conhecer o lugar onde havia nascido em época chuvosa e de tiroteio entre o bando de Corisco e a polícia. Convidado que fui pelo professor Marcello Fausto e confirmado por Silvio, seguimos com os familiares de Bulhões ao lugar do seu nascimento, no dia seguinte. Ontem saímos em caravana até o povoado Piau, onde o deputado Inácio Loiola nos aguardava. Grande pesquisador do cangaço e conhecedor profundo da história do baixo São Francisco seria Inácio quem nos conduziria ao destino procurado pelo Silvio. Fiquei logo impressionado com o povoado Piau, distrito de Piranhas, pelo seu extraordinário crescimento que parece uma cidade, limpa e bonita. Como fazia anos que não viajava para a região fui ficando deslumbrado com a beleza dos lugares, que se implantam num belo raso de caatinga onde estão, além do Piau, os povoados Candunda e Caboclo, tudo palco de andanças e aventuras de Lampião e sua gente.
          Logo a caravana ganhou mais adeptos e seguimos rumo à “fazenda Beleza”, guiados por Inácio Loiola. Situada num alto com visão panorâmica, a fazenda Beleza está situada em um tipo de terreno semelhante a outros lugares de proximidades do rio São Francisco como Petrolina e Delmiro Gouveia, por exemplo. Vegetação com amplo domínio de catingueiras pequenas em terreno tipo piçarra, semeado de pedregulhos. Foi ali na fazenda Beleza onde Dadá deu à luz ao filho Silvio Bulhões. A fazenda na época pertencia ao senhor João Machado e está situada no município de Pão de Açúcar. A casa do proprietário João Machado não mais existia, mas conservava uma antiga tamarineira e várias árvores frondosas, onde o bando se arranchava e passava semanas descansando, dançando e fazendo farras. A fazenda Beleza fora dividida e os novos donos se emocionaram com a presença do filho de Corisco. Infelizmente o Sol estava muito alto para seguirmos a pé até o lugar exato onde Silvio nascera, apontado pelo senhor Benedito, o novo dono, como a “Pia de Corisco”.
          Pia é um lugar onde um lageiro acumula água da chuva ou água de minação no terreno vizinho. Aqui na minha região de Santana do Ipanema, ninguém chama pia, mas sim caldeirão, pedra d’água, caldeirão de pedra. Após muita conversa entre Silvio e o casal proprietário da fazenda Beleza, permeada de histórias de Corisco, Lampião e volantes, despedimo-nos e descemos rumo a Piranhas. Ali perto ficava a célebre “fazenda Emendadas”, ponto de encontro entre Lampião e o tenente Bezerra, mas não houve tempo de visitá-la.
·         Obs. Amanhã continuaremos esse trabalho, Aguarde.

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sexta-feira, 4 de maio de 2012

BANHO NA CACHOEIRA


BANHO NA CACHOEIRA
Clerisvaldo B. Chagas, 4 de maio de 2012.

Nunca um acidente geográfico foi tão citado na televisão brasileira. Em todos os dias e em todas as horas está presente o nome de queda d’água que ninguém já não suporta mais. E quando a televisão pega no osso com vontade faz como cachorro do mato que não larga a presa por hipótese alguma. Navegamos por rios e mares, escalamos montanhas, subimos serra, descemos morros, vadeamos os rios até com certa tranquilidade, num lazer sadio e aventureiro que vai se distanciando do aperreio moderno. Com equipamento ou não, conduzido às costas, procuramos na paisagem geográfica criar alma nova nessa vida tão bela, mas que às vezes se torna enfadonha. A Natureza, sem nenhuma dúvida, gosta muito de repor a energia de quem à busca. A dificuldade é encontrada apenas quando alguém se depara com uma bruta cachoeira que encanta a princípio e afoga depois. É incrível como esse substantivo feminino está fazendo tanto sucesso no meio da política do país. Banhar-se na cascata parece deixar muita gente em estado de êxtase quando cédulas de reais descem sem sabão nem detergente.
          Carlinhos Cachoeira (reparem só: Carlinhos, menino levado!) foi preso pela Polícia Federal durante a Operação Monte Carlo, operação essa que desarticou a organização que explorava máquinas caça-níquel no estado de Goiás por dezessete anos.  Carlos Augusto de Almeida Ramos é o conhecido Carlinhos Cachoeira “papai” de políticos do alto escalão. Escutas telefônicas acabaram levantando um lençol que escondia a cama da safadeza, isto é, da corrupção sutil que se deitava no leito de Brasília. Demóstenes Torres, tão combatente com faca amolada de dois gumes para esfolar a pele alheia, escorregou feio nas pedras lisas e lodosas da corredeira de Goiás. O tal efeito dominó das descobertas, vai dinamizando o jogo do empurra e mostrando personagens que surgem na janela paisagística do melaço. E ainda existe certo Dadá, braço do homem que não lembra o Dadá Maravilha de jeito nenhum, mas deve recordar grosseiramente o ditador africano de apelido semelhante.
          Nos tempos em que a seca da Bahia vai matando os animais e desmoralizando os homens, no Centro-Oeste do Brasil um aguaceiro se avulta. Nesse momento, então, ninguém sabe o que é pior, se a seca baiana ou se o amparo da toalha que não enxuga o BANHO NA CACHOEIRA.









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