segunda-feira, 29 de novembro de 2010

CAVEIRINHA E CAVEIRÕES

CAVEIRINHA E CAVEIRÕES
(Clerisvaldo B. Chagas, 30 de novembro de 2010)
     Dos colegas que estudaram comigo no curso do Antigo Admissão, lembro de poucos. Naquela época, ao terminar a quarta série, o aluno passava alguns meses fazendo o Admissão ao Ginásio e fazia uma prova depois para saber se ganharia uma vaga na quinta série. Geralmente o estado bancava até a quarta nos grupos escolares e, a rede cenecista atuava da quinta à oitava. A ponte era justamente o curso de Admissão oferecido em escolinhas particulares ou administrado pela própria rede cenecista que chegou antes do estado com o Curso Ginasial (quinta à oitava). Estudei esse Admissão em três lugares em Santana do Ipanema, Alagoas. Na escolinha particular de Helena Oliveira, no início da calçada alta da Ponte Padre Bulhões, depois à Rua Martins Vieira, na mesma escola, após a mudança de residência da professora. E, por fim, no prédio Batista Accioly, chamado Bacurau, onde por algum tempo, o funcionário público Agilson ministrava aulas particulares visando às provas de acesso à quinta. Lembro colegas como Serra Negra, Neubes, José Vieira, Arquimedes, Demóstenes, Édson, vulgo Caveirão e Antonio (galego Bigula) na escolinha de dona Helena Oliveira. Falar sobre cada um daria boas histórias. Entretanto, não queremos fugir ao assunto.
     Édson era filho do pacato marceneiro Lourival que trabalhava à Rua Sinhá Queirós, por trás da Usina de Beneficiamento de Algodão do industrial Domício Silva. Era comprido, magro, mais velho do que os meninos da escolinha e fraquíssimo nos estudos. Não deixava de ser, todavia, um bom sujeito. Quando não sabíamos as lições, os colegas iam embora às onze e meia e nós outros ficávamos estudando de castigo até muito além do meio-dia. Ao chegar do trabalho, o marido da professora, Celestino Chagas, pegava o saxofone e tocava acompanhado da letra composta por ele que zombava do aluno Édson. Referia-se ao apelido e a fome da hora:

"Caveirão eu quero ver
        Os grilos cantando dentro...”

      Já na década de mais ou menos setenta, apareceu um delegado de polícia na cidade, cujo apelido era Caveirinha. Falavam que os marginais tinham um receio danado das investidas do delegado Caveirinha.
     Surge agora no Rio de Janeiro, o veículo policial também chamado caveirão. Dizem que o caveirão também deu muitos sustos em bandidos, mas depois que os marginais passaram a utilizar armas de guerra, o medo do bicho foi diminuindo. E como muita gente gosta de cognomes relativos a esqueletos, é preciso inventar outro caveirão mais moderno que aguente balas de fuzis e receba nome pomposo e assustador de restos mortais. Quer dizer, se a tomada dos morros cariocas não der em nada. Sem querer ferir o mérito da invasão do Rio, prefiro a melodia sutil e zombeteira do sax do senhor Celestino Chagas:

“Caveirão eu quero ver
         Os grilos cantando “dentro...”

     Ah! CAVEIRINHA E CAVEIRÕES!
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domingo, 28 de novembro de 2010

LIBERDADE

LIBERDADE
(Clerisvaldo B. Chagas, 30 de novembro de 2010)
Agradecemos aos que acessaram o nosso blog nos Estados Unidos, Geórgia, Reino Unido, Rússia, Colômbia e França
     Três assuntos tomaram conta da mídia na semana que passou. A invasão dos morros cariocas, pela polícia e outras forças; a luta do vice-presidente José Alencar contra o câncer e, as manobras militares nas barbas da China. Na Ásia, a Coreia do Sul já levou dois socos grandes, mas a poderosa mão chinesa vai afagando a cabeça da sua protegida Coreia do Norte. Os Estados Unidos, por sua vez, aliados da Coreia do Sul e do Japão, no primeiro momento trataram de mostrar os dentes no mar Amarelo. Desacreditado por seus fiascos no Afeganistão e a guerra desastrada no Iraque, o americano encontra agora uma oportunidade de ouro para recuperar o prestígio bélico. Tudo indica que no momento Obama vai fazer ouvidos moucos à ponderação da China que não consegue segurar seu Pit Bull. Não seria bom para os Estados Unidos ficarem somente na ameaça enquanto os amigos continuam apanhando. Essa é a vez e a hora da nação do norte recuperar o crédito às costas de Pyongyang. É lamentável para o mundo porque o conflito pode se alastrar e com bomba atômica não se brinca. O Papa vai apelando para a redução do arsenal atômico, mas nesse momento crucial na península coreana, não é à hora adequada para se falar nesse assunto. De qualquer maneira, ou agora ou amanhã ou depois, a Coreia do Norte será invadida. Sem dúvida nenhuma os interessados ricos bancarão a conta de uma ação conjunta quer queira quer não queira Pequim. Ninguém quer viver a vida inteira ameaçado. E mesmo pagando alto preço, não existe outra saída se não partir feroz contra a fonte ameaçadora. Esta semana poderá ser decisiva na Ásia diante do mundo todo interessado nos desdobramentos. É aguardar. Fazer o quê?
     Enquanto as coisas vão acontecendo por aí, José Alencar continua sua briga pela vida, esbanjando fé inabalável que supera a do médio Chico Xavier. O vice-presidente mostra como inúmeros dos nossos problemas são pequenos quando olhamos para o dele. Estamos acostumados a reclamar de tudo, até de uma topada boba no meio da rua. E se reclamamos porque não temos sapatos, ali está uma pessoa sem os pés. A figura de Alencar cresce tanto que chega a dividir o foco com o tema tão pesado que domina o Rio.
     E no estado carioca, o bem vence o mal numa ação enérgica que há muito já devia ter acontecido. Muitas histórias vão surgir ainda sobre a semana em que o Rio de Janeiro foi liberto. Mas essa vitória não ficará apenas nos morros da Penha. Foi lançado ali o símbolo da união contra o crime organizado no país inteiro. Cabe aos governadores dessa nova gestão, a mesma coragem para combater o mal em seus respectivos territórios e erradicarem de uma vez essa praga que vem roendo a nossa sociedade. Ninguém agora pode dizer que o exemplo não foi dado. E a outra ofensiva, o leitor já sabe onde deve ser e contra quem. É o grito de limpeza alertando o povo, bem lembrado no bilhete que a senhora entregou à repórter, numa caixa de fósforo. E que voe com franqueza sobre as nossas cabeças, as asas da LIBERDADE.


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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

COPINHO

COPINHO
(Clerisvaldo B. Chagas, 27 de novembro de 2010
     No antigo Ginásio Santana, estabelecimento da rede Cenecista em Alagoas, havia um professor de Matemática chamado Genival. Para a minha idade de estudante da 5ª Série, nunca procurei saber a que família pertencia o professor. Genival era alcoólatra e quase sempre aparecia “queimado” para ministrar as suas aulas. Magro, calmo, caladão, Genival era muito querido tanto pelos ginasianos quanto pela sociedade, da qual recebera o apelido de Genival Copinho. Os responsáveis pela escola faziam vista grossa às condições etílicas do professor que, às vezes, chegava a estado lamentável. Também era difícil encontrar mestres da área de cálculos. Íamos convivendo com Genival Copinho que muito contribuiu com essa atividade em Santana do Ipanema. Os colegas ficavam pasmos diante de momentos em que o professor deixava cair o giz várias vezes durante as suas explanações. Mesmo assim, nunca houve falta de respeito mútuo. Os comentários pós aulas eram positivos: quanto mais “chumbado”, melhor eram as explicações de Genival. Na verdade, tratava-se de exagero na afirmação. E por falar em Genival, ele aparece em desfile do Ginásio, numa foto de importante livro há muito publicado sobre Santana.
     O que nos faz lembrar o professor Genival, é o compromisso que o homem deve ter com a profissão que abraça. Ou bom ou “queimado”, sempre estava ali o mestre para exercer a função de educador. É triste vermos ainda hoje, professores concursados e contratados sem compromisso algum diante dos seus alunos. Alimentam-se da verba pública do final de mês e desafia o sistema, não honrando o compromisso empenhado de quando assinou os papéis. Adultos e adolescentes já sem estímulos chegam às escolas e não encontram os mestres no prédio. Segunda, o professor avisa que não vai e, no resto da semana, nem sequer satisfação! Os pais de bons alunos chegam desesperados em procura da direção, reclamando do descaso, mas tudo continua no mesmo. É evidente que não estamos falando de justa causa da ausência. Estamos falando é da falta de vergonha mesmo. São pessoas que se recebessem um salário de rei continuariam burlando as autoridades. Esses tipos de passeadores deveriam ser denunciados pelas suas respectivas coordenarias e banidos do sistema educacional. A marginalidade inicia por aí. É por isso que a educação brasileira vai se arrastando a duras penas com os zombadores sem respeito a si próprios, sem dignidade nenhuma, que não orgulha nem aos seus familiares, nem a comunidade em que vivem. Demolidores dos sonhos da juventude e aparadores de salários. O pouco que se ganha jamais será motivo de desonrar o sacerdócio do Saber. Não compreendemos como aquele que não cumpre a sua parte consegue dormir à noite sem pesadelos. O mal profissional é uma praga que prolifera, graças à proteção de quem deveria denunciá-lo. Quanta falta faz a abnegação de muitos na figura singular do professor Genival COPINHO.




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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

TOLERÂNCIA ZERO

TOLERÂNCIA ZERO
(Clerisvaldo B. Chagas, 26 de novembro de 2010)
     O povo brasileiro abriu a boca, estarrecido com o estado de guerra no Rio de Janeiro. De primeira, quem ligava nas cenas de ataques e incêndios a ônibus, pensava que as ações estavam acontecendo no Iraque. Mas, que Iraque que nada! Era mesmo na velha “cidade maravilhosa” dos antigos combates de Estácio de Sá. A falta de atitudes de muitas décadas atrás, já cozinhava o caldeirão. Diversos estudiosos alertavam para um futuro incontrolável, caso as medidas contra o crime no Rio continuassem fracas, pífias, mornas como “gogó” de criança. Como falam que “antes tarde do que nunca”, mesmo diante das cenas vistas, chega um alívio a população que andava ultimamente na última barra do estresse. Há vinte anos, o povo carioca já estava saturado da violência do Rio, onde obrigatoriamente o cidadão saía de casa, amedrontado. Separava o dinheiro em duas partes, a do coletivo e a do assalto da esquina. Mais difícil ficava a situação quando o trabalhador, o estudante, as donas de casa enfrentavam a extorsão em série. Dizer que já havia sido assaltado há pouco, não convencia ao novo bandido que reagia quase sempre com violência. O sistema da marginalidade foi crescendo como bolo fermentado. Bicheiros, traficantes, drogados, faziam da antiga capital do Brasil um território de heroísmo negativo que somente interessava a eles mesmos. A dinheirama de tantas atividades ilegais molhava as mãos de muitos corruptos defensores da lei, como as chuvas mais finas de inverno. O carioca, alegre, extrovertido, vivedor, não merece esse praga infernal que vem castigando a cidade de São Sebastião.
     Demorou décadas para acontecer essa tão necessária mega investida que movimentou 35 policiais com nove blindados e quatro caveirões, além dos apoios de viaturas e de helicópteros. Não é brincadeira um saldo de dez ônibus incendiados em um só dia e mais de cem que procuram recolhimento. Nem sabemos por que as forças armadas não perderam a paciência antes com tantos achincalhes do mal. E essa história de direitos humanos para os marginais que praticam as barbáries, parece coisa de santidade sem resultados. Ao homem de bem, o desprezo, o susto, às humilhações. Ao bandido, própolis e assopro. O Brasil inteiro aguardava, até envergonhado, essa operação que parecia mofina, escondida nos quartéis. Após esses tão esperados feitos, vai haver muito orgulho e aplausos pelo Brasil afora. Se isso tivesse acontecido em todos os estados da Federação e constantemente, o jacaré não teria se criado. Esse episódio vai ganhar nome e, a Vila Cruzeiro vai sair do anonimato para a história do povo carioca. É de se perguntar como nos tempos do cangaceirismo. O que o governo quer fazer que não o faz? Ou mandamos os candidatos ao céu condecorar bandidos ou usamos a TOLERÂNCIA ZERO.



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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

CABEÇAS DE CAMARÃO

CABEÇAS DE CAMARÃO
(Clerisvaldo B. Chagas, 25 de novembro de 2010)

     Assim não, comadre. Enquanto o mundo quase todo está voltado para essa tal crise econômica, entra em cena mais uma vez um dos fura-penicos da Terra. A Ásia sempre foi um continente muito sofrido pela ação do homem e os caprichos da natureza. As tragédias costumam acontecer em escala proporcional ao número de habitantes por metro quadrado na região das monções. Um bom pedaço do maior continente está assentado no “círculo do fogo”, assim chamado pela grande quantidade de vulcões ao longo das bordas das placas tectônicas. As fúrias naturais chegam através de fenômenos apelidados “efeitos dominós”. É aquele velho ditado do nosso sertão que diz que “desgraça nunca vem sozinha”. Quando não é a seca que ameaça as plantações de arroz pela falta das monções, é o terremoto costumeiro que mata também com maremoto e tsunami. As condições geográficas vão agindo sobre os asiáticos lembrando histórias de madrastas sem coração. Os primeiros países mais habitados do planeta estão justamente ali naquela área onde à beleza natural juntam-se as forças de destruição. Mas por que o homem não bota a cabeça no lugar e fica lutando somente contra essas tragédias? Pois, além do que foi dito, muitas guerras aconteceram por ali, na China, no Vietnã, no Camboja, nas Coreias e em vários outros países. Os japoneses que receberam as duas bombas atômicas sobre suas cabeças não querem esquecer o risco de nova guerra.
     As ações insanas da Coreia do Norte, que mata o seu povo pela fome e pela alma, continuam através do “anjinho” Kim Jong-il, espírito de porco, a meter medo ao mundo. Ainda vive o dirigente com sua turma os anos da guerra fria e, como o Japão de antes da guerra, não tem coragem de dá um passeio por aí para conhecer a realidade. O baixinho não fala em outra coisa a não ser em conflito armado. O ataque ao navio da Coreia do Sul e agora o bombardeio a ilha ao país irmão, deixa Pyongyang como capital perturbadora do mundo. O perigo de um conflito direto é que dificilmente ficaria somente entre as duas nações. Os aliados correm a socorrer a um e a outro e todos estarão no mesmo balaio.
     Bem falou um cientista americano que deveria haver passagem única para o planeta Marte. Mas o pior de tudo não é emigrar para a esfera vermelha. É que se o negócio lá estivesse bom, Terra pegando fogo e de repente chegasse Fidel, Armadinejad, Chávez e Kim Jong-il, como ficaria? Os apaixonados por essas tristes figuras tem soluções para tudo. Mas por mais sonhos bons que tenhamos, libertar-se completamente das agruras, somente no fim, segundo o Cristo, assim mesmo se der sorte. E dona China que ajudou a criar o filho do dinossauro, segure na corrente. Não é o seu tamanho todo que irá isentá-la de “traques” dos vizinhos. Lamentavelmente o mar amarelo não está para peixe, mas sim para os CABEÇAS DE CAMARÃO.


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terça-feira, 23 de novembro de 2010

TÉO ATACA

TÉO ATACA
(Clerisvaldo B. Chagas, 24 de novembro de 2010)

     Vamos acompanhando a novela, devagar como quem acompanha enterro. Coruripe vai ficando sob tensão com o vaivém de notícias sobre o estaleiro EISA. Lugar de belas praias e de pesca intensa, o litoral do município é rico atrativo para turistas de todos os lugares. Encontramos um bom número de pessoas nesse balneário aos domingos e feriados. Foram atraídas do Agreste e Sertão de Alagoas. O farol, os corais que resguardam dos perigos, o horizonte das praias a se perder de vista, os cartões postais do sol da tarde espelhando nas águas e fazendo silhuetas em dezenas de barcos de pesca, deixam os visitantes estonteados diante de tanta beleza. E ainda vem de quebra a gastronomia dos seus restaurantes típicos, o artesanato de bairros planos, calmos, de gente simples. Passeios e compras pelo centro da cidade que sempre oferece o básico e mais outros longos passeios às praias paraísos de Miaí de Baixo e Miaí de Cima.
     A notícia de que seria construído naquele lugar um respeitável estaleiro, pareceu de primeira, ser uma mentira bem contada, uma vez que estamos acostumados a perder obras gigantescas que geram milhares de emprego, renda e fama permanente. Alagoas, filha dos coronéis e do atraso mental que dificultam o desenvolvimento físico, tem mesmo razão em duvidar das coisas boas conseguidas por outros estados da União. Portanto, a palavra do governador ao anunciar o empreendimento, teve conotação política e irreal. E deixando de lado erros e acertos do atual governador, temos que reconhecer essa parte de sua luta para trazer verdadeiramente o estaleiro para a nossa terra. Ainda não saímos totalmente da fase cujo ditado popular é chove não molha. Mas com o aval do presidente Lula, foi reforçada a esperança em que teremos uma obra de porte invejável nos domínios caetés. Falta a palavra oficial do IBAMA que já garantiu liberar a área de mangue pretendida, com compensações para o meio. Fabricar navios de grande porte e sondas para a PETROBRÁS significa o início de outras coisas magníficas para o primo pobre do Brasil. A autoestima agora pode alcançar níveis elevados a partir desses nove a dez mil empregos diretos e rastros de fama correndo pelos mares. Oxalá tenha chegado ao fim à sucessão de perdas industriais que nos roubou o título de “Filé do Nordeste”, para “terra do desprezo”.
     E como não podemos trazer para o Sertão um estaleiro como o EISA, fiquemos atentos a outras possibilidades, como faculdade de medicina em Santana do Ipanema, Centro de Pesquisas, polo industrial do agronegócio e muitas outras alavancas para a felicidade do sertanejo. Por outro lado, não se pode ignorar o esforço do governador com seus contatos para a realização de Coruripe. Querendo argumentar somente o caso do estaleiro. E nesse caso, mesmo tinindo e endurecendo propositadamente o título da crônica, TÉO ATACA.


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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

DECISÕES INHAS

DECISÕES INHAS
(Clerisvaldo B. Chagas, 23 de novembro de 2010)
     Conta uma anedota que em determinada farmácia havia um funcionário gago e fanho. Como balconista até que o gago estava se saindo bem. Atendia e despachava com presteza até o dia em que apareceu um rapaz semelhante. Sob a observação do dono do estabelecimento, o cliente indagou ao balconista: “Hem inha?” O funcionário ─ irmão das mesmas deficiências ─ respondeu de imediato: “hem não”. O freguês saiu, deixando o dono da farmácia bastante curioso. Tanto é que o homem dirigiu-se ao seu empregado perguntando o que o rapaz de fora queria. O balconista disse, então, que ele procurava “inha”. Como o patrão não entendeu, o fanho tentou explicar o tempo todo o que era “inha”, mas não conseguiu. O dono do estabelecimento pensou que nesse caso somente um fanho poderia traduzir a fala do primeiro. Mandou que viesse um galego também gago e fanho que trabalhava na feira vendendo laranjas. O galego, um meninão, foi encarregado de perguntar ao balconista o que o cliente procurava. Após a conversa, o dono da farmácia indagou ao galego o que o cliente queria. Ele respondeu: “hiria inha. O inhor hão sabe o ê é inha hão?” Deu às costas irritado e foi vender as suas laranjas.
     Infelizmente vamos tacando na tecla roxa de levar pancada. O trânsito de Santana sempre foi levado em banho-maria. Muitos que deveriam estar à frente da luta pela melhora, preferem calar por conveniência. Não querem se indispor com “A”, “B” ou “C”. E assim vão engolindo com farinha suas responsabilidades, esperando que terceiros tomem sozinhos às dores que a eles pertencem. A urbe vai formando uma sociedade que só se preocupa com seus próprios segmentos trabalhistas. Deixe o caos tomar conta de tudo. “Isso é com o juiz, com o comandante do batalhão, com o delegado, com o promotor, com o prefeito ou com a Câmara de Vereadores”. E assim aguardam por vozes esporádicas e solitárias que não encontram eco. Não existe uma resistência compacta contra as mazelas simples e graves que pululam numa cidade polo, quase sempre entregue ao oscilante humor do Executivo.
     Se uma sociedade não luta pelo seu desenvolvimento geral, ela própria afunda no marasmo, na conivência, na tremura do desinteresse. Como o indiferente pode reivindicar emolumentos? Quando uma voz isolada se alevanta, logo o som é abafado pelos garranchos tampões dos abnegados gansos do poder. Nessa babel tresloucada em que se transformou o trânsito de Santana e muitíssimas outras coisas, também alguns renomados escritores, jornalistas e radialistas da terra preferem passar manteiga no pão. Quanto mais escolado é o homem, maior responsabilidade e berros pelos malfeitos da sua terra. Será que alguém vai colocar ordem na casa? Por enquanto, ninguém se entende com ninguém. Estamos atravessando um período fraquíssimo e de DECISÕES INHAS.


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domingo, 21 de novembro de 2010

INÍCIO DE SEMANA

INÍCIO DE SEMANA
(Clerisvaldo B. Chagas, 22 de novembro de 2010)
     
 Entre as várias resoluções dos homens, encontramos alguns tipos em relação à serventia. Existe o que não gosta de servir; o que serve somente quando solicitado e o que serve em todos os lugares e ocasiões sem pedidos de ajuda. Levando esse geral para o campo mais próximo, conhecemos em nossa sociedade tipos que davam esporros em quem pedia; outros que ajudavam com sermões à frente; outros ainda que serviam sempre que solicitados e ainda os que tomavam a iniciativa do socorro sem nenhum pedido. Escapa desse enquadramento, um tipo de hábitos estranhos. Rico, prestador de serviço, fazendeiro e político, ficava com o produto da mendicância de quem fosse lhe solicitar auxílio. Fatos tristemente presenciados por vaqueiros e familiares da fazenda.
     Existem os ricos que adquiriram seus bens através de certas facilidades como loterias, prêmios, sorteios, heranças, divisões em família ou diversas outras formas. São riquezas que fazem parte do patrimônio de maneiras honestas sem nenhuma contestação. Mas o amor exacerbado ao que possuem, faz esquecer que tudo que veio às mãos, foi obra de Deus. Os frutos dessa dádiva são para beneficiar também os necessitados. Geralmente nada, absolutamente nada sai daquelas mãos fechadas, do cofre inexpugnável. Afora aos seus mais próximos, nem mesmo o que chamamos café pequeno.
     Por outro lado, temos os que adquiriram patrimônios até semelhantes, não com aquelas facilidades, mas à custa do trabalho, do suor e de muitos sacrifícios. Assim deixaram a situação de penúria até a coroação da batalha do ter. Entretanto, esses também ─ assim como os primeiros ─ não gostam de servir. Alegam que tudo custou caro, noites de sono, dias de fadiga e privações. Encaramujados nas íntimas amarguras, cada pedido de socorro é um mergulho no antigo sacrifício para expulsarem um não. Preferem mandar que a vítima das atuais circunstâncias, faça o mesmo que eles fizeram e encerram aí a rapidíssima entrevista. Para eles, nada do que possuem tem excessos que possam ser retirados.
     Para Deus, o segundo tipo de cidadão ainda é pior do que o primeiro. É que esse viveu a miséria de perto e a conhece muito bem. Portanto, sua responsabilidade é muito maior do que os que nem fazem cálculo do infortúnio. O orgulho, a ambição, o medo de perda, fazem ambas as classes esquecerem que todo bem adquirido foi obra do Alto. Pensam eles que os filhos irão amá-los mais porque estão ofertando o conforto. Suas ações estão no tripé acima, porque é mais fácil amar os bens de que amar a quem os abasteceu. E o Soberano passa a ser um inimigo que pode arrebatar tudo a qualquer momento. É essa maneira egoística de encarar o Pai que lembra cenas de livros sagrados. Sem almejar ser padre e nem pastor, qualquer pessoa pode refletir bem, nem que seja em INÍCIO DE SEMANA.

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sexta-feira, 19 de novembro de 2010

O EXEMPLO

O EXEMPLO
(Clerisvaldo B. Chagas, 19 de novembro de 2010)

Com o novo sistema de Ensino em que o compêndio apresenta História Geral e do Brasil, é coisa a ser pensada. Sim, é preciso situar os fatos históricos brasileiros no tempo e no espaço da história universal. Acontece que muitos episódios da nossa história terminam ficando fora dos livros escolares, jogados ao limbo vultos importantes que honraram com bravura o povo brasileiro. Lapidando aqui, puxando no miolo, o solapar constante vai transformando a História do Brasil em resumo de conteúdo e amontoados supérfluos. Isso não teve início agora, começou com as manias da ditadura militar que também empurrou nas escolas OSPB e Moral e Cívica. Assim a juventude raramente ouve falar sobre Rondon, Anita Garibaldi, Barão do Rio Branco, Plácido de Castro, Piragibe, Henrique Dias, Frei Caneca, Maria Quitéria, Tibiriçá e mesmo Zumbi dos Palmares. Falamos dos compêndios de História Geral e do Brasil, mas outras matérias como Geografia sofrem do mesmo problema. Muito papel, tolices, péssimas impressões e cores esquisitas que dificultam a leitura. Já expomos por aqui essa coisa toda.
Como amanhã é Dia da Consciência Negra, o tema parece repetitivo. Apesar do esforço de alguns que abraçaram a causa, parece não ter evoluído muita coisa na serra da Barriga. Palácio dos Palmares, Aeroporto Zumbi dos Palmares, dizem muito do negro que lutava pela sua gente. Mas a estrutura física do local de homenagens parece o que a gíria chama de “parado demais”. O nome Zumbi tem símbolo caro! Envolvem pretos e brancos do Brasil e sentimentos libertários em outras nações com o denodo do comandante e os objetivos da sua luta. Se ontem Zumbi combatia nas serras, nos tabuleiros, nos canaviais, esse legado não pode morrer com desertores. Zumbi não brigava só. Incentivava a todos que sofriam com as humilhações a libertarem os que ainda se achavam sob a tirania. Foi assim que os  guerreiros da serra da Barriga foram invencíveis até a chegada dos canhões arrasadores de Domingos Jorge Velho.
O Dia da Consciência Negra deve ser um ponto importantíssimo de reflexão. A violência contra os pretos do passado vive hoje de terno e gravata saqueando os cofres públicos pelo Brasil afora. Cabe perfeitamente uma cruzada popular, intensiva, incessante e sem quartel contra a corrupção que doi ao povo brasileiro muito mais do que as drogas das ruas. Estamos carentes de Zumbis da serra para transformar a todos em guerreiros contra os escravocratas dos poderes públicos. Morre o homem, mas continuam seus ideais. Já foi mostrado O EXEMPLO.

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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

A FAMÍLIA DO G

A FAMÍLIA DO G
(Clerisvaldo B. Chagas, 18 de novembro de 2010)

Com muita antecedência falávamos em nossos trabalhos sobre o G-7 e o G-8. Batíamos no assunto de que não havia mais como esse clube restrito comandar o mundo. Arrastando mais de dois terços da economia mundial e mesmo assim, naturalmente, não era direito que o restante do mundo fosse ignorado, quando mais de duzentos países fazem parte do planeta. Na última reunião desses poderosos, dizíamos que ela não daria em nada, porque o mundo já não se ajoelhava diante deles. Mesmo assim, ainda afirmava, que esses tais procuravam frequentar os bailes com as mesmas roupas desgastadas, cujos brilhos não mais deslumbravam a eles mesmos. Falávamos que, sem vaidade ou com orgulho de ricos falidos, o G-7 não aguentaria muito e abriria mais aos emergentes. Não deu outra. O G-7 agora é apenas uma lembrança dos bons e velhos tempos para a síntese rica. Ai dessa crise econômica que tomou conta das nações se não fossem os países emergentes.
Essa reunião do G-20 em Seul, se não serviu de imediato para alguma coisa prática, pelo menos prestou para a consolidação do novo grupo ampliado e com mais representatividade. Como ignorar China, Índia, Brasil, África do Sul, México e vários outros países que pisam forte na balança do comércio? Como disse o presidente Lula, nesse crepúsculo de governo, a reunião de Seul foi proveitosa porque houve a conscientização de não ser dita a frase “cada um por si”. E arrebata o presidente dizendo que se todos só quisessem vender, quem iria comprar? Foi daí, dessa cúpula dilatada que apareceu a única saída possível para a crise que ainda arrocha a goela dos desenvolvidos. Barack Obama, mesmo, encontrou uma maneira de economizar, anunciando a retirada de tropas do Afeganistão. (Guerra inglória nunca vencida pela Rússia e nem pelos Estados Unidos. Quem pode acabar com os escorpiões do deserto?)
Dilma já estreou de carona no grupo do G-20. Sábia decisão em aceitar o convite da cúpula. Sem a responsabilidade de presidente oficial, Dilma teve a oportunidade de ouro de tudo observar sem abrir a boca para comprometimentos. Volta o Lula aliviado com, segundo ele, o êxito do G-20. Retorna a presidenta eleita, feliz com a oportunidade e o pré-batismo de fogo. Esse recente grupo – já estamos prevendo novamente – não durará o mesmo tempo fechado como o G-7. Logo, logo, arejado com novas mentalidades, temos certeza de outra ampliação. Dessa vez com países não propriamente chamados de emergentes, mas também de grande influência regional. Afinal, todos querem respirar e nadam em direção à superfície. Muita coisa ainda vai acontecer antes do equilíbrio geral. Notemos a situação da Irlanda. Ninguém esqueceu a crise na Grécia. Como diria um velho amigo nosso, o mundo vai se desdobrar igualmente à cobra salamanta. Nada melhor de que aguardar o futuro. E se alguém estiver observando primos, parentes e amigos, é só dá uma espiadinha também na FAMÍLIA DO “G”.

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segunda-feira, 15 de novembro de 2010

CONTINUA A VERGONHA


CONTINUA A VERGONHA
(Clerisvaldo B. Chagas, 16 de novembro de 2010)

Vamos viajando através desse estado geograficamente belo e socialmente injusto. Chamam atenção as nossas crianças lutando pela sobrevivência nos lixões de beira de estrada e nos depósitos costumeiros das cidades. Muitas são tão pequenas que nem podem acompanhar os irmãos maiores. São colocadas sobre a podridão disputada também por adultos e urubus sob as vistas dos que se dizem cristãos e representantes do povo. Os compromissos assumidos pelos candidatos, desde o simples presidente de comunidade aos mais altos figurões da esfera, perdem-se na primeira esquina da verdade. Enquanto a verba solta corre pelos túneis dos bolsos reforçados, a nossa juventude menor vai-se perdendo, desaparecendo, sumindo no caldo negro da escória que impedem o desabrochar. Ninguém parece sentir o drama de uma das piores formas de crueldade que é o abandono de inocentes. Vários segmentos sociais e religiosos preocupam-se em encher as igrejas de quem possa cooperar com o papel e fazer atas inverídicas de sucessos. Muitas organizações gritam, vociferam, berram o nome de Jesus com tantas vibrações que se arriscam em demolições de tetos. Fingem-se milagres e mais milagres em nome do Salvador onde as tolas vítimas vendem tudo o que tem para alimentar a largura desse novo filão. Mas as criancinhas continuam na infância miserável dessa convivência injusta, quando os sabidos constantemente fazem as trocas de nome, que na prática trocam Jesus pelo diabo. Estes pertencem à mesma casta de enganações dos políticos insensíveis de corações gelados e mentes deturpadas pelo tinhoso e pelo próprio sangue de barata. Quando não deixam que matem nos lixões das estradas, das periferias, das capitais, dão às costas a realidade dos estupros, dos assassinatos, da prostituição e das drogas. E aqueles  que deveriam lutar pela incessante proteção ao seu povo, luta apenas pelo bem-estar dos seus rebentos.
Quando as máquinas sequiosas dos estrangeiros registram as mazelas brasileiras, é uma revolta geral. Mas o que fazer se não somos um país isolado e queremos uma posição cada vez melhor diante das outras nações? São muitos os municípios que não tomam providência com o lixo derramado às margens das rodovias, três a quatro quilômetros da sede. Além de causarem uma péssima impressão à cidade, os montes degradam o meio ambiente e colaboram com as doenças. Mas eles, eles... Bem, você sabe quem são eles, passam com os carrões fechados, vidro fumê e nariz torcido. Criança não discursa, criança não contesta, criança não faz greve. Criança apenas olhar feliz, pela metade do brinquedo encontrado.
Muito adiantada estaria à situação do lixo se fosse somente de localização. Mas quando essa coisa carrega junto às inocentes criaturinhas, grave crime de cumplicidade pesa sobre a sociedade organizada. E o pior é um cruzar de braços, resposta costumeira para os que desejam gozar o Natal sem nenhum incômodo. Nos interiores e nas capitais A VERGONHA CONTINUA.

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DEODORO

DEODORO
(Clerisvaldo B. Chagas, 15 de novembro de 2010)

Manoel Deodoro da Fonseca nasceu na cidade velha de Alagoas (hoje Marechal Deodoro) a 5 de agosto de 1827. Ingressou no Exército em 1845. Participou de vários embates e foi promovido ao posto de marechal-de-campo. Na guerra do Paraguai assombrou a todos pela bravura. Era considerado líder da sua classe, onde desfrutava de extraordinário prestígio.
Muitos setores da sociedade estavam contra a monarquia. O governo, vendo-se isolado, tentou fazer uma reforma através da Câmara de Deputados. Não houve tempo porque o Marechal Deodoro da Fonseca, no dia 15 de novembro de 1889, assumiu o comando das tropas revoltadas e ocupou o quartel-general no Rio de Janeiro.  Foi durante a noite desse mesmo dia que foi constituído o Governo Provisório da República dos Estados Unidos do Brasil. Nessa ocasião, o Imperador D. Pedro II estava em Petrópolis, recebendo um respeitoso documento pedindo que ele se retirasse do país com sua família. Com esse início de governo provisório, algumas providências foram tomadas como: Federalismo – as províncias foram transformadas em estados autônimos e também foi criado o Distrito Federal. Separação da Igreja do Estado – o estado deixou de controlar a Igreja Católica. Foram criados o registro de casamento civil e o casamento civil. O catolicismo deixou de ser a religião oficial do Estado. Três Poderes – os poderes executivo, Legislativo e Judiciário dariam sustentação à República que deveriam atuar independentes e harmônicos.  Naturalização – quem fosse estrangeiro e quisesse poderia se naturalizar oficialmente brasileiro. Bandeira – Foi criada uma nova bandeira com o lema “Ordem e Progresso”, baseado no positivismo do filósofo francês Comte. Constituinte – foi convocada uma Assembleia Constituinte para elaborar a primeira constituição da República.
No Governo Provisório surgiram  vários problemas. Um deles foi chamado “Encilhamento”, executado pelo ministro da fazenda Rui Barbosa. Foi um fracasso que gerou um caos econômico e demissão do ministro.  A primeira constituição foi promulgada em 1891, adotando o presidencialismo e o direito ao voto para os 21 anos, exceto para mulheres, mendigos, soldados, religiosos. A Assembleia Constituinte virou Congresso, cabendo-lhe eleger presidente e vice-presidente. Deodoro venceu as eleições, pressionando. Depois, sem maioria para governar, invadiu e fechou o Congresso. Houve greve dos trabalhadores da Estrada de Ferro Central do Brasil. O almirante Custódio José de Melo ameaçou bombardear o Rio de Janeiro, passando esse episódio a se chamar na história, “Primeira Revolta da Armada”. Com tantas confusões e ameaças de uma guerra civil, Deodoro resolveu renunciar no dia 23 de novembro de 1891. Quem assumiu foi o vice-presidente eleito pela chapa opositora, Floriano Peixoto, também alagoano e marechal. Floriano foi chamado depois “Marechal de Ferro” e seu governo aconteceu no período 1891-1994. Em resumo, foi essa a saga de DEODORO.

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sexta-feira, 12 de novembro de 2010

BESTAS E CAVALOS


BESTAS E CAVALOS
(Clerisvaldo B. Chagas, 12 de novembro de 2010)

Os ônibus sempre foram os mandatários desde os tempos em que recebiam apelidos de “sopas” ou “jardineiras”. Bagageiro no teto da carroceria, esse meio de transporte começava a humanizar o ramo, antes ocupado por veículos de carga tal o caminhão. Fazendo parte de carregamentos de sal, cocos, açúcar, feijão, couros e muitos outros tipos de mercadorias, o passageiro “mais ou menos” se acomodava a boleia. Os mais fracos sociáveis se sentavam sobre os objetos grosseiros da carroceria, enfrentando sol, chuva, vento e poeira nas estradas cheias de catabis. Considerava-se ainda um favor quase impagável ao motorista desse rude meio de transporte que muito colaborou com o progresso do Brasil. O ônibus apareceu, evoluiu nas aparências e engrenagens, mas as mentes de muitos empresários não passaram e nem passam dos roncos dos antigos caminhões. Não foi somente por essa causa egoísta a Tio Patinhas, porém, essa foi uma das razões do enchimento do denominado Transporte Alternativo no mercado. Primeiro a Kombi, agora, com as Vans ou Bestas, estas continuam dando lições as grandes empresas de viação. Referimo-nos as péssimas empresas que não dividem lucro com resolução de problemas de transportes. A parte da resolução é trocada somente pela ganância dos lucros fazendo com que os serviços sejam de qualidade inferior.  No lugar onde cabem três carros, colocam um, gerando superlotação com total desconforto ao usuário. E esses, da mentalidade mesquinha, ainda brigam contra o Transporte Alternativo.
Esse novo sistema usado pelos taxistas na capital em que sai colhendo vários passageiros ao mesmo tempo é outra desgraça que surgiu, graças ao mesmo motivo acima. Taxistas caras de pau, mal-humorados, mal-educados e quase malucos, concorrem com as empresas de ônibus. A mentalidade tacanha não permite o desenvolvimento eficiente do transporte coletivo. Enquanto isso, novas modalidades de negócios vão surgindo, formando interesses escusos que alimentam uma rede corrupta que envolve particular e servidores com a famigerada “bola”. A propina diária e constante parece sem solução no País. Entra na parte cultural e tudo fica fazendo parte da rotina.
Quem quiser colocar transporte alternativo, além de receber pressão das empresas de ônibus e das autoridades, para se alimentar, vai ter que alimentar também a rede de propina que antes era dita “debaixo do pano”, mas que agora o pano acha-se rasgado. Sendo, então, os maus serviços prestados por companhias parte importante das causas dos transportes pequenos, é de se fazer comparativo entre animais de verdade e os pensamentos desnaturados do lucro fácil. De qualquer maneira, o “salve-se quem puder” no turbilhão de transporte na capital e interior tem muito a ver nos sentidos de BESTAS E CAVALOS.

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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

AS FERAS DO VÔLEI

AS FERAS DO VÔLEI
(Clerisvaldo B. Chagas, 11 de novembro de 2010)
Você, dos escritores da Ribeira do Panema, é o mais prolífero e o mais eclético, pois debaixo de sua pena já passaram centenas de assuntos e, em muitos casos, alguns assuntos foram abordados sob mais de um ângulo. E olhe que não conheço todas as suas páginas.
Um tríplice abraço. (Antonio Sobrinho)
     Valeu à pena comer pipoca varando as madrugadas com olhos grudados no vôlei feminino brasileiro. Tantas outras notícias tomaram conta dos jornais, que as causas de vitórias do Brasil, ocuparam um espaço mínimo nas manchetes impressas e mesmo no mundo virtual. Diante de tantos fatos negativos, o esporte, como a natação, o vôlei e mesmo o time de Falcão, tem alegrado o íntimo dos que procuram notícias amenas e alegres. Que satisfação maior em vê o Brasil mandando fazer fila com as nossas adversárias? O duelo com a ilha cubana foi um verdadeiro colírio que se traduz como um clássico no futebol Brasil e Argentina. A rivalidade que se tornou tradição fez virar um clássico também nos embates Brasil x Cuba, principalmente pelas provocações das cubanas. Quando o Brasil resolveu de fato investir no esporte, já havia no mundo nações que sempre assim fizeram e eram destaques como Alemanha, Cuba, China, Estados Unidos e alguns países do leste europeu. Agora que o nosso país vem ocupando todos os espaços possíveis, é lógico que incomoda as potências mais sólidas como Cuba, que vai perdendo sua hegemonia na América Latina. Por isso foi um gosto gostoso ter eliminado a ilha em uma dessas compridas madrugadas. Inacreditável ─, mas apenas como expressão ─ foi ver as meninas enfrentando as parrudas alemãs, metidas às donas da bola. O poderio dos Estados Unidos também caiu ao chão na madrugada de terça para quarta, surpreendendo a quem não acreditava em mais uma vitória brasileira.
     Os erros do Brasil nessa última partida não foi o suficiente para um triunfo americano. E constantemente a calma externa do técnico José Roberto Guimarães, revestida de uma dureza disfarçada, mostrou ser uma arma poderosa no ânimo das meninas do Brasil. Certo que levamos um susto danado ao perdermos o segundo set, mas a equipe americana não é uma equipe qualquer. O Brasil fazia o que sabe fazer em todos os esportes, atacar e atacar. Louve-se a boa defesa dos Estados Unidos que tentavam a todo custo desconcentrar a equipe de Guimarães. Mas a mão na cabeça e os cochichos explicativos de José Roberto corrigiam as posturas, entrando no cérebro acanhado de quem era advertida. E foi assim que o Brasil conseguiu ferrar o outrora temível adversário, em 3 x 1.
     Vamos deixando Nagoya com a deliciosa sensação do dever cumprido. E se a Rússia ganhou do Japão, também poderemos fazê-lo. Agora é a marcha rumo a Tóquio para uma partida difícil e sensacional em uma terra apaixonada por esse esporte coletivo. Pelo desempenho apresentado até o momento, a esperança existe em trazer o caneco do mundial para o Brasil. Não importa se nunca conseguimos esse título, mas vai sempre existir a primeira vez, por que não? Na hora certa José Roberto estudará a fundo as táticas usadas pelas japonesas. Vamos apostar então na garra que tem caracterizado a sequência de jogos invictos, confiar na equipe que não é fácil enfrentar as brasileiras, AS FERAS DO VÔLEI.


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terça-feira, 9 de novembro de 2010

SANTA HELENA

SANTA HELENA
(Clerisvaldo B. Chagas, 10 de novembro de 2010)
CRÔNICA Nº 400

     Ao completar quatrocentas crônicas publicadas na Internet, por coincidência, descobri a figura de Santa Helena, doada a minha mãe Helena Braga das Chagas, pela sua amiga e colega professora Durvalina. Nada mais especial para comemorar o número e homenagear Helena Braga.
     Santa Helena foi importante personagem da História. Nasceu em Bitínia e foi a primeira esposa do imperador Constâncio Cloro. Talvez a situemos melhor ao dizer que ela foi mãe do famoso imperador Constantino I. Constantino foi extremamente importante para o catolicismo após a sua conversão, fazendo com que a religião oficial do Império Romano, em 324, fosse o cristianismo. Fez também, nessa época, com que a cruz se tornasse o símbolo da Cristandade.
     Antes do casamento com o imperador Constâncio, Helena trabalhou em taverna e a ele deu um filho a que chamou de Constantino. Quando Constantino I assumiu o trono da Bretanha, 35 anos depois, ela seguiu seus passos, sendo mãe e filho ainda pagãos. Houve guerra civil pelo trono. Foi nessas disputas que Constantino viu o sinal de uma cruz luminosa no céu e a inscrição “com este sinal vencerás”. Constantino mandou pintar o sinal na bandeira e venceu a batalha. Converteu-se ao cristianismo e suspendeu todas as perseguições aos cristãos, através do conhecido “decreto de Milão’ (313). Foram destruídos inúmeros templos pagãos dedicados a vários deuses romanos. Helena passou a ter uma vida laboriosa trabalhando pelo lado cristão. O filho a admirava e a tinha sempre ao seu lado, deu-lhe o título honorífico de Augusta e mandou até cunhar medalha com sua efígie. Helena mandou destruir muitos templos pagãos e erguer várias igrejas em Roma e em todo o império. Viveu ao lado do filho em Treves, Roma e em Bizâncio, conduzindo o filho para venerar os lugares santos. Tudo isso fez com que o Imperador Constantino declarasse o Cristianismo como a única religião oficial do Império Romano (324). Flávia Júlia Helena foi suspeita na morte da nora, chamada Fausta, em 325, por isso deixou Roma e foi peregrinar à Terra Santa. Quando Helena chegou a Jerusalém, em 326, contava quase com oitenta anos de idade. Fundou várias igrejas onde diziam das passagens de Jesus, em Belém e Jerusalém. Destacaram-se as igreja da Natividade, do Santo Sepulcro e a basílica da Ascensão de Jesus, no Monte das Oliveiras. Na Palestina, Helena vivia em um mosteiro, inclusive mandou construir outros para monges e freiras. Foi ela quem descobriu a gruta onde Jesus foi sepultado e peças da crucificação. Enviou para o seu filho pedaços da verdadeira cruz e cravos, como amuleto para protegê-lo. Constantino usou os cravos para fazer um elmo (capacete) e em estátua erigida a si mesmo, colocando fragmentos da cruz do Cristo. Fragmentos outros, também foram enviados para várias igrejas de Roma. Quando Helena retornou a Roma (326), foi morar nos aposentos da basílica da Santa Cruz e ali morreu dois anos depois com a idade de oitenta anos.Constantino mandou que a sepultassem em um mausoléu ao lado da basílica de São Pedro e São Marcelino. Santificada, Helena tornou-se uma santa muito venerada no Ocidente. As comemorações a sua pessoa ocorrem em 18 de agosto.



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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

A HORA DA SERPENTE

A HORA DA SERPENTE
(Clerisvaldo B. Chagas, 9 de novembro de 2010)
     Com o saco da crise às costas, lá vai o presidente Barack Obama numa peregrinação humilhante pela Ásia. Todas as previsões de oito ou dez anos atrás que apontavam a China como potência lá para 2020, foram, realisticamente, reduzidas para o hoje. Repetimos em sala de aula e em nossos escritos, que todo império tem início, meio e fim. Aconteceu com todos os da História Antiga, Média, Moderna e Contemporânea. Agora parece ser a vez da Águia que se surpreende mais cedo com a escalada do dragão. Enquanto um país ergue-se, outro imerge. A China, arrebatando do Japão o título de segunda economia mundial, inicia a rodada pelo primeiro lugar. Nem sequer está suada no combate. O receio dos Estados Unidos em perder a liderança mundial da economia para Pequim (questão de tempo) incomoda bastante aos ianques. Além da subida desse foguete chinês, a crise americana fez Barack sair nessa apelativa feiúra.
     A Índia no instante foi procurada para resolver a questão da América, ocasião em que Obama virou mascate. O acordo com Nova Déli, na base de dez bilhões de dólares, permite exportar produtos para a Índia, ampliando o número de empregos na América. Mas Barack teve que prometer o que antes não admitia. Prometeu apoiar a Índia na busca por uma vaga no Conselho de Segurança da ONU. (Lembra políticos alagoanos na disputa pelo Tribunal de Contas). Para compensar o medo da emergência chinesa, chamou a Índia de “potência” e, logicamente, quer a sua amizade como contrapeso contra a China. É preciso também notar que o Paquistão é adversário da Índia. Não vê com satisfação a promessa de Obama ao inimigo. E olhe que o Paquistão é parceiro de Barack na luta contra o Afeganistão. Para não haver ciumada e nem novos barulhos entre Paquistão e Índia, Obama, matreiramente, vai pedindo que os dois se entendam, para não atrapalhar os negócios americanos. E se não houver esse entendimento, o apoio a Índia pela vaga no Conselho, não sairá barato na Ásia. Ainda tem a China que não aceita a Índia no Conselho. É complicado o jogo internacional de interesses entre as nações. É também de se perguntar: E o Brasil como é que fica? A situação do Brasil vai depender das decisões que irar tomar no encontro do G-20 (teste de fogo) e os interesses de Obama pelo Brasil, como teve com a Índia. Afinal, Dilma ainda é uma incógnita dentro do seu próprio estilo. E para quem está atento, ainda tem de quebra o problema da compra de caças. O governo brasileiro, em optando pelos aviões franceses, rejeita os caças americanos. Mas se os ianques não fornecem tecnologia, dificilmente o Brasil não negociará com a França que oferece tudo.
     A rejeição brasileira aos aviões americanos poderá sofrer revés, mesmo disfarçados. Nesse momento de pelica em que as lideranças mundiais atravessam, a sabedoria da serpente está em alta. Ganha mais que souber morder melhor. Mas não é só morder. A mordida deve estar coberta de cautelas. Mas que ninguém tenha dúvidas, agora é mesmo À HORA DA SERPENTE.
* No final desta crônica o FMI anuncia o Brasil como a 7ª economia de 2011.


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domingo, 7 de novembro de 2010

CUPIM É DOIDO

CUPIM É DOIDO
(Clerisvaldo B. Chagas, 8 de novembro de 2010)
     Pede-me o amigo e excelente orador, Antonio Sobrinho (Antonio Cupim) que aproveite o Dia Nacional da Cultura e fale sobre Rui Barbosa. Respondo-lhe como o personagem bíblico Elias para Eliseu. Difícil coisa tu pedes. Como resumir numa crônica a grandeza de mais de cem volumes sobre Rui? Entretanto, seja como tu queres.
     Rui Barbosa de Oliveira nasceu em 1849, em Salvador, e morreu aos setenta e três anos. Sua biografia ocupa mais de cem volumes onde estão artigos, discursos, conferências, anotações políticas e muito mais. Era bacharel pela Faculdade de Direito de São Paulo. No início, Rui engajou-se nas eleições diretas e na abolição da escravatura. Foi político no período histórico denominado República Velha. Eleito deputado em 1878, atuou nas reformas do Ensino, Eleitoral e emancipação dos escravos. Foi vice-chefe de governo provisório e assumiu a pasta de Finanças. Aderiu à oposição a Deodoro da Fonseca. E por ter se envolvido na Revolta da Armada, 1893, foi exilado. Voltando do exílio, conseguiu eleger-se Senador em 1895. Durante o governo Rodrigues Alves, Rui Barbosa foi representante do Brasil na 2ª Conferência de Paz de Haia. Pelo seu brilho, recebeu no Brasil o título de “Águia de Haia”. Rui tentou ser presidente em 1910 e 1919, sendo derrotado em ambas as tentativas. Como jornalista, escreveu para diversos jornais. Foi sócio fundador da Academia de Letras, sucedendo a Machado de Assis.
     Falam que Rui Barbosa era pernóstico e tipo orador cacete. Talvez sua obra mais conhecida seja “Orações aos Moços”. Dizem também que na Holanda foi ridicularizado por ser baixinho e cabeçudo. Mas ao defender a tese brasileira de Igualdade Entre as Nações, impressionou o mundo e teria dito depois: “Os melhores perfumes encontram-se nos menores frascos”. Rui Barbosa foi considerado o homem mais inteligente do Brasil. Ainda hoje se compara uma pessoa culta com a expressão: “... É um Rui Barbosa”. No fim da vida Rui ainda foi eleito juiz do Tribunal Internacional de Haia, o mesmo que o ridicularizara. Sua Biografia com mais de cinquenta mil títulos, pertence à Fundação da Casa Rui Barbosa, em sua antiga residência no Rio de Janeiro. Entre os orgulhos baianos Rui Barbosa nunca foi esquecido. É motivo de músicas as mais diferentes assim como de piadas envolvendo a ignorância de muitos. Recentemente em um seriado da televisão, sua figura foi bem representada entre as rodas políticas que discutiam à República. Rui e outros personagens importantes da nossa história, infelizmente continuam esquecidos, primordialmente nos Cursos Médios do País.
     Rui Barbosa, não sei se era, mas Antonio Sobrinho ─ ao pedir para escrever uma crônica sobre o baixinho/gigante ─ CUPIM É DOIDO.


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sexta-feira, 5 de novembro de 2010

DEUS SALVE A AMÉRICA

DEUS SALVE A AMÉRICA
(Clerisvaldo B. Chagas, 5 de novembro de 2010)
     Deu pena vê pela televisão o gestor mais poderoso do mundo. Apenas o corpo esbelto e os modos a John Fitzgerald Kennedy, mas os fios brancos dos cabelos e o sorriso amarelo mostravam um homem abatido. Coisa rara um presidente pacifista no que eles chamam de América e que encantou o mundo durante o período de campanha. Além de pacifista, de estilo diferente, suas origens uniam as torcidas a seu favor em todas as nações de todos os lugares. E o homem que prometeu um país muito melhor, conseguiu algumas façanhas importantes, mas não contava com a crise forte que ameaçava o planeta. Sempre nos perguntávamos como um país tão rico, tão poderoso, fazia com o dinheiro que parecia não acabar jamais. Nem os americanos sabem quanto já gastaram em várias guerras pelo mundo, inclusivas a do Iraque e do Afeganistão. Contam-se as despesas em trilhões de dólares. E de onde vinha essa verba de um país que tudo que consome chega do exterior. As compras que movimentam o mundo e o dinheiro gasto com as guerras contínuas são provenientes de que tipo de olho d’água que não seca nunca? Infelizmente a bomba estouraria em alguma parte do futuro e o futuro foi às mãos de Barack Obama. Sim, é uma honra sem igual ser presidente da maior potência bélica que existe, mas a responsabilidade parece ser ainda maior, principalmente quando as coisas não estão indo bem. Os conflitos sem nexo em que os dirigentes anteriores meteram a nação do norte, com ênfase para o sanguinário Bush, viraram às costas para os problemas internos. Surgiram os males que antes pareciam somente da América Latina. Muitos mendigos as ruas, gente sem casa e sem emprego vagando como fantasmas. E o senhor Bush, foi o último que deu às costas à sua população em momentos cruciais americanos. Somadas as insanidades anteriores que esfacelaram os Estados Unidos, surgiu à crise econômica para complementar os estragos. É nesse momento tão duro que desponta uma liderança negra que pela primeira vez chega à cadeira máxima.
     E como se não bastassem esse dois fatores profundos, agora o homem da paz, Obama, recebe a terceira herança maldita: a derrota de aliados nas urnas. Sendo a oposição de um radicalismo quase fanático, as circunstâncias acabam de encurralar o jovem presidente. Como esse homem poderia apresentar-se à televisão? Sim, foi elegante como sempre, mas o sorriso amarelo revelava uma vontade danada de sumir, desaparecer que é assim que pensamos quando não encontramos saídas. Mas a Providência por certo ouvirá as suas preces nas provações que faz aos bem-intencionados. Vamos observar o comportamento desse país que nunca aceitou a modéstia à dianteira. Um desconhecido capítulo vai redesenhando o xadrez mundial. As grandes potências irão precisar muito dos emergentes. E como eles costumam dizer: DEUS SALVE A AMÉRICA.


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