quarta-feira, 24 de agosto de 2016

O IPANEMA E JOÃOZINHO

O IPANEMA E JOÃOZINHO
Clerisvaldo B. Chagas, 25 de agosto de 2016
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.567

Foto: (soberaniadopovo).
Quando me entendi de gente, o Ipanema Futebol Club estava no auge. Derramava cachoeiras de vitórias sobre as cabeças eufóricas dos santanenses. Comandava o esquadrão verde e amarelo, um desportista que trabalhava no antigo DNER, a quem todos o chamavam de “Seu Basto”. A ele eram atribuídas tantas vitórias e a marcha gloriosa do timaço. Nunca o conheci pessoalmente. Centenas de jogadores ficaram famosos no Sertão e no estado naqueles períodos gloriosos. Já encontrei em pleno desenvolvimento futebolístico, atuando no mesmo time, os irmãos Jair, Zuza e Joãozinho. Zuza, um dos maiores armadores que eu conheci e que antes era goleiro. Não quero citar o nome do time completo, principalmente dos mais famosos, por esse trabalho ser específico. Sempre considerei Joãozinho como o mais carismático entre todos.
Nas explosões emocionais de Otávio Marchante – considerado o torcedor número um do Ipanema – havia uma predileção enorme por aquele homem que dava segurança ao time. Torcedor que não parava em lugar nenhum do estádio, Otávio passava os noventa minutos da partida rodeando o campo e indicando aos berros o nome de cada um dos nossos aos adversários, especialmente o de Joãozinho. Com o estádio ainda novo (murado pelo político Arnon de Mello em troca do nome lá no alto) o Ipanema de Joãozinho foi durante a década de 50, a página mais gloriosa de Santana do Ipanema, em Alagoas.
Popular mais do que o jogador, em Santana, ninguém. E os meninos de Seu Zé V8 foram cumprindo assim a jornada decente de lutas e glórias por aqui. Por aqui por esse mundão que está sempre se renovando como os mais belos jardins, com filhos, netos e bisnetos.





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IRMÃS ROCHA

IRMÃS ROCHA
Clerisvaldo B. Chagas, 24 de agosto de 2016
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica N0 1.566

Deitado nessa delícia de rede Made In Maceió, nem sei a razão do escorregadio pensamento. Talvez a hora aproximada da refeição  leve-me até o livro publicado pelas célebres Irmãs Rocha. Mulheres da elite alagoana, criadas no Engenho Varrela, em São Miguel dos Campos, revelaram-se exímias cozinheiras. A intimidade dessa culinária foi revelada no livro “Delícias da Cozinha Alagoana”, já na sua 3a edição publicada pela eps, sob patrocínio da Cipesa. Estamos falando das saborosas receitas das irmãs: Jacy Rocha Cavalcanti Medeiros, Yeda Rocha Cavalcanti Jucá, Bartyra Rocha Cavalcanti Nogueira e Maria Rocha Cavalcanti Accioly.
As Irmãs Rocha ficaram famosas na televisão e no Brasil inteiro, elevando bem alto a variadíssima celeste cozinha de Alagoas. O livro é bem apresentável e didático dividido em seis capítulos: Frutos do mar, do mangue, do rio e da lagoa; aves carnes e miúdos; acompanhamentos; delícias do café alagoano; bolos, doces, biscoitos, cremes e sobremesas; lanches, tira-gostos e bebidinhas. Eis aí o índice.
“Em DELÍCIAS DA COZINHA ALAGOANA”, as irmãs Rocha Cavalcanti traduzem uma das vertentes mais genuínas da cultura gastronômica brasileira. Suas receitas mesclam tradições culinárias africanas, portuguesas e indígenas incorporadas pela cozinha dos engenhos e enriquecidas com exuberantes sabores tropicais”, diz uma das capas.
E como nada melhor de que matar a serpente, mostrar o pau e a cobra, eis aí na foto as medalhistas da cozinha olímpica. Cremos que ainda existe no mercado o livro das Irmãs Rocha.
O risco é somente querer devorar as páginas antes de pôr em prática as divinais receitas.
Desculpe amigo, é hora do cochilo.



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